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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

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06/02/2015 - 12ª Região Militar realiza cerimônia de entrega de embarcações

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No dia 03 de fevereiro, ocorreu no Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA) a solenidade de entrega das embarcações tipo Ferry Boat, recém-adquiridas pelo Exército Brasileiro, por intermédio do Projeto Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), e destinadas ao apoio logístico da 16ª Brigada de Infantaria de Selva (Tefé) e da 2ª Brigada de Infantaria de Selva (São Gabriel da Cachoeira). Estiveram presentes na solenidade o Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, o Comandante da 12ª Região Militar, General de Divisão Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, o Gerente do SISFRON, General de Divisão R/1 Gerson Forini, e o Chefe do Estado-Maior do CMA, General de Brigada Ubiratan Poty. Marcaram presença, ainda, os Comandantes da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, General de Brigada André Luís Novaes Miranda, da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, General Brigada Ênio Machado Martins Júnior, da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, General de Brigada Antônio Manoel de Barros, e o Chefe do Centro de Operações do CMA, General de Brigada Eduardo Paiva Maurmann.
As embarcações foram nominadas como TEN COHEN e ARARIGBÓIA. A primeira, em homenagem ao 1º Ten Rui Guilherme Cohen Nascimento, falecido no cumprimento do dever, quando realizava missão de transporte logístico, no dia 25 junho de 2012, próximo a Tefé. A segunda embarcação, ARARIGBÓIA, em homenagem à denominação histórica da 2ª Brigada de Infantaria de Selva.
Dentre as principais características das embarcações, destacam-se: potência de propulsão de 400 hp; Autonomia de navegação até 4.000 km sem necessidade de reabastecimento; Capacidade de carga de 140 toneladas, incluindo 4.000 Kg de frigorificados; Totalmente climatizada, é auto-suficiente em geração de energia, tendo seu casco construído em aço naval.
Equipadas com equipamentos eletrônicos de navegação de última geração, as embarcações são seguras, modernas e acrescentarão, sobremaneira, operacionalidade, à 16ª Base Logística de Selva, em Tefé, e ao 2º Batalhão Logístico, situado em São Gabriel da Cachoeira.
fonte:  12RM

sábado, 23 de março de 2013

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23/03/2013 - Governo cria novo comando militar com divisão da Amazônia


Decisão faz parte de plano de monitoramento das fronteiras do País na região; sede da unidade ficará em Belém do Pará

Tânia Monteiro 
A presidente Dilma Rousseff autorizou a criação do Comando Militar do Norte, que abrangerá os Estados do Pará, Maranhão e Amapá, a partir da separação do Comando Militar da Amazônia (CMA). A decisão é estratégica e faz parte do processo de expansão da presença do Estado brasileirona linha de fronteira menos povoada no norte do País e, de uma maneira geral, no "continente" amazônico.
O novo CMN será o oitavo comando do Exército, terá sede em Belém do Pará, e ocupará uma área de cerca de 1,722 milhão de quilômetros quadrados, território correspondente a 42% do tamanho do atual Comando Militar da Amazônia.
Localizado na Amazônia Oriental, o novo comando é defendido pelos militares por ter características completamente diferentes da Amazônia Ocidental. De início, contará com dez mil homens. Mas, dentro da estratégia de ocupação da região, uma nova Brigada de Infantaria de Selva, em Macapá, a ser batizada de Brigada da Foz, será construída e irá reforçar a região com mais cer-ca quatro mil homens. O CMA dispõe hoje de 27 mil soldados e com a divisão passará a 17 mil, embora o deslocamento de novas unidades para a Amazônia já estejam previstas, para reforçar a área de fronteira. O Estado do Maranhão, que pertencia ao Comando Militar do Nordeste, integra agora o Comando do Norte.
Considerado prioritário pelo Exército, o Comando da Amazônia vai cuidar de 9.358 quilômetros de fronteira - ele perdeu 1.890 quilômetros parao novo comando do Norte.
Diferenças. Para demonstrar a diferença de vocação entre as áreas oriental e ocidental da região eanecessidade de dividi-las, o Exército menciona que, na ocidental, as tropas do Exército são constantemente empregadas no combate a delitos transfronteiriços como o narcotráfico, o contrabando e os crimes ambientais, dentre outros. Por isso, a preparação de seus soldados é voltada, principalmente, à vigilância das fronteiras terrestres.
Já na área Oriental da Amazônia, onde o Comando do Norte será criado, as tropas têm sido empregadas normalmente em ações de Garantia da Lei e da Ordem, com enfoque à proteção de infraestruturas estratégicas, combate à exploração ilegal de recursos naturais e conflitos sociais. O Pará, por exemplo, tem extensas áreas de garimpo onde os conflitos são constantes. O Estado possui também extensas áreas ondeflorestas são frequentemente devastadas. O novo comando cuidará das menos habitadas e menos problemáticas fronteiras com as três Guianas: Suriname (ex-holandesa), Guiana (inglesa) e Guiana Francesa.
A 15a estrela. O general-de-Exército Eduardo Villas Bôas continuará à frente do Comando Militar da Amazônia, em Manaus. O general Osvaldo de Jesus Ferreira, que receberá a quarta estrelano dia 31 de março, ficará à frente do novo comando do Norte. O decreto assinado pela presidente Dilma, no dia 7 de março, abrindo as portas para a criação do comando do Norte, na verdade, apenas fixou o novo efetivo da Força Terrestre, criando mais uma vaga de general de Exército, a ser ocupada pelo novo comandante militar do Norte. Agora, o Exército que tinha 14 generais “quatro estrelas”, passa a ter 15. No total, a Força passa a ter 147 oficiais-generais, com a criação de outras sete vagas, sendo duas de generais de divisão e cinco de general de brigada. O efetivo do Exército em 2013 passa a ser de 222 mil 596 homens.