Mostrando postagens com marcador ONU. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

thumbnail

20/01/2015 - Defesa promove encontro preparatório com militares que vão assumir Missão da ONU no Haiti.

FONTE: DEFESA - Brasília, 19/01/2014 – Comandantes e integrantes dos Estados-Maiores das Forças Armadas que assumirão a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) a partir de junho participam ao longo da semana de reunião preparatória no Ministério da Defesa (MD), em Brasília (DF). O encontro tem o objetivo de prover aos militares, que formam o 22º Contingente Brasileiro, informações sobre o país caribenho como logística, aspectos sanitários, conjuntura e política externa.

Foto: Tereza Sobreira
Brigadeiro Peclat, do Ministério da Defesa, comanda a reunião preparatória com integrantes do 22º Contingente brasileiro na Minustah: militares assumem missão em junho
Brigadeiro Peclat, do Ministério da Defesa, comanda a reunião preparatória com integrantes do 22º Contingente brasileiro na Minustah: militares assumem missão em junho
A abertura do encontro, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (19), foi feita pelo vice-chefe de Operações Conjuntas do MD, brigadeiro Carlos Eurico Peclat dos Santos. As atividades vão até a próxima sexta-feira (23) e incluem videoconferência com o efetivo em ação na Minustah – o 21º Contingente.

Entre os aspectos abordados, os militares manifestaram preocupação com as eleições presidenciais, que ocorrem no final do ano, e com as constantes manifestações populares desencadeadas pela insatisfação política da sociedade. Os dois pontos foram citados como os principais desafios a serem enfrentados pela nova tropa.

Para o biênio 2015-2016, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu uma redução no número de integrantes da missão. Serão 2.370 militares – atualmente são 5.210 – e 2.601 policiais do organismo multilateral. Esse total é referente a todos os que participam da Minustah, de vários países. No caso do Brasil, o 22º contingente inclui o Batalhão de Força de Paz (Brabat), a Companhia de Engenharia (Braengcoy) e o Grupamento de Fuzileiros Navais.

Política Externa e conjuntura

O chefe da Divisão de Caribe do Ministério das Relações Exteriores (MRE), conselheiro Olympio Faissol Pinto Junior, disse que “o trabalho realizado pelas Forças Armadas brasileiras no Haiti é motivo de orgulho”. De acordo com ele, a ação no país é sustentada pelo tripé segurança, reconciliação política e desenvolvimento.

Foto: Tereza Sobreira
Brasil está no comando da Minustah desde 2004: em 10 anos foram empregados mais de 30 mil militares brasileiros na missão.
Brasil está no comando da Minustah desde 2004: em 10 anos foram empregados mais de 30 mil militares brasileiros na missão.
“A nossa meta é ajudá-los a expandir a Polícia Nacional Haitiana (PNH) para que sejam capazes de prover a própria segurança”, disse. Atualmente, a PNH conta com um efetivo aproximado de 10 mil homens – a meta é atingir os 15 mil em 2016.

Alguns dados acerca do Haiti foram passados pela Segunda Secretária da Divisão de Paz e Segurança Internacional do MRE, Sophia Magalhães de Oliveira Kadri. Segundo a diplomata, mais de 120 mil brasileiros, entre civis e militares, estão em 14 missões de paz da ONU pelo mundo.

“A Minustah é, de longe, o maior engajamento do Brasil em atividades de paz. Entre 2004 e 2009, foram significativos os progressos no país caribenho”, afirmou. Sophia falou, ainda, que após o terremoto que assolou a nação em 2010, a missão de paz precisou “se reorientar”. “Nesse sentido, a engenharia militar foi importante para a retirada dos escombros e reconstrução de estradas.”
Informações
O Haiti possui, atualmente, cerca de 10 milhões de habitantes, situados em uma área de 27,7 mil km² (o equivalente ao estado de Alagoas). É o país mais pobre das Américas, com 70% da população sem emprego formal. Metade dos haitianos é analfabeta.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

thumbnail

25/04/2013 - General brasileiro chefiará maior missão de paz da ONU


Brasília, 24/04/2013 – O general do Exército Carlos Alberto dos Santos Cruz, 60 anos, que havia passado à reserva em dezembro do ano passado, vai retomar a farda. Após 44 anos de dedicação à Força Terrestre, o que incluiu uma passagem como "Force Commander" da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), o general Santos Cruz comandará quase 20 mil militares de 20 países na Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas (ONU) na República Democrática do Congo (Monusco, na sigla em inglês). O país africano, de 70 milhões de habitantes, atravessa situação de guerra civil.
 
 
“Trata-se de uma homenagem pelo excelente trabalho que ele desempenhou à frente da Minustah, no Haiti, e um novo sinal de reconhecimento internacional à atuação dos militares brasileiros não só no Haiti, mas nas missões de paz das Nações Unidas como um todo”, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, ao receber a confirmação do convite ao general brasileiro, na manhã desta quarta-feira.
O general Santos Cruz manifestou-se na mesma linha. “A minha escolha é parte do prestígio do Brasil que há tempos vem se projetando no cenário internacional. É a combinação da diplomacia, da experiência militar e da determinação do governo. Isso tudo sintetiza esse convite”, contou.
 
O convite para assumir a Monusco – atualmente a maior missão de paz da ONU, em efetivos militares – foi confirmado por meio de comunicado das Nações Unidas aos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa. De imediato, o general Santos Cruz iniciou o processo de preparo da documentação, num processo que envolverá alguns acertos a serem feitos com o governo brasileiro.
 
Desafios no Congo
 
Santos Cruz vinha se preparando há cerca de três semanas, quando as Nações Unidas sinalizaram pela formalização da participação dele na missão internacional. O governo brasileiro, nesse período, também acompanhou o trâmite legal. No final da manhã, o general recebeu o aval para que iniciasse os procedimentos burocráticos, como a reincorporação à ativa e a formalização do desligamento do cargo de assessor da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, cargo que ocupava desde março deste ano.
 
“No Congo, você tem uma situação complexa de violência, em especial, praticada por grupos rebeldes que habitam o Leste do país. A gente espera a colaboração para o cumprimento do mandato das Nações Unidas e que temos, a partir de agora, obrigação de cumprir”, afirmou.
 
O mandato será exercido pelo Brasil no período de 12 meses, podendo ser ampliado de acordo com as necessidades da ONU. O general Santos Cruz avaliou que terá um grande desafio pela frente, em que o emprego da força militar nunca pode ser descartado. “É uma missão de paz. Esperamos permitir que a ajuda humanitária à população aconteça. Mas temos lá uma brigada de intervenção, força suficiente para neutralizar e desarmar os rebeldes que atuam no país”, adiantou.
 
Segundo ele, “a ONU tem uma linha mestra de condução das ações, e o uso da força é feito com critérios”. Atualmente, conforme explicou, as Nações Unidas contam com efetivo de aproximadamente 18 mil homens, com um acréscimo esperado de 2 mil militares. “Na realidade, temos tropas de diversos países. Da Índia, passando pelo Uruguai, são militares de todos os continentes”, explicou o general.
 
Santos Cruz disse que não há qualquer sinalização para que o governo brasileiro envie militares para compor a missão de paz. “A presença da ONU não somente na África, mas em outros países, em missão de paz é uma situação complexa. Temos que levar em consideração que se trata de uma missão difícil por causa desse tipo de ambiente”, completou.
 
Fotos: Felipe Barra (MD) e Sylvain Liechti (ONU)
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

thumbnail

12/02/2013 - Brasil vê 'com preocupação' teste nuclear na Coreia do Norte


Brasil vê 'com preocupação' teste nuclear na Coreia do Norte

Coreia do Norte confirmou teste nuclear subterrâneo em seu território.
Em nota, Itamaraty pediu retomada das negociações na Península Coreana. 

Do G1, em Brasília 

O governo brasileiro divulgou nota nesta terça-feira (12) na qual afirma ver "com preocupação" o novo teste nuclear produzido pela Coreia do Norte. Na nota distribuída pelo Itamaraty, o governo pediu que o país cumpre as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e contribua para a retomada das negociações de paz na Península Coreana.

mapa teste nuclear coreia (Foto: 1)
"O Governo brasileiro tomou conhecimento com preocupação do novo teste nuclear conduzido pela República Popular Democrática da Coreia. O Governo brasileiro conclama a RPDC a cumprir plenamente as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança e contribuir ativamente para criar as condições necessárias à retomada das negociações relativas à paz e segurança na Península Coreana", afirma o texto.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

thumbnail

11/02/2013 - A ONU quer saber: que mudanças você quer ver no mundo?


A ONU quer saber: que mudanças você quer ver no mundo?

Débora Spitzcovsky
Já ouviu falar nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio? São oito metas criadas pela ONU em 2000 para erradicar a pobreza extrema no mundo e que expiram em 2015. Apesar dos avanços na questão, o objetivo – não precisa nem dizer – está longe de ser alcançado. Por isso, no ano passado, durante a Rio+20, foram acordadas novas metas para daqui a dois anos, rumo ao desenvolvimento sustentável do planeta: os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A diferença, desta vez, é que a ONU quer a sua ajuda e de todos os outros cidadãos para definir as metas pós-2015. Para isso, a organização criou a iniciativa Meu Mundo*, que convida pessoas do mundo todo a responder à pergunta “Quais as mudanças mais importantes que precisam ser feitas no planeta?”.
O internauta tem o direito de escolher seis das 16 opções oferecidas pela ONU – e, ainda, pode sugerir mais uma prioridade de mudança que não foi citada pela organização. São elas:
– liberdade política;
– eliminação do preconceito e discriminação;
– melhoria nos transportes e estradas;
– acesso à energia em casa;
– combate às mudanças climáticas;
– governo honesto e atuante;
– acesso à água potável e saneamento;
– acesso a alimentos de qualidade;
– proteção a florestas, rios e oceanos;
– apoio às pessoas que não podem trabalhar;
– acesso a telefone e internet;
– igualdade entre homens e mulheres;
– melhoria dos serviços de saúde;
– proteção contra o crime e a violência;
– educação de qualidade e
– melhores oportunidades de trabalho.
Os resultados serão compartilhados com os líderes mundiais responsáveis pela definição dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, para que eles levem em conta a voz da população em suas decisões. Por enquanto, o Brasil é o país com maior número de participantes na ação Meu Mundo. Você vai ficar de fora? Participe!  *Meu Mundo
Foto: martinak15/Creative Commons

domingo, 10 de fevereiro de 2013

thumbnail

10/02/2013 - Navio militar que integra missão no Líbano atraca no Porto de Natal


Navio militar que integra missão no Líbano atraca no Porto de Natal

Fragata "Liberal" integra Força Tarefa Marítima da ONU no oeste asiático.
Mais de 250 militares estão na missão. Navio ficará em Natal até quarta (13)

Jocaff Souza  Do G1, em Natal 

Uma embarcação da Marinha do Brasil que realiza ações de pacificação e treinamento à militares no Líbano atracou na manhã deste sábado (9) no Porto de Natal. A fragata, denominada “Liberal”, está há dez meses no mar Mediterrâneo, monitorando a costa do país asiático que faz fronteira com Israel. A região é considerada pela Organização das Nações Unidas uma das mais perigosas do mundo.

Fragata Liberal atracou no Porto de Natal neste sábado (Foto: Jocaff Souza/G1)Fragata Liberal atracou no Porto de Natal neste sábado (Foto: Jocaff Souza/G1)












O navio integra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), entidade criada pelo Conselho de Segurança da ONU para impedir a entrada no território libanês de armamento ilegal e drogas, oriundos do país israelense, como também controlar todas as embarcações na área de operações marítimas, delimitada num espaço de mais de 100 milhas náuticas, o que corresponde a 200 quilômetros de área a ser fiscalizada. Uma parte desse contingente de militares atua na fronteira terrestre do Líbano com Israel e tem o objetivo de evitar confrontos armados entre israelenses e a milícia xiita Hezbollah. Seis forças militares integram essa força tarefa marítima, criada a partir de uma resolução: Brasil, AlemanhaBangladeshIndonésia,Turquia e Grécia.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

thumbnail

14/01/2013 -Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir crise no Mali


Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir crise no Mali

Caças franceses sobrevoam norte do Mali.
Caças franceses sobrevoam norte do Mali.
REUTERS/ECPAD/Adj. Nicolas Richard/Handout

RFI
A pedido da França, o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne hoje para discutir o conflito no Mali. Hoje ainda, o presidente François Hollande reúne no Palácio do Eliseu um novo Conselho de Defesa para discutir a sequência da operação militar para liberar o norte do país da ameaça dos radicais islâmicos.

A reunião do Conselho de Segurança da ONU tem o objetivo de informar os países-membros sobre o andamento da operação militar no Mali e o desdobramento da missão. Até o momento, a França enviou 550 soldados ao Mali, mas centenas de soldados do Níger, Burkina Faso, Senegal, Benin e do Togo são esperados na capital malinesa Bamako, sob comando da Nigéria. Outras forças ocidentais apoiam a França. A partir de hoje, o Reino Unido envia dois cargueiros C17 capazes de transportar até 77 toneladas de equipamentos militares. Os Estados Unidos dão apoio logístico com aviões de reabastecimento e informações de inteligência.
 Ontem, pela primeira vez, o exército francês bombardeou posições em terra dos rebeldes islâmicos no norte do país. Até agora, porém, nenhum balanço oficial foi divulgado sobre o número de vítimas dos bombardeios franceses.
Segundo autoridades locais e moradores, pelo menos 60 combatentes islâmicos foram mortos nos ataques das cidades de Gao e Kidal. “A França está em guerra contra terrorismo onde quer que ele esteja e em guerra para preservar sua segurança e a do Mali, um país amigo”, disse o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian.
No quarto dia de operação militar francesa no Mali, quatro aviões de caça Rafale bombardeiam posições rebeldes em Gao, Toumbuctu e na fronteira do Mali com a Mauritânia, localidades da imensa área desértica do norte do país que haviam caído há nove meses sob controle de jihadistas. Apontados como narcotraficantes ligados à Al Qaeda, eles defendem a aplicação de punições corporais da xariá, a lei islâmica.
Segundo relato de testemunhas, os moradores do norte do Mali recebem aliviados a intervenção da França pelo clima de terror que os extremistas tinham imposto a essas populações.

Ameaça

Depois dos ataques do exército francês, os jihadistas sediados no norte do Mali ameaçaram hoje retaliar e atingir "o coração da França”. Em uma declaração por telefone à agência AFP, Abou Dardar, um dos responsáveis do Mujao (Movimento pela Unidade e pela Jihad do Oeste da África), “a França atacou o Islã. Nós, em nome de Alá, vamos atacar o coração da França”. Segundo Darbar, esses ataques podem atingir os interesses franceses em qualquer lugar do mundo. “Em Bamako [capital do Mali], na África, na Europa”, declarou.
O ministro do Interior da França, Manuel Valls, anunciou que a França intensificou o alerta de segurança “Vigipirate”, que já está em nível vermelho desde 2005, um patamar inferior ao alerta máximo. Com a medida, o patrulhamento nos edifícios públicos, nos transportes e nos aeroportos será reforçado. De acordo com o ministro, ameaças de grupos jihadistas no norte da África já vêm sido divulgadas há vários meses, mas Valls defende a onfensiva do exército francês. “Não é cedendo aos terroristas que diminuiremos a ameaça”. 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

thumbnail

03/01/2013 - ONU: guerra civil síria já matou 60 mil em 22 meses

ONU: guerra civil síria já matou 60 mil em 22 meses

Comissária de Direitos Humanos culpa Assad, oposição e Conselho de Segurança por banho de sangue


GENEBRA e DAMASCO As já altas estimativas de 45 mil mortes desde o início do conflito na Síria foram derrubadas ontem pela alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay. Após cruzar dados de sete fontes distintas durante cinco meses numa "análise exaustiva", um novo relatório coloca em pelo menos 60 mil o número de vítimas da guerra civil somente entre março de 2011 e novembro de 2012. E os responsáveis por essas milhares de mortes são tanto agentes do governo como membros da oposição armada.
Os números foram revelados horas depois da explosão de um posto de gasolina, alvejado por um míssil das forças do governo, em Damasco - episódio que matou ao menos 30 pessoas e deixou várias feridas, segundo ativistas.
Esse novo estudo foi compilado pela empresa independente Benetech e levou em consideração 147.349 denúncias. Se no verão de 2011 (no Hemisfério Norte), havia na Síria uma média de mil mortes ao mês, esse número saltou para cinco mil em julho de 2012. A região mais mortífera foi a província de Homs, com 12.560 mortes, além dos vilarejos no entorno da capital, onde foram contabilizadas 10.862 mortes. Já a província de Idlib aparece em terceiro lugar, com 7.686 - seguida por Aleppo, Deraa e Hama.
Segundo a comissária, o estudo não permite determinar o número de civis e militares mortos no conflito - mas indica que 76% são homens. Ela alertou, mais uma vez, para o caráter cada vez mais sectário da batalha e ressaltou que os opositores também vêm cometendo violações.
- O número de vítimas é muito maior do que esperávamos, o que é realmente chocante - pontuou ela.

contagem feita "por BAIXO"

Os pesquisadores cruzaram denúncias de grupos opositores e defensores de direitos humanos para remover nomes duplicados e dar credibilidade às denúncias completas, com nome e sobrenome das vítimas, além da data e local das mortes. Após esse processo, chegou-se, então, à cifra de 59.648 mortes. Entre as fontes de informação, estão os grupos opositores Centro de Documentação das Violações; Rede Síria para os Direitos Humanos; o site Shuhada e o Observatório Sírio de Direitos Humanos, baseado em Londres.
Há, ainda, mortes desconhecidas de qualquer uma das sete entidades consultadas. Ou seja, o número total de vítimas da guerra civil deve ser maior.
"As estatísticas apresentadas neste relatório devem ser consideradas margens mínimas", adverte o texto final, intitulado Análise Preliminar Estatística da Documentação das Mortes na Síria.
Navi reforçou a constatação:
- Dado o fato de que não houve avanços no conflito, podemos supor que mais de 60 mil pessoas foram mortas até o início de 2013. Sem uma resolução rápida para o conflito, temo que milhares mais venham a morrer ou sofrer ferimentos como resultado daqueles que abrigam a crença obstinada de que algo pode ser atingido através de mais banho de sangue, mais tortura e mais destruição gratuita.

110 vítimas no 1º dia do ano

De acordo com ativistas radicados na Síria, o primeiro dia do ano teve pelo menos 110 mortos, entre pesados bombardeios na capital. Forças do regime usaram canhões para bombardear o vilarejo de Mleiha, ao Leste de Damasco. Testemunhas contam que a região, basicamente residencial, estava, até então, tranquila. Mas, a vila abriga uma base da defesa aérea de Assad.
- Até o ataque, Mleiha estava calma. Estamos sem combustível há quatro dias, e o povo da cidade e do interior correu para o posto de gasolina quando um carregamento do Estado chegou - contou um ativista identificado como Abu Fouad.
Entre os relatos de violência cada vez maiores na Síria, revelou-se ontem que o jornalista americano James Foley, de 39 anos, está desaparecido há seis semanas no país. Autônomo, ele teria sido sequestrado por homens armados não identificados na província de Idlib. Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

thumbnail

31/12/2012 - Timor-Leste - Encerrada Participação da ONU


Timor-Leste - Encerrada Participação da ONU

Timor Leste dá adeus às forças de manutenção da paz após 13 anos

Oficial de Polícia da Malásia despede-se da UN Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT), ao retornar para casa no processo de desativação já em Novembro de 2012. Foto - UN
Nota DefesaNet  

A participação na Força de Pacificação do Timor-Leste pelo Brasil, 2000,  foi o início que levou à posterior participação no Haiti em 2004.

Infelizmente o Brasil encerrou a participação após a mesagem de Bin Laden que os países estavam retirando o Timor-Leste do seio muçulmano.Em 2006 surge a UN Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT), composta basicamente por Forças Policiais.

O Editor




A ONU concluiu a sua missão de manutenção da paz no Timor-Leste neste domingo, 13 anos depois de ter chegado à nação mais nova da Ásia em meio a uma transição sangrenta para a independência.
A missão, que contou com a presença de cerca de 1.500 soldados e policiais da ONU, vai recolher sua bandeira e mandar de volta para casa os seus últimos integrantes, enquanto uma "equipe de liquidação" de 79 oficiais vai permanecer para encerrar as últimas ações das Nações Unidas.
A missão começou a retirar suas tropas em outubro, quando a polícia nacional assumiu a responsabilidade pela segurança, após eleições pacíficas para presidente e para o Parlamento.
"O povo timorense e seus líderes têm demonstrado coragem e uma inabalável vontade de superar os grandes desafios que virão," indicou em um comunicado o chefe da Missão Integrada das Nações Unidas no Timor-Leste (UNMIT), Finn Reske-Nielsen.
"Apesar de haver muito trabalho pela frente, este é um momento histórico que consagra um progresso já concluído."
Reske-Nielsen indicou que a retirada não marcou o final da parceria entre a ONU e o país, pois "ainda existem desafios".
"No momento em que as forças de manutenção da paz se despedem, nós esperamos que haja uma nova fase nesta relação tendo como foco o desenvolvimento social e econômico."
Analistas consideram que há poucas indicações de que possa haver uma retomada da violência a curto prazo, mas as instituições públicas, incluindo a força policial e o setor judiciário, permanecem frágeis.
Também há fortes preocupações de que a pobreza, os altos índices de desemprego entre os jovens e uma população que cresce rapidamente possam levar a um aumento da violência no futuro.
Críticos do governo destacam a forte dependência da economia timorense das reservas de petróleo e gás, que, segundo eles, beneficiam mais as populações urbanas de Timor do que os empobrecidos dos campos.
A ONU desempenhou um papel-chave no nascimento de Timor Leste, organizando a votação que pos fim a 24 anos de domínio da Indonésia, que ocupou o país após a saída dos portugueses em 1975. O brutal domínio indonésio causou a morte de 183.000 pessoas -- um quarto da população na época.
O processo foi concluído em 2002, quando um governo independente assumiu.
As forças de paz voltaram novamente a entrar em ação em 2006, quando uma deserção em massa nas forças armadas causou conflitos entre facções militares e policiais, e a violência nas ruas deixou pelo menos 37 mortos e dezenas de milhares de deslocados.
O único episódio de violência mais grave depois disso foi a tentativa de assassinato do então presidente José Ramos-Horta em 2008.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

thumbnail

15/10/2012 - Com redução de efetivo, Conselho de Segurança renova mandato de missão da ONU no Haiti por um ano


Com redução de efetivo, Conselho de Segurança renova mandato de missão da ONU no Haiti por um ano


O Brasil é o maior contribuinte de tropas para a Missão da ONU no Haiti, a MINUSTAH (ONU/Marco Dormino)
O Conselho de Segurança da ONU estendeu ontem (12) o mandatoda missão de paz das Nações Unidas no Haiti por mais um ano,reduzindo seu contingente militar e mudando o foco em sua responsabilidade pela segurança, que está sendo entregue gradualmente à Polícia Nacional.
Os 15 membros do Conselho aceitaram de modo unânime, por meio da resolução 2070, estender a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) até 15 de outubro de 2013. O objetivo é continuar ajudando na restauração de um ambiente seguro e estável, promover o processo político, fortalecer as instituições do Governo e a estrutura de Estado de Direito do Haiti, como solicitado pelo Governo, bem como promover e proteger os direitos humanos.
Seguindo uma recomendação de um relatório do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, apresentado ao órgão no dia 3 deste mês, o número de militares da MINUSTAH será reduzido dos atuais 7.340 para 6.270, e o de policiais dos atuais 3.241 para 2.601. O prazo para a redução, que segundo o Conselho deve ser “equilibrada”, é junho de 2013. (clique aqui para acessar o relatório)
Atualmente, o Brasil – que possui o maior efetivo na Missão – contribui com 1.899 capacetes azuis, sendo três policiais em missão individual – o contingente militar inclui 21 mulheres. Desde o início da Missão, em 2004, o comando militar de todas as tropas que compõem a MINUSTAH, provenientes de 19 países, é exercido por generais brasileiros. Pelo menos 13 mil militares brasileiros já serviram no Haiti.
O Secretário-Geral classificou a situação atual de segurança como “relativamente estável”, com alguns casos esporádicos de agitação civil. No entanto, houve aumentos na taxa de homicídios: entre março e julho de 2012, foi constatada uma média de 99 assassinatos mensais, maior que a de 2011, de 75. Ban avalia que o Haiti deve concentrar-se no fortalecimento de suas instituições de Estado de Direito, incluindo a Polícia Nacional e o Conselho Eleitoral, bem como na geração de empregos e no combate à pobreza.
A transferência de responsabilidades da MINUSTAH para unidades policiais formadas já está concluída em quatro dos dez departamentos – Sul, Grand-Anse, Nippes e Noroeste – observa o relatório de Ban. Em julho de 2013, a Missão da ONU pretende concentrar a sua presença militar em cinco centros de segurança em Porto Príncipe, Léogâne, Gonaïves, Cap-Haitien e Ouanaminthe.
“Esta concentração gradual da presença militar seria equilibrada pela implantação de unidades de polícia formada para outros departamentos, um modelo de transição que já se provou eficaz”, afirmou o Secretário-Geral.
“O fortalecimento da Polícia Nacional continua a ser um pré-requisito fundamental para a eventual retirada da Missão do Haiti”, disse Ban Ki-moon. Ele acrescentou que as recentes medidas tomadas pelo Governo, com o apoio da Missão, para aumentar o número de recrutas da polícia – em particular de mulheres – são encorajadoras e devem ajudar a diminuir a escassez atual de novos cadetes na polícia.
O Secretário-Geral ressaltou avanços na assistência humanitária, mas reconheceu que o país ainda tem grandes desafios. Em junho de 2012, 390.00 pessoas estavam vivendo em 575 campos de deslocados, o que representa uma melhora em relação a julho de 2010, quando 1.555 campos eram moradia para 1,5 milhão de haitianos. A falta de higiene, segundo Ban, expõe os moradores aos riscos naturais, infecções diarreicas e cólera.
O Conselho de Segurança da ONU criou a MINUSTAH em junho de 2004, e desde então o Brasil detém o comando militar da Missão. Além das tarefas definidas por meio de seu mandato, a Missão tem ajudado as autoridades do Haiti nos esforços de recuperação, após o forte terremoto que atingiu o país, em janeiro de 2010.
Acesse a íntegra da resolução 2070 (2012) do Conselho de Segurança:
http://www.un.org/News/Press/docs//2012/sc10788.doc.htm
fonte: ONU

domingo, 14 de outubro de 2012

thumbnail

14/10/2012 - ONU aprova extensão de missão no Haiti



 FORÇA DE PAZ


O Conselho de Segurança da ONU aprovou na sexta-feira à noite a extensão da missão de paz no Haiti por mais um ano, mas reduziu o número de integrantes das forças de paz em cerca de 15%, enquanto entrega a responsabilidade da seguran- ça a forças nacionais do país caribenho. O conselho, formado por 15 nações, aprovou por unanimidade uma redução das for ças de 10.000 soldados para 8.871. A retirada será gradual e concluída em junho de 2013. O Brasil tem aproximadamente 2 mil homens do país. reseha