sábado, 1 de agosto de 2026

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Reajustes militares e o debate sobre privilégios: uma discussão que atravessa gerações

A discussão sobre reajustes salariais para os militares das Forças Armadas costuma provocar fortes reações na sociedade. Enquanto alguns defendem a valorização da carreira militar e a necessidade de manter remunerações compatíveis com as responsabilidades da função, outros questionam se determinados aumentos representam tratamento diferenciado em relação a outras categorias do serviço público. O que muitos não sabem é que esse debate está longe de ser novo. 


Registros históricos mostram que, há muitas décadas, jornais brasileiros já discutiam o impacto dos reajustes concedidos aos militares. Em diferentes períodos da história nacional, parte da imprensa e da opinião pública interpretou determinados aumentos como medidas de valorização profissional, enquanto outra parcela os enxergou como privilégios em meio às dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.

Esse contraste revela uma característica constante do debate público: a mesma decisão pode ser vista de maneiras completamente diferentes, dependendo do contexto político, econômico e social. Em momentos de crescimento econômico, reajustes costumam ser percebidos como investimentos na valorização do Estado e de seus servidores. Já em períodos de restrição fiscal, qualquer aumento de despesas tende a ser analisado com maior rigor.

A carreira militar possui particularidades que frequentemente são utilizadas como argumento para a concessão de benefícios específicos. Entre elas estão a dedicação exclusiva, a disponibilidade permanente para servir, as transferências constantes e as exigências relacionadas à defesa nacional. Por outro lado, críticos afirmam que a análise dos reajustes deve considerar também a situação de outras categorias do funcionalismo e a capacidade financeira do Estado.

Outro aspecto importante é a forma como a sociedade interpreta a palavra "privilégio". Em muitos casos, o termo não se refere necessariamente à existência de ilegalidades, mas à percepção de que determinado grupo recebeu um tratamento mais favorável em comparação com outros servidores. Essa diferença entre legalidade e percepção pública costuma alimentar debates intensos e recorrentes.

O resgate histórico dessas discussões mostra que o tema não pertence apenas ao presente. A controvérsia sobre remuneração militar acompanha diferentes gerações e reflete uma questão mais ampla: como equilibrar a valorização de carreiras estratégicas com a responsabilidade fiscal e a busca por equidade entre os diversos setores do serviço público.

Mais do que chegar a respostas definitivas, compreender a trajetória histórica desse debate ajuda a perceber que muitas das discussões atuais possuem raízes profundas. Conhecer o passado permite analisar o presente com maior perspectiva e reconhecer que os desafios envolvendo remuneração, reconhecimento profissional e distribuição de recursos públicos continuam sendo temas centrais para qualquer sociedade.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

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APOIO À POPULAÇÃO GAÚCHA

Porto Alegre (RS) – O Comandante do Exército, General Tomás, esteve nas áreas afetadas pelas cheias, no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (12/09). Em Lajeado, foi à Base do Centro de Coordenação e Controle da Operação Taquari, onde foi montado um posto de Comando da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Acompanhado do Comandante Militar do Sul, General Hertz, e do Comandante da 6ª Divisão de Exército, General Baltieri, visitou o Hospital de Campanha, em Roca Sales. No local, conversou com os militares que atuam nos atendimentos médicos, com representantes da Força Nacional do SUS e também das forças de segurança pública da região. O Comandante também verificou a estrutura montada para receber os suprimentos doados. 

terça-feira, 28 de março de 2023

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INICIA OPERAÇÃO EM ÁREA COM MAIOR NÚMEROS DE POVOS ISOLADOS DO MUNDO


 Força Terrestre do Exército Brasileiro iniciou uma operação em uma área com a maior concentração de povos isolados do mundo. Esta área está localizada no Brasil e é o lar de várias tribos indígenas que têm pouco ou nenhum contato com o mundo exterior. A operação visa estabelecer contato com essas comunidades isoladas, prestar-lhes a assistência necessária e integrá-las à sociedade em geral, respeitando seu patrimônio cultural e modo de vida. Os esforços do Exército Brasileiro para engajar essas comunidades isoladas são cruciais para manter sua segurança e bem-estar, bem como para preservar suas culturas e tradições únicas. A operação é um passo significativo para garantir a proteção e inclusão dos povos mais isolados do mundo.

A 16ª Brigada de Infantaria de Selva iniciou uma operação com participação de agências federais e estaduais na região do Vale do Javari. Com a extensão de um país como Portugal, o local da ação corresponde à segunda maior terra Indígena do Brasil e reúne a maior concentração de povos isolados do mundo. 

Chamada de Operação Jacuixito – acrônimo dos rios Javari, Curuçá, Ituí, Itaquaí e Quixito –, a iniciativa foi deflagrada com uma reunião com representantes da FUNAI, Polícia Federal, autoridades locais, membros da comunidade e profissionais de segurança, incluindo engenheiros, biólogos e antropólogos. Segundo o General Ricardo Moussalem, comandante da 16ª Brigada, o objetivo da reunião foi informar os participantes acerca de detalhes da operação e reunir sugestões. 

Durante a operação, serão realizados patrulhamento fluvial, patrulhamento da BR-307, controle de pontos críticos, ações cívico-sociais, além de transporte aéreo logístico. De acordo com o Major Cunha, oficial de operações da 16ª Brigada, os militares engajados na operação cumpriram um período de quarentena em atendimento ao protocolo sanitário da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). “Após a quarentena, iniciamos os deslocamentos no dia 11 de março. Ao iniciarem as atividades, os militares serão submetidos a testagem e avaliação médica”, reforçou o Major. As ações ocorrem no contexto da Operação Ágata.

sexta-feira, 24 de março de 2023

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88 Anos, 18° Batalhão de Transporte

 

O 18° Batalhão de Transporte é uma unidade do Exército Brasileiro que tem como objetivo prover apoio logístico para as tropas em operações militares. Ele está sediado na cidade de Formosa, no estado de Goiás, e é subordinado à 3ª Divisão de Exército.


Entre as principais atividades realizadas pelo 18° Batalhão de Transporte estão o suprimento de combustível, munições, alimentos, equipamentos e outros materiais necessários para as operações militares. Além disso, a unidade também presta assistência médica e odontológica aos militares.
O batalhão é composto por diversas seções, incluindo a seção de suprimento, a seção de manutenção, a seção de saúde e a seção de transportes. Cada uma dessas seções é responsável por garantir que os suprimentos e serviços necessários estejam disponíveis para as tropas em todas as fases das operações militares.
Os militares que servem no 18° Batalhão de Transporte passam por um treinamento rigoroso para desenvolver habilidades em logística, suprimento, manutenção e outras áreas relacionadas. Eles estão preparados para atuar em diversas situações, desde operações de paz até conflitos armados.
As unidades de transporte podem ser compostas por diversos tipos de veículos, incluindo caminhões, ônibus, viaturas blindadas e helicópteros. Além disso, elas também são responsáveis pela manutenção e reparo dos equipamentos sob sua responsabilidade.
As unidades de transporte são essenciais para a mobilidade das tropas e para o sucesso das operações militares. Os militares que atuam nessas unidades passam por um treinamento especializado para operar e manter os equipamentos de transporte e para garantir a segurança durante as missões.

segunda-feira, 20 de março de 2023

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EXERCÍCIO CORE 2023

 

O 52º Batalhão de Infantaria de Selva realizou diversas atividades de preparação para o Exercício CORE  2023 (Combined Operation and Rotation Exercise), adestramento entre o Exército Brasileiro e o Exército dos Estados Unidos da América que acontecerá no segundo semestre deste ano. Em busca do desenvolvimento da liderança nas pequenas frações e, consequentemente, da coesão da tropa, o Batalhão colocou em ação, entre 6 e 10 de março, a Operação Munduruku I, exercício de adestramento de técnicas, táticas e procedimentos para integrantes da 1ª Companhia de Fuzileiros de Selva.

Durante a Operação, foram ministradas instruções de maneabilidade de Grupo de Combate; Exercício de Tiro Real de Fração; Orientação e Navegação; Conduta em Combate; Atendimento Pré-hospitalar e Comunicações. Na oportunidade, foi possível verificar o nível de operacionalidade atingido pela tropa e preparar o adestramento de tropas nível pelotão e nível companhia.

Exercício CORE

O Combined Operation and Rotation Exercise – CORE 23 é um exercício combinado com o Exército dos Estados Unidos da América previsto para acontecer nos meses de outubro e novembro de 2023 e também em 2024, nas guarnições de Belém, Macapá, Oiapoque e no distrito de Clevelândia do Norte. A atividade tem como objetivos aumentar a capacidade operacional da tropa, manter os laços históricos entre os países e incrementar a integração e a cooperação entre os dois exércitos. 

Fonte: 52º Batalhão de Infantaria de Selva

sexta-feira, 17 de março de 2023

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BATALHA DE JENIPAPO, NORDESTE CELEBRA 200 ANOS DA BATALHA

 

A Batalha do Jenipapo ocorreu em 13 de março de 1823, em Campo Maior, no estado do Piauí, durante a luta pela independência do Brasil. Foi um episódio importante da história brasileira, pois marcou a resistência dos nordestinos contra as tropas portuguesas que tentavam recolonizar o país após a proclamação da independência.

O Comando Militar do Nordeste (CMNE) é uma organização militar do Exército Brasileiro que tem sede em Recife, Pernambuco. Ele é responsável por coordenar e executar as atividades operacionais e administrativas do Exército na região Nordeste do Brasil.

Cerca de 200 brasileiros foram mortos e 542 aprisionados pelo Exército Português. Do lado português, 116 soldados morreram e 60 ficaram feridos. Apesar do grande número de baixas nacionais, a batalha impediu o avanço português e colaborou para a sua retirada definitiva do território brasileiro. 

A celebração dos 200 anos da Batalha do Jenipapo é uma homenagem aos heróis que lutaram pela independência do Brasil e um momento para destacar a importância da região Nordeste no contexto histórico do país. O CMNE, juntamente com outras organizações e entidades, realiza diversas atividades em comemoração a essa data, como desfiles militares, exposições e palestras.

Além de ser uma homenagem aos heróis do passado, a celebração da Batalha do Jenipapo também serve como um lembrete da importância de preservar a soberania e a independência do país nos dias de hoje. O Exército Brasileiro, por meio do CMNE, continua a desempenhar um papel fundamental na defesa da pátria e na proteção da população brasileira.

Fonte: Comando Militar do Nordeste

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SARGENTOS TEMPORÁRIOS CAPACITADOS PARA SERVIR NO SUL DO BRASIL


Recentemente, o Exército Brasileiro anunciou a convocação de sargentos temporários para servir na região Sul do país. Essa medida visa reforçar a segurança e a presença das Forças Armadas na região, que tem enfrentado desafios como a criminalidade e a imigração ilegal.

Os sargentos temporários são militares contratados por um período determinado, geralmente de até oito anos, e que possuem formação específica em áreas como saúde, tecnologia da informação, comunicação social e outras. Eles atuam em diversas atividades, desde o apoio administrativo até o trabalho em campo, em missões como a Operação Acolhida, que recebe refugiados venezuelanos.

A presença dos sargentos temporários no Sul do Brasil irá contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população, bem como para a segurança nacional. Além disso, essa medida também pode ser vista como uma oportunidade para os próprios militares, que terão a chance de adquirir novas habilidades e experiências em sua carreira.

A convocação de sargentos temporários para servir no Sul do Brasil é uma medida que reflete a importância que o governo brasileiro atribui à segurança e à proteção da população. A região Sul do país tem enfrentado desafios específicos, como a criminalidade em algumas áreas urbanas e a imigração ilegal, especialmente na cidade de Foz do Iguaçu, que faz fronteira com Paraguai e Argentina.

Os sargentos temporários são profissionais capacitados em diferentes áreas e que podem contribuir para a realização de diversas atividades, como o apoio logístico, o trabalho em campo e a assistência à população local. Além disso, a presença dos sargentos temporários pode contribuir para o fortalecimento do trabalho das Forças Armadas na região, ao mesmo tempo em que proporciona novas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para os próprios militares.

É importante destacar que a convocação de sargentos temporários não é uma medida isolada, mas faz parte de um conjunto de ações que o governo brasileiro tem adotado para aprimorar a segurança e a defesa nacional. Entre essas ações, destacam-se a modernização das Forças Armadas, o fortalecimento da cooperação com outros países e a integração com outras agências governamentais.

 Profissionais de nível técnico concluíram o Estágio Básico de Sargentos Temporários em guarnições do Rio Grande do Sul. A solenidade, que marcou o término do curso em Santa Maria, reuniu familiares e amigos dos concludentes no 1º Regimento de Carros de Combate. Ao todo, 37 sargentos já começaram a servir em diversas organizações militares da região. 

A turma é formada por profissionais de diversas qualificações: Técnico em Administração, Técnico em Contabilidade, Técnico em Edificações, Técnico em Enfermagem, Técnico em Informática e Técnico em Manutenção Automotiva. Dentre eles, 26 mulheres e 11 homens.

Programa do estágio

O estágio é dividido em duas fases. A primeira é destinada às instruções comuns, em que os instruendos têm a oportunidade de aprender e aperfeiçoar atributos da área afetiva, como espírito de coesão, liderança, abnegação e desenvoltura. Na segunda fase, os estagiários são direcionados a atividades específicas de cada área de especialidade, associada às funções que irão desempenhar após o período de formação.

Entre os treinamentos práticos específicos da carreira militar, os estagiários passam pelo Tiro de Instrução Básico de Fuzil 7,62 mm e de Tiro de Pistola 9 mm. Também participaram de um apronto operacional, e do Campo de Instrução Básica, com instruções de abrigos improvisados, orientação diurna e noturna e realização de marcha de 8 km. O Treinamento Físico Militar também é parte integral do treinamento dos novos sargentos. 

Todas as atividades têm como objetivo promover a adaptação do Sargento Técnico Temporário à vida em campanha e na caserna. A formação busca desenvolver nos novos militares habilidades e atributos inerentes ao soldado de Caxias, como a iniciativa, a coragem, a flexibilidade, a resistência e a perseverança. Crédito: Cb Brain e Sd Moura Fonte: 1º Regimento de Carros de Combate.