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sábado, 5 de outubro de 2013

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05/10/2013 - “Um país como o nosso é importante ter uma base industrial de defesa sólida”, diz Amorim

Brasília, 04/10/2013 – Para um país do porte do Brasil é muito importante ter uma base industrial de defesa sólida. A avaliação foi feita pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, em discurso, nesta sexta-feira (4), por ocasião da abertura da II Mostra BID Brasil. O evento realizado na Base Aérea de Brasília atraiu cerca de 70 empresas dos setores de defesa, hospitalar, software e alimentação. Na oportunidade, Amorim anunciou que até o fim do ano o ministério já terá condições de capacitar as primeiras empresas estratégicas de defesa.
“O governo da presidenta Dilma Rousseff tem trabalhado de forma intensa em favor do desenvolvimento da indústria brasileira”, afirmou o ministro ao explicar que, nos primeiros meses do governo, foi enviada ao Congresso Nacional a medida provisória que resultou em lei que fortalece o segmento de defesa nacional. A lei já foi regulamentada.
“Evidentemente que é muito importante para um país como o Brasil ter uma base industrial de defesa sólida”, contou o ministro.
Amorim explicou que um dos principais motivos para esse fato está na necessidade de o país ter a própria autonomia para desenvolver o parque industrial. “Nós, que somos um país pacífico, que vivemos em paz e em cooperação com os nossos vizinhos, fato que é ilustrado aqui com a presença de vários representantes desses países, mas não podemos excluir os riscos no futuro”, afirmou. E continuou: “E se esses riscos ocorrerem nós teremos que ter a capacidade de, pelo menos, produzir o essencial daquilo que é necessário para enfrentá-los”.
O ministro enfatizou que outro aspecto da indústria de defesa é o tecnológico. Segundo ele, até quando se trata de produtos manufaturados, como o têxtil, a aplicação desses produtos na área militar é especializada. Ele citou também o desenvolvimento tecnológico nas áreas biológica, química e nuclear, bem como cibernética.
“Evidentemente que a base para o mercado tem que ser o próprio Brasil. Se nós não compramos os nossos produtos, ninguém irá se interessar. Mas também nenhuma indústria de defesa consegue sobreviver se não tiver inserida no mercado internacional”, explicou. Para Celso Amorim, é importante que ocorra evento como a Mostra BID Brasil para abrir as portas da indústria nacional ao mercado externo.
II Mostra BID Brasil
Indústria de defesa
Na cerimônia de abertura da mostra foi lançado o chip CTC 13001T, produto desenvolvido no país que tem por finalidade a rastreabilidade de equipamentos militares e civis. Em seguida, as autoridades percorreram os estandes da mostra. O ministro conheceu armamentos, escudos, aparelhos de radiofrequência, protótipos de vant (veículo aéreo não tripulado), barracas para hospitais de campanha e alimentos especialmente preparados pela indústria para o consumo das tropas em missões, mas que também podem ser consumidos pelo cidadão na merenda escolar ou adquiridos nas gôndolas de supermercados.
Do lado externo do hangar da Base Aérea, o ministro viu carros de combate, como o blindado Guarani, entrou na cabine de um avião Bandeirante e pousou para foto perto de uma carreta carregada por dois tanques Cascavel. O equipamento foi trazido do Suriname por um navio da Marinha e recuperado num estaleiro no Rio de Janeiro. Na próxima semana, serão enviados para Paramaribo, capital daquele país sul-americano.
A II Mostra BID Brasil termina neste sábado, quando a Força Aérea Brasileira (FAB) promoverá no mesmo local o evento “Portões Abertos”. Na oportunidade, as pessoas que forem à Base poderão conhecer os equipamentos colocados em exposição pela indústria nacional. A FAB estima que durante o período passarão pelo local cerca de 20 mil pessoas.
DIVULGAÇÃO: Assessoria de Comunicação Social (Ascom) / Fotos: Tereza Sobreira

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

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12/08/2013 - Submarino a propulsão nuclear colocará Brasil em novo patamar, diz Amorim



Itaguaí (RJ)


O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha do Brasil vai colocar o país em um novo patamar internacional. A avaliação é do ministro da Defesa, Celso Amorim, após visitar as instalações da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), localizada no município de Itaguaí, a 70 quilômetros do Rio de Janeiro.



“O Brasil será um dos pouquíssimos países com a capacidade de produzir, inclusive, submarino [a propulsão] nuclear, o que nos coloca no patamar, também importante, do ponto de vista das relações internacionais”, assegurou.
Amorim lembrou que a presidenta Dilma Rousseff tem afirmado que é “tendo uma defesa forte que nós podemos desenvolver uma política pacífica, sendo capaz de defender nossos interesses”. Segundo o ministro, o Prosub consiste num marco para o país, pois representa a “materialização de um projeto de grande importância”, que vai culminar com a capacidade do Brasil de construir e projetar, no futuro, submarinos.
Nas palavras de Amorim, dispor de um recurso tão valioso, num país de vasta costa, com grande necessidade de defesa, inclusive no Atlântico sul – onde estão as rotas brasileiras de exportações e importações – é “um grande salto de qualidade”.

Visita à UFEM

Amorim deslocou-se na manhã de hoje (9), junto com o comandante da Marinha, almirante Julio de Moura Neto, à base situada em Itaguaí. A comitiva contou também com a participação de assessores civis e oficiais-generais. No auditório da UFEM, o ministro recebeu o detalhamento do programa de construção de quatro submarinos convencionais e um a propulsão nuclear.
O Prosub surgiu em 2009, a partir de acordo firmado entre os governos do Brasil e da França. Ele consiste na construção do complexo do Estaleiro e Base Naval (EBN), bem como a transferência de tecnologia e o desenvolvimento da indústria nacional. A partir desse acordo, a Marinha contratou a estatal francesa DCNS que, por sua vez, associou-se à empresa brasileira Odebrecht.
Após as exposições, o ministro seguiu para o local onde estão as primeiras seções do submarino. No interior do equipamento, Amorim recebeu mais detalhes sobre a construção e o projeto.  Ao concluir a visita, ele destacou que o projeto é “um marco” para o país, pelo fato de permitir o domínio nesse segmento industrial”.

Foto: Felipe Barra

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

FONTE: Ministério da Defesa

segunda-feira, 10 de junho de 2013

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10/06/2013 - Brasil apoia proposta de criação da Escola de Defesa Sul-Americana, diz Amorim

Quito, Equador, 7/06/2013 – O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que o Brasil apoia a criação da Escola de Defesa Sul-Americana. A proposta de constituição da Escola foi formalizada pelo Equador recentemente durante a reunião de vice-ministros de defesa, realizada em Lima, Peru, no âmbito do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS) da Unasul.

A manifestação favorável à ideia ocorreu após a reunião bilateral entre Amorim e a ministra da Defesa do Equador, María Fernanda Espinosa Garcés, em Quito, capital equatoriana. Na passagem pelo país, o ministro brasileiro também foi recebido pelo presidente Rafael Correa, em encontro no Palácio Presidencial. Em entrevista à imprensa após o encontro, os dois ministros explicaram que a Escola terá o objetivo de impulsionar a formulação de um pensamento estratégico regional de defesa.

A nova instituição deverá ter sede em Quito, onde funcionarão as áreas de coordenação e de administração. No entanto, como explicaram os ministros, a escola funcionará como uma rede, aproveitando as diversas iniciativas no campo militar existentes nos países do continente.

Como exemplo de iniciativas em rede, Amorim citou o Centro de Estudos Estratégicos (CEE/CDS), sediado em Buenos Aires, Argentina, e o Curso Avançado de Defesa Sul-Americano (CAD-SUL), que este ano será realizado, pelo segundo ano consecutivo, na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro.

“Todos esses cursos organizados por diferentes instituições podem fazer parte de uma rede que deverá ter uma coordenação para evitar duplicações e perda de recursos”, disse Amorim, acrescentando que a Escola respeitará sempre a pluralidade e diversidade de ideias.

Segundo a ministra da Defesa equatoriana, embora tenha recebido a chancela dos integrantes do CDS, a proposta de criação da Escola terá ainda que ser confirmada na próxima reunião de ministros da Defesa sul-americanos, marcada para novembro deste ano, também em Lima.

Para Maria Espinosa Garcés, a Escola deverá aproveitar, de maneira coordenada, a riqueza de ofertas das nações sul-americanas, potencializando as capacidades e especialidades que cada país tem em matéria de defesa. “O caminho futuro é construir um pensamento, por mais diverso que ele seja, que nos identifique, que gere uma identidade sul-americana”, afirmou Garcés. “O essencial é que seja uma escola que se concentre em problemas que são nossos, e não condicionada por problemas que não são nossos”, acrescentou Amorim, que já havia defendido a criação da Escola em fóruns internacionais.

Cooperação bilateral

O ministro brasileiro foi a Quito a convite do governo do país. Durante a reunião bilateral, ocorrida na sede do Ministério da Defesa, representantes das duas delegações discutiram uma extensa pauta de assuntos que resultaram em decisões com o objetivo de aprofundar a cooperação em defesa entre as duas nações.

Entre os temas discutidos pelas delegações presentes ao encontro, figuraram o apoio brasileiro ao desenvolvimento da indústria de defesa equatoriana, a ampliação do auxílio às ações de desminagem no país, controle e defesa do espaço aéreo, e o treinamento de pilotos e técnicos da força aérea equatoriana que operam com os aviões Super Tucano.

Além desses assuntos, as delegações trataram de questões relativas ao fortalecimento da identidade sul-americana de defesa no marco do CDS/Unasul, e da contribuição brasileira à iniciativa equatoriana, ora em curso, de atualização de sua agenda política na área militar.

Os principais resultados do encontro foram objeto de um comunicado conjunto, divulgado à imprensa ao final da reunião (veja aqui a íntegra do documento). Amorim convidou os equatorianos a enviarem observadores militares à próxima edição da Operação Ágata, na fronteira do Brasil, que deverá ocorrer no segundo semestre deste ano. Ele também convidou a ministra Garcés para uma visita oficial ao Brasil em Agosto.

Para garantir a continuidade e o acompanhamento direto dos temas acordados, os dois ministros decidiram criar um grupo de trabalho e institucionalizar uma reunião anual dos respectivos estados-maiores conjuntos.

A delegação brasileira contou, entre outros, com o subchefe de Assuntos Estratégicos do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante Renato Rodrigues de Aguiar Freire, com o chefe da Comissão de Implementação do Sistema de Controle do Espaço Aérea da FAB, brigadeiro Carlos Aquino, além do chefe da Assessoria Internacional do Ministério da Defesa, conselheiro Ibrahim Neto.

Veja a íntegra do comunicado Conjunto (versão em espanhol) 

Fotos: Fotos Ministério da Defesa do Equador
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
FONTE: Ministério da Defesa

segunda-feira, 8 de abril de 2013

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08/04/2013 - Feira de defesa e segurança vai trazer bons acordos para o Brasil, diz Amorim



Rio de Janeiro – O ministro da Defesa, Celso Amorim, informou hoje (8) que a 9 ª edição da Feira Internacional de Defesa e Segurança, Laad Defence & Security, que começa amanhã no Rio de Janeiro, marcará uma série de bons acordos e projetos para o Brasil.
Dentre as novidades, estão as negociações da venda de caças Super Tucanos da Embraer para o Senegal. Este será o quarto país africano a comprar Super Tucanos. Outra novidade é a assinatura do projeto de construção em conjunto de um avião treinador básico pelos países que integram a União das Nações Sul-americanas (Unasul).
“Ainda é um projeto, mas é muito importante, pois estamos assim contribuindo com uma base industrial de defesa para toda a América do Sul. Já temos muitos Super Tucanos atuando na América do Sul, entre outras aeronaves. Temos projetos conjuntos de navios patrulha com o Peru e com a Colômbia”, informou ele.
Amorim informou que vai se reunir com pelo menos 15 ministros da Defesa na feira e que mais de 700 empresas montaram stands no local, sendo cerca de 170 brasileiras.
“Este evento ocorre em um momento importante em que estamos tendo medidas do governo de apoio à indústria brasileira, à tecnologia brasileira, como o submarino nuclear”, comentou o ministro na manhã de hoje, durante a passagem dos cargos de Comandante de Operações Navais e Diretor-Geral de Navegação, a bordo do Navio Aeródromo São Paulo, no 1º Distrito Naval, no centro do Rio.
Amorim lembrou que a Lei de Produtos de Defesa (12.598/2012), regulamentada na semana passada, também vai contribuir para o bom resultado da feira, já que a medida dá apoio às empresas nacionais que investirem em tecnologia e produtos brasileiros na área de defesa.
A Laad é a maior feira do setor na América Latina e reúne, a cada dois anos, empresas brasileiras e internacionais, especializadas no fornecimento de equipamentos, serviços e tecnologia para as Forças Armadas, Polícias, Forças Especiais, além da segurança corporativa. Esta edição promete ser a maior em tamanho e número de transações comerciais, desde sua criação em 1997.

fonte: resenha