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domingo, 10 de fevereiro de 2013

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10/02/2013 - Navio militar que integra missão no Líbano atraca no Porto de Natal


Navio militar que integra missão no Líbano atraca no Porto de Natal

Fragata "Liberal" integra Força Tarefa Marítima da ONU no oeste asiático.
Mais de 250 militares estão na missão. Navio ficará em Natal até quarta (13)

Jocaff Souza  Do G1, em Natal 

Uma embarcação da Marinha do Brasil que realiza ações de pacificação e treinamento à militares no Líbano atracou na manhã deste sábado (9) no Porto de Natal. A fragata, denominada “Liberal”, está há dez meses no mar Mediterrâneo, monitorando a costa do país asiático que faz fronteira com Israel. A região é considerada pela Organização das Nações Unidas uma das mais perigosas do mundo.

Fragata Liberal atracou no Porto de Natal neste sábado (Foto: Jocaff Souza/G1)Fragata Liberal atracou no Porto de Natal neste sábado (Foto: Jocaff Souza/G1)












O navio integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), entidade criada pelo Conselho de Segurança da ONU para impedir a entrada no território libanês de armamento ilegal e drogas, oriundos do país israelense, como também controlar todas as embarcações na área de operações marítimas, delimitada num espaço de mais de 100 milhas náuticas, o que corresponde a 200 quilômetros de área a ser fiscalizada. Uma parte desse contingente de militares atua na fronteira terrestre do Líbano com Israel e tem o objetivo de evitar confrontos armados entre israelenses e a milícia xiita Hezbollah. Seis forças militares integram essa força tarefa marítima, criada a partir de uma resolução: Brasil, AlemanhaBangladeshIndonésia,Turquia e Grécia.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

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26/09/2012 - Brasil e Turquia avaliam retomar pacto da era Lula sobre programa iraniano


Brasil e Turquia avaliam retomar pacto da era Lula sobre programa iraniano

Nova proposta para tentar encontrar saída diplomática à crise nuclear do Irã envolveria a participação de um terceiro mediador, a Suécia; em Nova York para reunião da ONU, chanceleres dos três países encontraram-se ontem em almoço

Leonencio Nossa
e Gustavo Chacra

Os governos do Brasil e da Turquia avaliavam ontem a possibilidade de retomar a Declaração de Teerã, um acordo construído pelos dois países em 2010 para intermediar a crise provocada pelo programa nuclear iraniano. Desta vez, a parceria contaria com a Suécia.

Num almoço ontem em Nova York, os ministros de Relações Exteriores Antonio Patriota (Brasil), Ahmet Davutoglu (Turquia) e Carl Bildt (Suécia) discutiram as afinidades dos discursos contra soluções de intervenção militar.

No encontro, os ministros reafirmaram que os governos brasileiro, turco e sueco consideram que o diálogo deve prevalecer na busca de uma solução também para o caso da Síria. Eles demonstraram ainda preocupação com o clima de intolerância religiosa que pode ser usado como combustível para intervenções militares, disseram diplomatas brasileiros.

Em maio de 2010, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram acordo com o governo iraniano que obrigaria Teerã a entregar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para ser armazenado na Turquia. O governo dos EUA fez críticas imediatas à intermediação do Brasil e da Turquia e conseguiu aprovar, no mês seguinte, a Resolução 1.929 na ONU, com uma série de sanções contra o Irã.

A vitória dos EUA no Conselho de Segurança da ONU foi arrasadora. Dos 12 membros do conselho, Brasil e Turquia foram os únicos países que votaram pela rejeição à proposta de sanções contra o Irã. O Líbano, que se posicionava ao lado de brasileiros e turcos, absteve-se. Embora o Brasil tenha deixado o assento temporário no Conselho de Segurança, a proposta de uma solução negociada teria mais condições de ser aprovada, avaliam diplomatas.

Na época, a China e a Rússia votaram em favor de sanções contra Teerã, mas conseguiram diminuir o impacto do texto que os EUA, a França, a Grã-Bretanha e a Alemanha elaboraram.

Depois da crítica americana e da derrota no Conselho de Segurança da ONU, Lula e Erdogan reclamaram que o próprio presidente dos EUA, Barack Obama, tinha solicitado por meio de cartas uma intermediação dos dois países na crise com o Irã.

Patriota e Davutoglu chegaram a falar claramente no almoço de ontem que, agora, uma Declaração de Teerã teria mais aceitação de outros países. A presença da Suécia seria o primeiro sinal de que a discussão internacional sobre o programa iraniano poderia ter mais mediadores.

Síria. Com 20 mil mortos a mais na Síria em relação ao ano passado e o conflito civil se agravando cada vez mais, a Assembleia-Geral da ONU inicia hoje um debate com o tema "Respeito à lei e prevenção de guerras", em uma clara advertência da entidade para o fracasso da comunidade internacional na tentativa de resolver a crise síria.

O grande destaque desta semana no fórum será a presença de líderes eleitos democraticamente depois da Primavera Árabe, como o presidente do Egito, Mohamed Morsi, além de governantes da Líbia e da Tunísia. Essa assembleia também será a última de Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, que encerrará seu mandato no ano que vem.

Como sempre ocorre, o discurso de abertura será do Brasil, com a presidente Dilma Rousseff. Em seguida, será a vez de Barack Obama, que tem dado pouca atenção à assembleia.  
defesanet/militaresbrasil