13/07/2015 - Exército brasileiro recebe dez cozinhas de campanha padrão Otan fabricadas na Espanha
A companhia espanhola ARPA Equipos Móviles de Campaña
anunciou ter entregue dez cozinhas de campanha tipo Arpa 2000/250BR,
rebocadas, ao Exército do Brasil – e que a esse primeiro lote devem se
seguir outros.
A aquisição foi formalizada, no fim de
2011, por meio da portaria do Estado-Maior do Exército de nº 183, datada
de 29 de novembro daquele ano, que “adotou para uso no EB a Cozinha de
Campanha Móvel ARPA – Mod 2000/250BR”.
A cozinha Arpa tem capacidade para
produzir alimentos para 250 pessoas por jornada, e foi aprovada em todos
os itens julgados imprescindíveis ao seu uso em campanha.
Nos últimos dois anos e meio a ARPA já
comercializou 290 dessas cozinhas com instituições militares da Europa,
da África e das Américas.
A Arpa 2000 vem equipada com uma lança de
reboque padrão-Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), e
utensílios para a produção de alimentos como queimadores e fritadeira,
além de duas mesas de aço inoxidável e uma tenda de 26 m² para a
proteção da área de trabalho.
O conjunto é rebocável por todo o tipo de
veículo militar, e, em deslocamento, se revela leve, resistente e de
grande manobrabilidade.
Sua aquisição pela força terrestre brasileira faz parte do programa de “obtenção de capacidade operacional plena”.
Ano passado o Exército já havia recebido reboques-cisterna de combustível e reboques-cisterna para o transporte de água.
Cozinha Kärcher, de procedência alemã, que o EB também usa
‘Maria Preta’ – Durante o
período em que o Exército brasileiro foi influenciado pela doutrina
operacional trazida ao país pela Missão Militar Francesa – entre as
décadas de 1920 e de 1940 –, imperou, entre as suas unidades logísticas,
o uso da cozinha de campanha que ficou famosa e conhecida como “Maria
Preta” – toda de ferro, preta, sobre reboque com rodas de carroça,
normalmente tracionada por uma parelha de animais, e que usava a lenha
como combustível para o preparo dos alimentos.
Depois da 2º Guerra Mundial, o Exército
adotou, para preparar o rancho do seu pessoal no campo, os chamados
fogões de campanha tipo N.A. – Mod. 1935, transportáveis, de origem
americana, que funcionavam a gasolina. Seu uso revelou-se, contudo,
complexo e perigoso.
O equipamento passou a ser fabricado no
Paraná, mas, no intuito de melhorar seu desempenho, vários batalhões
logísticos realizaram modificações que terminaram por adaptar os fogões
ao uso do gás GLP – o que foi visto com desconfiança por certos chefes.
A modernidade só chegou a essas unidades
de apoio com a introdução da cozinha móvel Kärcher, bicombustível (óleo
diesel e gás GLP), e facilmente transportável. Porém, a exemplo dos
fogões N.A., esse conjunto apresentou alguns problemas durante o seu
funcionamento, o que levou o 22º Batalhão Logístico, de Barueri – centro
de referência na manutenção e recuperação deste tipo de cozinha –, a
elaborar uma lista de procedimentos e cuidados a serem tomados, a fim de
não comprometer nem o funcionamento, nem a vida útil do material.
Cozinha Kärcher em uso na África
A sucessora da cozinha móvel Kärcher é a Arpa 2000/250BR.
Há mais de 40 anos que a ARPA vem
fornecendo cozinhas de campanha, e sua clientela já abarca mais de 25
exércitos de todo o mundo.
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