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quarta-feira, 15 de março de 2023

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ENTREGA DE MORTEIROS E OUTROS MATERIAIS MILITARES, PELO ARSENAL DE GUERRA DO RIO

No dia 10 de março de 2023, ocorreu no Arsenal de Guerra do Rio (AGR), Organização Militar Diretamente Subordinada à Diretoria de Fabricação (DF), formatura militar para marcar a entrega de mais um lote de Materiais de Emprego Militar (MEM) fabricados e revitalizados nesta OM. Ao todo, foram revitalizadas 10 unidades do Morteiro 120 mm (Mrt P 120 M2A1 R), produzida a blindagem de uma Carregadeira Sob Rodas (Equipamento de Engenharia) e 01 Kit para Transporte do Morteiro 81 mm, munições e material de apoio deste armamento na Viatura Blindada Guarani. A referida formatura contou com a presença do Diretor de Fabricação, Sr General de Divisão Tales Eduardo Areco Villela.

A revitalização do Morteiro 120 mm, consiste em sua completa desmontagem, para realização de inspeção metrológica, troca de todos os itens que sofreram mudanças de projetos e realização de manutenção corretiva e preventiva. O segundo material, trata-se da fabricação de um Kit de Blindagem para Equipamentos de Engenharia, a Carregadeira Sob Rodas, que após testes poderão ser entregues às OM para o apoio em diversas operações. Por fim, também foi concluída a fabricação de um Kit para Transporte do Morteiro 81 mm, suas munições e demais equipamentos de apoio ao tiro deste armamento no interior da Viatura Blindada Guarani, não alterando as características peculiares de flutuabilidade e demais aspectos dessa viatura de transporte de tropa. Os materiais serão enviados ao CAEx para posteriores testes.

Fonte: Arsenal de Guerra do Rio, Crédito: Sgt Lucas Silva, Cb Humia e Sd Pessoa

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

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16/01/2013 - A guerra-relâmpago no Mali


 A guerra-relâmpago no Mali


Nikita Sorokin

frança, contingente militar francês no Mali, Mali, conflito, tuaregues, azawad
EPA

vozdarussia - 


A situação no Mali continua a desenvolver-se impetuosamente. Aviões franceses Mirage e Rafale bombardeiam posições e a retaguarda de islamitas radicais, colunas de veículos blindados franceses entram na capital do país Bamako, enquanto os rebeldes tuaregues manifestam seu apoio às autoridades do Mali.

Os analistas, porém, estão longe do otimismo: o país tem todas as hipóteses de se transformar em um “Afeganistão africano”, envolvendo países vizinhos no caos sangrento.
A decisão dos tuaregues locais do Movimento Nacional de Libertação de l'Azawad de passarem para o lado das autoridades malianas é uma das últimas informações vindas do campo de ações militares. Esta é sem dúvida uma notícia positiva que, no entanto, torna mais confusas as perspetivas de desenvolvimento da situação. Declarando-se dispostos a combater contra islamitas em conjunto com contingente de paz oeste-africano e militares franceses, os tuaregues, após a suposta vitória, não querem ver forças governamentais ou de coligação no norte do Mali, que consideram seu território.
Entretanto, durante a semana em curso, um contingente de paz da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) será deslocado para o Mali. Conforme a última declaração do presidente da Quinta República, François Hollande, o corpo expedicionário francês, que conta hoje com 750 soldados e oficiais, será reforçado em breve.
Somos testemunhas da última fase de internacionalização do conflito maliano, constata Laurie-Anne Teri Benoni, perita do Departamento de Operações de Paz da Universidade de Montreal do Canadá, que disse em entrevista à Voz da Rússia:
“Este jogo tem muitos participantes. Para garantir o êxito da operação, é necessário coordenar claramente as ações entre os jogadores. É necessário fazer, para entender os nossos objetivos e convencer-nos de que cada participante empreende esforços nesse sentido. Quando a operação começou, a principal pergunta de analistas e observadores dizia respeito aos objetivos – quais são os objetivos da operação e até onde eles se estendem?“.
Contudo, mesmo com o início da intervenção militar, o decorrer e os resultados do conflito continuam a ser imprevisíveis, ressalta Mehari Maru, dirigente do Programa para a Prevenção de Conflitos do Instituto de Problemas de Segurança da União Africana, em entrevista à Voz da Rússia:
“Esta crise não pode ser resolvida só através da intervenção militar, como considera a França, porque ela inclui em si muitos problemas. Envolve não apenas o terrorismo, mas também um movimento nacionalista, cujos líderes pretendem a autonomia e uma gestão melhor do país. Insistem também na liberdade religiosa. Portanto, o movimento rebelde é composto por diferentes aspetos e a situação geral exige uma solução integrada. Que poderão fazer os franceses? Eles chegaram, mas diferentes agrupamentos, que por enquanto “estão adormecidos” nesta etapa, podem vencer novamente no pano de fundo de exigências nacionalistas e regionais”.
Os tuaregues pretendem autonomia, os islamitas do agrupamento Ansar Al Din ligados à Al-Qaeda e os salafitas jihadistas aspiram ao estabelecimento de um califado no Mali. O heterogéneo establishmentem Bamako lamenta a perda do status quo. A confrontação dentro de um conglomerado tão variado de diferentes grupos políticos, étnicos e religiosos faz lembrar a situação no Afeganistão. Tal como naquele país, islamitas ideologicamente formados atuam organizadamente e é pouco provável que eles se rendam facilmente a franceses e a seus aliados locais da CEDEAO. Na opinião de analistas, pode acontecer o contrário – a intervenção é capaz de “despertar” os islamitas em países vizinhos, tanto mais que as fronteiras entre eles não são protegidas, tendo exclusivamente um sentido convencional, geográfico. Em resultado, a guerra-relâmpago de militares franceses e oeste-africanos, bem-sucedida por enquanto, pode transformar-se numa guerra de cem anos num território bastante vasto.
Contudo, também há quem seja de opinião de que os últimos acontecimentos no norte e no oeste de África e as revoluções árabes são um processo natural, um imperativo dos tempos. Como disse Veniamin Popov, antigo embaixador da URSS e da Rússia em Trípoli após a guerra na Líbia, assistimos a um “deslocamento tetônico” iniciado nesta parte do mundo.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

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11/01/2013 - Síria à beira de uma guerra religiosa


Síria à beira de uma guerra religiosa



síria
EPA

A Síria se tornou num dos países mais perigosos para os cristãos, informa a organização cristã internacional humanitária Open Doors (Portas Abertas) no seu relatório anual.

O estudo indica que os cristãos sírios são vítimas de violência e muitos de seus locais sagrados foram destruídos.
No seu relatório tradicional, a organização humanitária publicou a lista de países onde os cristãos são mais perseguidos. No último ano, a Síria subiu do 36º para o 11º lugar. Os ativistas reuniram dados sobre muitos cristãos da Síria que foram sequestrados, submetidos a violência física ou mortos nas zonas controladas pelos islamitas da oposição. Também foram perpetrados atos de profanação de locais sagrados cristãos. Muitos templos foram danificados ou destruídos, relatam os ativistas.
O relatório é importante para a compreensão pela comunidade internacional da verdadeira situação na Síria. Isso foi referido à Voz da Rússia pelo perito do Instituto de Estudos Orientais da Academia das Ciências Russa Boris Dolgov. Ele se encontrou pessoalmente na Síria com representantes das comunidades cristãs, nomeadamente com a madre Agnès-Mariam de la Croix do mosteiro católico de Saint-Jacques de l'Intercis.
“Tivemos conversas com ela. Ela apresentou fatos de mosteiros cristãos serem alvejados pelos militantes, de assassinatos e raptos de sacerdotes, de expulsões de cristãos de zonas ocupadas pela guerrilha, nomeadamente de Homs. Nós vimos fotografias desses crimes cometidos pelos grupos mais radicais da guerrilha, representantes de organizações islamitas radicais, incluindo membros da organização Al-Qaeda.”
Se os muçulmanos fanáticos chegarem ao poder, eles poderão começar a se vingar nos cristãos pelo seu pacifismo. Isso é referido no relatório da organização Open Doors. Se os acontecimentos tomarem esse rumo, isso poderá provocar ou o isolamento dos cristãos, ou o seu êxodo massivo, consideram os ativistas. Dolgov também concorda com essa análise:
“Isso seria uma tragédia para a Síria e para todo o Oriente Médio, se imaginarmos que o poder na Síria seja tomado pela oposição radical, pelos islamitas. É completamente evidente que irá haver um massacre, tando dos cristãos, como dos alauitas e de todas as minorias étnicas. Incluindo os curdos, que neste momento ou apoiam o regime de Bashar Al-Assad, ou mantêm a neutralidade. Por isso, esta declaração da organização cristã vem muito a tempo e a propósito.”
A Igreja Ortodoxa Russa também expressou recentemente as suas sérias preocupações com a situação dos cristãos na Síria. O Patriarca de Moscou e toda a Rússia, Kirill declarou que uma das razões para o conflito na Síria é a divisão entre as diferentes camadas da população pelo princípio étnico e religioso. Ele anunciou que a Igreja Ortodoxa Russa iria participar no envio de ajuda humanitária aos cristãos da Síria vítimas do conflito e que perderam as suas habitações.   vozdarussia

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

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24/09/2012 - Dois navios chineses entram em águas territoriais japonesas


Dois navios chineses entram em águas territoriais japonesas


Dois navios chineses entram em águas territoriais japonesas Kyodo New/AP
Os dois navios cruzaram o mar da China oriental a 20 km de duas das ilhas SenkakuFoto: Kyodo New / AP




As duas potências disputam controle do arquipélago Senkaku/Diaoyu


Dois navios de vigilância chineses entraram na manhã desta segunda-feira em uma área considerada pelo Japão como suas águas territoriais, ao largo das ilhas disputadas no mar da China oriental, anunciou a guarda costeira japonesa. 

Os dois navios cruzaram a 20 km de duas das ilhas Senkaku — Kubashima e Uotsurijima —, informou a guarda costeira. Quatro outros patrulheiros chineses foram um pouco mais longe, na proximidade do limite de 22 km que marca a fronteira das águas territoriais japonesas.
A entrada destas embarcações na região das ilhas Senkaku — administradas por Tóquio, mas reivindicadas por Pequim sob o nome de Diaoyu — ocorre no dia seguinte a uma decisão chinesa de adiar uma cerimônia de aniversário da normalização das relações sino-nipônicas, em meio a uma tensão crescente entre os dois países por causa das ilhas.
Na semana passada, cerca de 13 embarcações do governo chinês navegaram pelo menos quatro dias nas proximidades das ilhas Senkaku, situadas 200 km a nordeste de Taiwan e 400 km a oeste de Okinawa, ao sul do Japão.   zerohora/militaresbrasil