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quarta-feira, 15 de março de 2023

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ENTREGA DE MORTEIROS E OUTROS MATERIAIS MILITARES, PELO ARSENAL DE GUERRA DO RIO

No dia 10 de março de 2023, ocorreu no Arsenal de Guerra do Rio (AGR), Organização Militar Diretamente Subordinada à Diretoria de Fabricação (DF), formatura militar para marcar a entrega de mais um lote de Materiais de Emprego Militar (MEM) fabricados e revitalizados nesta OM. Ao todo, foram revitalizadas 10 unidades do Morteiro 120 mm (Mrt P 120 M2A1 R), produzida a blindagem de uma Carregadeira Sob Rodas (Equipamento de Engenharia) e 01 Kit para Transporte do Morteiro 81 mm, munições e material de apoio deste armamento na Viatura Blindada Guarani. A referida formatura contou com a presença do Diretor de Fabricação, Sr General de Divisão Tales Eduardo Areco Villela.

A revitalização do Morteiro 120 mm, consiste em sua completa desmontagem, para realização de inspeção metrológica, troca de todos os itens que sofreram mudanças de projetos e realização de manutenção corretiva e preventiva. O segundo material, trata-se da fabricação de um Kit de Blindagem para Equipamentos de Engenharia, a Carregadeira Sob Rodas, que após testes poderão ser entregues às OM para o apoio em diversas operações. Por fim, também foi concluída a fabricação de um Kit para Transporte do Morteiro 81 mm, suas munições e demais equipamentos de apoio ao tiro deste armamento no interior da Viatura Blindada Guarani, não alterando as características peculiares de flutuabilidade e demais aspectos dessa viatura de transporte de tropa. Os materiais serão enviados ao CAEx para posteriores testes.

Fonte: Arsenal de Guerra do Rio, Crédito: Sgt Lucas Silva, Cb Humia e Sd Pessoa

domingo, 26 de fevereiro de 2023

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Conferência dos Exércitos Americanos

 O Exército Brasileiro participou da IV Conferência Especializada do Ciclo XXXV dos Exércitos Americanos (CEA), que foi realizada na cidade de Georgetown, nos EUA, entre os dias 13 e 17 de fevereiro. Os temas discutidos pelos representantes dos nove países participantes foram o equilíbrio entre os recursos disponíveis, as novas tecnologias e as oportunidades comerciais. A delegação brasileira foi liderada pelo Secretário-executivo da CEA, o Coronel Eduardo d'Avila, que representou o Comandante do Exército Brasileiro e Presidente da Conferência, o General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva.

A conferência foi presidida pelo Chefe de Estado das Forças Armadas da Guiana, o Coronel Omar Khan, e contou também com a participação de representantes militares da Secretaria Permanente da Conferência de Exércitos Americanos e de um representante do Subdepartamento de Estado da 4ª Divisão do Estado-Maior do Exército, que compuseram os grupos de trabalho para alcançar conclusões da conferência sobre o tema da conferência. A conferência é um evento sediado pelo Brasil no biênio 2022-2023, sendo a quarta vez que o Exército Brasileiro preside-a. . Crédito: SEPCEA

sábado, 25 de fevereiro de 2023

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Trabalho dos militares no litoral Paulista


 O Comandante do Exército, General Braga Netto, visitou o 1º Batalhão de Infantaria Leve (1º BIL) em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, para acompanhar o trabalho de seus militares. Durante a visita, o general foi recebido pelo Comandante do 1º BIL, Coronel de Infantaria Luiz Gonzaga, que o acompanhou em uma visita às instalações do Batalhão, ao Batalhão de Operações Especiais (BOE) e à Companhia de Fuzileiros Navais (CFN), todas localizadas na região de São Sebastião.

O general visitou ainda as tropas nos cenários de treinamento, onde os militares demonstraram técnicas de combate e táticas de defesa. Além disso, foi possível verificar de perto as instalações e equipamentos de alta tecnologia utilizados para o treinamento das tropas.

A visita do comandante do Exército ao litoral paulista foi uma oportunidade única para verificar o empenho e a eficiência dos militares brasileiros, que estão comprometidos em defender o país e garantir a segurança e a paz no território nacional. O General Braga Netto salientou ainda o papel do Exército na preservação do meio ambiente e no desenvolvimento de tecnologias de defesa.


A operação São Sebastião:

 foi uma operação militar da Marinha do Brasil que teve lugar entre os dias 8 e 14 de fevereiro de 2023 na cidade de São Sebastião, litoral norte do estado de São Paulo. Esta operação foi desenvolvida pelo Comando da Marinha para o planejamento e execução de operações em áreas de alto risco, como foi o caso de São Sebastião. O objetivo desta operação foi a prevenção de atividades criminosas, a redução da violência urbana e a promoção da segurança pública. 

Durante a operação, foram desenvolvidas ações de prevenção, tais como patrulhas navais, ações de fiscalização e vigilância, além de ações conjuntas com as Forças Armadas, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal. Além disso, foi realizada a intensificação de operações de segurança fluvial, com o objetivo de prevenir o tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

A operação São Sebastião foi um sucesso, pois contou com a participação de mais de mil militares que trabalharam em conjunto para garantir a segurança e a tranquilidade na cidade. O Exército, Marinha e Aeronáutica também desenvolveram ações conjuntas para a realização de operações de segurança e vigilância na região. Esta operação demonstrou a importância das Forças Armadas para a preservação da paz e segurança no país.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

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AÇÕES DE ATENDIMENTO À POPULAÇÃO VITIMA DAS FORTES CHUVAS NO ESTADO DE SÃO PAULO

 


São Sebastião (SP) - O Comandante do Exército Brasileiro, atendendo a solicitação do Ministério da Defesa, após o pedido do Ministério do Desenvolvimento Regional e do Governo do Estado de São Paulo, autorizou o emprego de tropas do Comando Militar do Sudeste (CMSE) nas ações de resposta aos danos causados pelas fortes chuvas na região de São Sebastião-SP.

Para tanto, foram  disponibilizados os seguintes meios do CMSE em pessoal e material:

1. 06 (seis) aeronaves da Aviação do Exército, sendo 03 (três) HM-1 Pantera, 02 (duas) HM-4 Jaguar e 01 (uma) HM-3 Cougar;

2. 01 (uma) equipe SAR (busca e salvamento); 

3. 13 (treze) viaturas especializadas e equipamentos pesados de engenharia com 20 (vinte) militares técnicos e operadores, oriundos do 2º Batalhão de Engenharia de Combate, de Pindamonhangaba, a fim de contribuir para a desobstrução de vias; e

4. 30 (trinta) viaturas com 380 (trezentos e oitenta) militares, oriundos da 12ª Brigada de Infantaria Leve Aeromóvel, de Caçapava, para a realização de trabalhos de apoio na região de São Sebastião-SP.

Assim, o Exército Brasileiro em permanente estado de prontidão e integrado à sociedade, vem apoiando a população paulista e os demais órgãos governamentais envolvidos diante das fortes chuvas que assolam o Estado.

Fonte: Comando Militar do Sudeste, Crédito: 12ª Bda Inf L (Amv)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

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27/01/2015 - Exército nomeia primeira mulher Comandante

A Major Médica Carla Maria Clausi, assume a Direção do Hospital de Guarnição de João Pessoa. Sua assunção ao cargo é um marco na história do Exército Brasileiro: a Maj Carla é a primeira mulher a assumir o Comando de uma Organização Militar, nível unidade, pertencente à Força Terrestre.
Fotos: ST Andrade.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

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26/01/2015 - Satélite Geoestacionário: Defesa dá segmento a processo de absorção de tecnologia

FONTE:  MD - Brasília, 26/01/2015 – Até o final deste mês, um novo grupo de engenheiros das Forças Armadas será enviado para as instalações da Empresa Thales Alenia Space (TAS), em Cannes, na França, onde são realizadas as atividades de treinamento para absorção de tecnologia, previstas no projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
Esses profissionais se juntarão a outros brasileiros – da Aeronáutica, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Agência Espacial Brasileira (AEB) e da Empresa VISIONA – que já passaram pelos cursos básico e avançado e, atualmente, atuam dentro da empresa Thales, contratada pelo Brasil para ser a fornecedora do satélite.
Foto: Thales Alenia Space 
MilitaresBrasil
O processo de absorção de tecnologia consiste em capacitar os profissionais brasileiros que vão trabalhar principalmente nas duas estações de controle do artefato, uma, em Brasília, outra, no Rio de Janeiro, e, ambas, instaladas dentro de organizações militares. De acordo com o diretor de Política Espacial da AEB, Petrônio Noronha de Souza, o programa de absorção de tecnologia, previsto na contratação do SGDC, teve início no começo de 2014, quando foram enviados 26 profissionais brasileiros que passaram pela fase de cursos introdutórios e avançados na empresa.
Este ano, começa a segunda etapa do programa e o novo grupo de profissionais técnicos e engenheiros completarão o novo contingente, com um total de quatro representantes AEB, oito do INPE, dez do Ministério da Defesa, nove da empresa Visiona, seis da Telebras e dois do Ministério das Comunicações, num total de 39 profissionais.
Segundo o representante do Ministério da Defesa no Grupo-executivo do Projeto, coronel Edwin Pinheiro da Costa, os profissionais do ministério e da Telebras trabalharão diretamente no projeto e também deverão contribuir com a parte de transferência de tecnologia futuramente.
“Ao retornarem ao Brasil, esses profissionais poderão assumir atividades de controle do satélite, nos centros de operação. Com a experiência adquirida, eles também estarão aptos a atuar no desenvolvimento de futuros projetos espaciais no Brasil”, disse.
Foto: Thales Alenia Space 
MilitaresBrasil
Segundo ele, a parte de transferência de tecnologia inclui ainda o treinamento de profissionais de empresas de tecnologia aeroespacial que, futuramente, se tornarão aptos a construir módulos componentes de satélites. O representante do Ministério da Defesa no Comitê Diretor do Projeto SGDC, brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, explica que esse processo de capacitação da indústria nacional servirá também para apoiar o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), que prevê a construção de outros novos satélites com a participação da indústria nacional.
“Estamos abrindo uma porta para que essa tecnologia ingresse no país. Temos o MCTI, AEB e outros órgãos diretamente envolvidos no processo de transferência de tecnologia para que possamos, no futuro, construir um satélite como esse no Brasil”, explica. “O ganho maior é essa absorção de tecnologia por parte do nosso pessoal e das nossas empresas para que, no futuro, possamos ingressar nesse mercado”, completou o brigadeiro destacando que, atualmente, diversos serviços meteorológicos são feitos por empresas estrangeiras, o que deverá mudar quando o país passar a dominar tal tecnologia.
Em dezembro do ano passado, uma equipe do Ministério da Defesa participou, em Toulouse, na França, da etapa de revisão crítica do projeto, na qual foram ajustados alguns detalhes técnicos finais do projeto.
O Satélite Geoestacionário terá uma banda X, voltada as comunicações militares, e uma banda ‘Ka’, para uso de comunicação civil no âmbito do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Com previsão de lançamento para o segundo semestre do ano que vem, o novo satélite será o primeiro a ser 100% controlado pelo governo.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

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14/08/2013 - 1° GAAAD recebe o primeiro radar SABER M60, de fabricação nacional



Defesa antiaérea, Sensores, Unidades da FAB, por Fernando "Nunão" De Martini


SABER M60 recebido pelo 1 GAAAD - foto FAB
 
Com o objetivo de aprimorar os meios de defesa antiaérea, o Primeiro Grupo de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (1° GAAAD) recebeu o primeiro radar SABER M60 nesta segunda feira (12/8), em Canoas (RS).
Feito com tecnologia exclusivamente nacional pelo Centro Tecnológico do Exército Brasileiro em parceria com a empresa ORBISAT, o novo mecanismo integrará o sistema de controle e alerta do GAAAD e proporcionará a detecção à baixa altura de alvos de asa fixa ou rotativa, em uma distância de até 60 km.
Paralelamente, o 1° GAAAD iniciou o curso de especialização do Radar SABER M60, que visa à preparação dos militares do grupo para o uso e operação de todo o novo sistema.

SABER M60 recebido pelo 1 GAAAD - foto 3 FAB
 

FONTE / FOTOS: FAB (SCS/1º GAAAD)


domingo, 4 de agosto de 2013

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04/08/2013 - TCU condena "caserna de luxo" de Generais

FONTE: ISTOE

Tribunal de Contas cancelou financiamento de imóvel que privilegiava grupo seleto do Exército e pediu abertura de inquérito civil para apurar irregularidades apontadas por ISTOÉ

Claudio Dantas Sequeira
Em 2010, o Comando do Exército tentou subsidiar ilegalmente a construção de um condomínio de luxo num dos bairros mais exclusivos de Brasília. A operação beneficiaria um seleto grupo de 48 oficiais de alta patente. Para esses poucos privilegiados, a compra de apartamentos de alto padrão, com até 180 m2, no bairro Noroeste, sairia por cerca de R$ 750 mil, a metade do preço de mercado. O negócio de mais de R$ 36 milhões foi denunciado por ISTOÉ na reportagem intitulada “Caserna de Luxo”. Com base na denúncia, de maio de 2010, o Ministério Público junto ao TCU solicitou diversas diligências e produziu um relatório contundente condenando o empreendimento. Em sessão reservada, no início de julho, os ministros determinaram o cancelamento da venda e abertura de inquérito civil.
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Além de apurar as responsabilidades, o TCU quer impedir o uso indevido da Fundação Habitacional do Exército (FHE) para a promoção de interesses particulares de um grupo de oficiais do Alto Comando das Forças Armadas. Na lista dos que seriam privilegiados com o empreendimento, os auditores encontraram ao menos oito generais e dois coronéis ligados ao comandante do Exército, Enzo Peri, e que ocupam ou ocuparam cargos estratégicos na própria FHE. Estão lá, por exemplo, o atual secretário de Economia e Finanças do Exército, general Gilberto Arantes Barbosa, e seu número dois, Carlos Henrique Carvalho Primo. Também integram a lista o general João Roberto de Oliveira, assessor especial de Peri e responsável pelo projeto Sisfron para vigilância das fronteiras, assim como o general da reserva José Rosalvo Leitão de Almeida, que trabalha em contrato especial para cuidar do patrimônio imobiliário do Ministério da Defesa, e o general Joaquim Silva e Luna, chefe do Estado-Maior do Exército.
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Para o TCU, ficou configurado “inequívoco conflito de interesses entre a Fundação Habitacional do Exército e os pretendentes da aquisição de imóveis”. Os empreendimentos da FHE, uma fundação pública de direito privado, são financiados pela Poupex, poupança que gere recursos de mais de 1,4 milhão de associados, a maioria militares de média e baixa patente que contribuem mensalmente para ter acesso à casa própria. O negócio do Noroeste representaria mais de 20% de todos os recursos (R$ 170 milhões) comprometidos em mais de 4,5 mil financiamentos aprovados em 2010.

sábado, 3 de agosto de 2013

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03/08/2013 - Militar temporária tem direito à licença-maternidade


É devida a licença-maternidade, independentemente do regime em que se encontra vinculada a gestante. Com esse entendimento, a 2.ª Turma, por unanimidade, negou provimento a recurso apresentado pela União Federal contra sentença da 3.ª Vara da Subseção Judiciária de Juiz de Fora, que concedeu licença-maternidade à militar temporária.
A União sustenta que o art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais não se aplica aos militares temporários, principalmente pelo fato de que os direitos dos militares encontram-se em parte diversa na Constituição Federal. Assevera que o gozo da licença-maternidade somente é possível a militares que não ostentam a condição de temporárias.
Em seu voto, o relator, juiz federal convocado Cleberson José Rocha, citou entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de que “é devida a licença gestante, independentemente do regime em que se encontra vinculada a gestante”. Além disso, acrescentou, a parte autora encontra-se gestante, “fato que gera óbice ao seu desligamento do Exército Brasileiro, por força dada a proteção à maternidade assegurada na Constituição Federal”.
O magistrado finalizou seu voto ressaltando que em relação a militares temporárias a jurisprudência tem reconhecido o direito à licença-maternidade, sem prejuízo do emprego e do salário, com suporte no art. 7º, XVIII, da Constituição Federal.
Com essas considerações, o relator concedeu à militar temporária a estabilidade provisória conferida à gestante até cinco meses após o parto.
JC
0000773-11.2009.4.01.3801
Julgamento: 05/06/2013
Publicação: 17/07/2013
Assessoria de Comunicação Social
FONTE: Tribunal Regional Federal da 1.ª Região 

sábado, 29 de junho de 2013

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29/06/2013 - MERVAL PEDE QUE STF FREIE O "GOLPE DO PT"

sexta-feira, 28 de junho de 2013

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28/06/2013 - Os interesses do PT e o lado oculto do plebiscito de Dilma

Reforma política

Os interesses do PT e o lado oculto do plebiscito de Dilma

Presidente usa impulso dos protestos nas ruas para tentar emplacar uma perigosa reforma política que o PT fracassou em implementar no Congresso

Gabriel Castro e Cecília Ritto  FONTE: VEJA
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, presenteia presidente Dilma Rousseff com uma imagem do falecido coronel Hugo Chávez
MAU EXEMPLO - Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, presenteia presidente Dilma Rousseff com uma imagem do falecido coronel Hugo Chávez. Na Venezuela, referendos foram usados para dar uma máscara de legitimidade a um governo autoritário (REUTERS/Ueslei Marcelino)
“(O plebiscito) É um instrumento popular para legitimar governos e conferir aos governantes superpoderes, um cheque em branco para que o governante dê o significado à autorização dada pelo povo nas urnas. Isso pode manietar o povo”, Gustavo Binenbojm, professor de Direito Administrativo e Constitucional da UERJ e da FGV
Destinado a confrontar a população com questões objetivas e diretas, a realização de um plebiscito é uma ferramenta legítima do processo democrático. A história recente, entretanto, demonstra que ele pode ser utilizado para propósitos pouco nobres: vizinhos sul-americanos recorreram ao mecanismo para tentar governar diretamente com o povo, passando por cima das instituições democráticas e se perpetuando no poder. Em resposta à inédita onda de protestos que chacoalhou o Brasil, a presidente Dilma Rousseff propôs uma consulta popular para promover uma reforma política no país - ainda que nenhum cartaz tenha reivindicado isso. A estratégia bolivariana, tirada da manga no momento mais crítico do seu governo, acoberta um perigoso interesse: aprovar o financiamento público de campanha e o voto em lista, antigos sonhos do PT.
Como avalia o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, a opção pelo plebiscito “joga areia nos olhos do povo”. Um levantamento do Datafolha constatou que a reforma política era uma reivindicação de apenas 1% dos manifestantes que tomaram as ruas de São Paulo nas últimas semanas. Mas o governo não quer perder a oportunidade aberta pelo clima mudancista.

O PT defende o financiamento público de campanha porque seria o maior beneficiário desses recursos, já que tem a principal bancada na Câmara dos Deputados e esse é o critério usado para a divisão do bolo. Com o financiamento público, o partido conseguiria assegurar recursos superiores aos das outras siglas. Caso o caixa dois não seja efetivamente extinto, o que é uma hipótese plausível, o dinheiro de bancos e empreiteiras continuariam a seguir a lógica de favorecer quem tem a chave do cofre - no caso da União, o PT. Por isso, interessava mais ao partido a ideia inicial de Dilma, que incluía uma Assembleia Constituinte com poderes para dar os rumos à reforma. Mas a ideia fracassou por ser inconsistente e sem base jurídica. Ainda assim, o PT aposta na capacidade de mobilização de sua própria militância para moldar o sistema político-eleitoral.

Ciente das intenções de seu principal aliado, o PMDB é majoritariamente contrário ao financiamento público. Os peemedebistas têm bom relacionamento com o empresariado e um elevado número de governos estaduais; também por isso, não veem razões para uma mudança no sistema.

Voto proporcional - O sistema de eleição para deputados e vereadores é o segundo ponto-chave que deve constar do plebiscito. A adoção do voto em lista, outro tema que surgirá na consulta, favoreceria o PT. O partido tem questão fechada na defesa desse tema: seguidas pesquisas mostram que, dentre as legendas, o Partido dos Trabalhadores possui, de longe, a maior fatia de eleitorado fiel. O DEM, que se posiciona na centro-direita e não tem concorrentes neste campo, também quer o voto em lista.
O PSDB é a favor do voto distrital, cuja defesa consta do estatuto da sigla. A regra seria bem aplicável em estados como São Paulo e Minas Gerais - onde os tucanos têm maior poder de fogo. Nesses estados, muito extensos e populosos, os candidatos se dividem informalmente entre cidades e regiões, o que já se aproxima do voto distrital. O PSD também fechou questão em defesa do voto distrital.

Para o PMDB, que sofre de fraqueza programática e é mais personalista dos que as outras siglas, a saída defendida é o chamado "distritão". O modelo é o mais simples possível: o eleitor escolhe o candidato, individualmente, e o voto não influencia o desempenho dos outros nomes do partido. Ganham os mais votados e o quociente eleitoral, que provoca o chamado "efeito Tiririca", seria abolido. É como se cada estado fosse um distrito.

Pressa - Nos últimos dois anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou pessoalmente nas negociações para a implementação da reforma política defendida pelo PT. Mas, no Congresso, o tema emperrou. O partido já havia desistido de fazer uma reforma que valesse para as eleições de 2014 porque, nesse caso, a mudança precisaria estar aprovada até o início de outubro deste ano. Mas os protestos nas ruas foram vistos pelo PT como uma "janela de oportunidade".  O partido não quer perder o impulso dado pelas manifestações populares. Por isso, tem pressa. E não é só: o momento atual é perfeito para que a sigla molde a reforma política ao seu gosto. Dono da maior bancada na Câmara e hóspede do Palácio do Planalto, o PT não pode garantir que esse cenário será o mesmo na próxima legislatura.

Com uma militância ativa em torno dos pontos centrais, além de braços organizados em sindicatos e entidades estudantis, o PT aposta que poderá converter essa força de mobilização em resultados no plebiscito. Para isso, é até bom que o eleitor comum, desmobilizado, não participe do processo. "Seguramente não são todos os cidadãos que vão se interessar por participar do plebiscito, mas todos aqueles que têm interesse neste debate terão espaço concreto de atuação: poder votar e ajudar a definir as prioridades da reforma política", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), estranha a pressa repentina. "É no mínimo curioso. O governo tem pressa para encontrar o caminho diversionista e fugir da crise", diz ele. O deputado Rubens Bueno, líder do novo MD (fusão do PPS com o PMN) na Câmara, defende que o Congresso elabore a reforma e a população apenas decida se aprova ou rejeita as mudanças, em bloco: "A nossa ideia básica é o Congresso Nacional votar todas essas sugestões e submetê-las a um referendo na mesma data das eleições do ano que vem", diz.

Riscos e obstáculos - A cegueira momentânea causada pelo anúncio inesperado da presidente encobre uma dificuldade técnica: o de apresentar, por plebiscito, questões para as quais a votação pode não apresentar maioria. “Basta haver três perguntas para não ser plebiscito. Imagine que, no sistema eleitoral (proporcional, distrital e distrital misto), um tipo consiga 35% dos votos, o outro 34% e o terceiro 31%. Não há formação de maioria”, alerta Reale Júnior, que considera impossível usar esse modelo de votação para um tema como a reforma política. “Não há necessidade de chamar as pessoas para definir a reforma. É uma falta de juízo”, completa Reale, reiterando que os temas em jogo são bastante complexos.

Na última quarta-feira, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, comparou o plebiscito proposto agora com a entrega de um “cheque em branco” aos deputados e senadores que já miram nas eleições de daqui a um ano e meio. A metáfora de Britto é uma referência à grande margem de indefinição que pode resultar da votação que se desenha. O roteiro estabelecido para os plebiscitos é, em resumo, a criação de um decreto legislativo com um terço de aprovação de uma das Casas, a discussão dos temas e das perguntas ao eleitor, a apuração e o encaminhamento da decisão ao Congresso, que deve seguir a orientação das urnas. O rito é perfeito, por exemplo, para a decisão sobre a emancipação de um município. Mas incompatível com questões como financiamento público de campanhas ou sistemas de votação. Afinal, os eleitores definirão “se” algo deve ser feito, entregando aos parlamentares a decisão sobre “como” isso será posto em prática.

“Esse processo pode resultar em uma deliberação da população no vazio”, afirma Gustavo Binenbojm, professor de Direito Administrativo e Constitucional da UERJ e do curso de pós-graduação em Direito da Fundação Getúlio Vargas.

O plebiscito de Dilma, por enquanto, está mergulhado em incertezas. “A expressão ‘reforma política’ é nesse momento um rótulo em uma caixa vazia. Ninguém sabe ao certo quais medidas serão propostas”, explica o coordenador-geral do instituto de Direito da PUC-Rio, Adriano Pillati, para quem é preciso, no mínimo, de três a quatro meses de debate sobre o tema com a população.

A saída apontada pelos especialistas para que seja assegurada a participação popular, mas de forma mais prudente, é, ao fim do processo, a realização de um referendo. Depois de o Congresso fazer o texto da reforma política, a população seria convocada às urnas para dizer sim ou não sobre uma proposta real. Tecnicamente, é possível haver o plebiscito antes e o referendo depois – apesar de não se eliminar, com isso, os problemas na origem da proposta de agora. “Existe um risco de a opção da população ser desvirtuada. Por isso, deveria haver plebiscito e referendo”, afirma Ivar A. Hartmann, professor de Direito da FGV do Rio de Janeiro.

No momento, a demanda indiscutível da população nas ruas é por uma política menos corrupta e mais voltada para o interesse público. A reforma política – necessária e que se arrasta há anos sem que haja consenso – surgiu como a tradução possível feita pelos governantes para retomar o diálogo com os brasileiros. “Há uma esperança enorme em torno da reforma política. Apesar de necessária, nenhuma reforma produz políticos melhores. O que muda os políticos é a sociedade, através do voto”, lembra Adriano Pillati.

O que está em jogo na reforma política

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Financiamento de campanha


Como é hoje: Para financiar as campanhas eleitorais, os partidos políticos podem receber recursos privados, além de doações empresariais.
Proposta: O financiamento passaria a ser público, proveniente de um fundo partidário. Assim, haveria menor influência do poder econômico nas campanhas. Outra ideia é o financiamento misto, com recursos públicos e privados. Algumas propostas defendem ainda o fim das doações empresariais — ficaria permitido apenas as doações feitas por pessoa física.
Como mudar: Projeto de lei, que deve ser aprovados por maioria simples da Câmara e do Senado, em caso de lei ordinária, ou por maioria absoluta, quando a lei é complementar.
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28/06/2013 - Alerta plebiscito

28/06/13 - Alerta plebiscito
  FONTE: AVERDADESUFOCADA
As manifestações se espalharam pelo País e o desgoverno se prepara para democratizar a sua tirania. 
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Brasília, DF, 27 de junho de 2013 
Esta é a oportunidade de sacramentar os padrões chavistas na mambembe democracia nacional.
Tem gente que não acredita, mas assistiremos à manipulação da vontade popular, que pode ser contra isto ou aquilo, mas que acabará como inocente útil da canalhada.

Meus amigos é fácil ganhar uma batalha através do que seria a apoteose da democracia, basta juntar um grupo de dez estudiosos (?) , alcunhados de isentos (?), e favoráveis aos seu objetivos e entregar a eles a discussão do problema.
Ou, dos dez, apenas seis ou sete podem ser da tropa amiga; em qualquer caso, a teoria do seu interesse será votada, “democraticamente”.
 É uma espécie de Comissão da Verdade, com membros escolhidos para que a sua unanimidade destorcida aparente retratar as aspirações da sociedade brasileira.

O plebiscito é um perguntório para a população, que poderá aprovar ou rejeitar as opções que lhe são propostas.

No Brasil, o uso do plebiscito é uma “faca de dois legumes”, pois mais da metade dos pretensos alfabetizados, isto é, que apenas desenham o seu próprio nome, é capaz de entender um pequeno texto de simplório contexto.

 “Muitos liberais temem que o plebiscito seja manipulado pelo governo e resulte na falsa aprovação popular a medidas antidemocráticas e muitas vezes contrárias aos próprios anseios, interesses, ideias e reivindicações da sociedade”, disse o “cientista político”, João Carlos Feichas Martins.

A estória tem início a partir das perguntas que serão elaboradas e, logicamente, os seus elaboradores estarão aos serviços do patrocinador da coleta da opinião pública.

É visível que o nosso próximo e apressado plebiscito servirá para atender os anseios da esquerda, que promoverá a debacle do Poder Legislativo, como instrumento democrático.

O Judiciário, com menor intensidade, pois já é cooptado pelo Executivo, também deverá ser devidamente debilitado.

Os inocentes podem acreditar que o plebiscito será empregado para efetivar mudanças no País, como uma mini - reforma política, contudo, o que testemunharemos é a clonagem, por exemplo, das atividades da Comissão da Verdade.

Não importam as reclamações de que a Comissão da Verdade é um poço de parcialidade, que seus membros foram escolhidos a dedo, não para buscar a verdade, mas para atingir os ex - agentes da repressão e as suas instituições de origem.

Não sabemos se adianta este alerta, pois o desgoverno, gerador e condutor de uma relação de perguntas sobre as insatisfações que pululam na sociedade brasileira, não se arriscará com indagações que poderiam pôr em dúvida a sua capacidade de administrar o País, ou enfraquecer - se.

Teremos um plebiscito dirigido com o objetivo de ludibriar e cooptar para uma tirania obtida através de distorcida manipulação da democracia.
Algo similar foi aplicado em Cuba e na Venezuela, estes dois portentosos países comunistas das nossas vizinhanças.

É evidente que tantas quantas forem as propostas para o despertar desta Nação, em todas serão embutidas, implícita ou explicitamente, os anseios da PeTizada.

Assim, com a aplicação da “deliberação democrática” você só poderá esperar um tipo de decisão, a unilateral, e desgraçadamente favorável aos desatinos do desgoverno.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

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27/06/2013 - MILITARES QUEREM INCLUIR PROJETOS DE DEFESA NO PAC

foto: IVECO
André Borges
AGÊNCIA VALOR - Os militares decidiram apelar ao Ministério do Planejamento para que tenham seus projetos incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O pedido feito pelo Exército foi encaminhado ao ministro da Defesa, Celso Amorim, que repassou a demanda na semana passada à ministra do Planejamento, Miriam Belchior. O pleito militar tem uma motivação muito clara: o Exército quer fugir do contingenciamento do Orçamento da União. Ao entrar no PAC, teria os projetos protegidos de cortes do governo.
Em entrevista ao Valor, o general Luiz Felipe Linhares, chefe do escritório de projetos do Exército, disse que um total de sete programas militares estão com cronograma comprometido, devido a sucessivos cortes de orçamento. Um dos projetos mais afetados é o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).
O plano envolve a compra de radares, sistemas de comunicação e veículos aéreos não tripulados, tem um custo total estimado em R$ 12 bilhões e implementação em dez anos. Para este ano, contava-se com o aporte de R$ 1 bilhão para o projeto, mas a cifra não deverá ultrapassar R$ 200 milhões. "Com o que a gente tem recebido de recursos, o Sisfron levará uns 60 anos para ser concluído", diz Linhares.
O prazo de instalação do Sistema Integrado de Proteção de Estruturas Estratégicas Terrestres (Proteger), iniciativa de R$ 11 bilhões, que trata do monitoramento de grandes empreendimentos do país, também desandou. A previsão de orçamento para este ano era de R$ 800 milhões, mas o recurso acabou reduzido a R$ 44 milhões. "Esse projeto praticamente não começou. O Brasil é hoje o único país dos Brics que não tem um sistema de proteção militar de sua infraestrutura terrestre", afirma Linhares.
A falta de recursos, segundo o general do Exército, também compromete o desempenho de uma fábrica de veículos militares, que acaba de ser concluída em Sete Lagoas (MG). A unidade, que é operada pela Iveco, foi montada para produzir mil unidades da nova família de carros blindados militares. O veículo batizado de Guarani vai substituir os carros da extinta Engesa. Uma primeira remessa de 102 unidades já foi feita e deve ser entregue até o primeiro semestre de 2014, mas o Exército não tem mais dinheiro para pedir um segundo lote de carros.
"Recebemos R$ 90 milhões para o programa neste ano. Um carro desses custa por volta de R$ 6 milhões, ou seja, conseguimos encomendar só mais 15 carros. Uma fábrica dessas precisa de escala, de produção de pelo menos cem carros por ano, senão não se justifica", diz Linhares.
Um quarto projeto está na lista de prioridades que o Exército espera ver incluídos no PAC. Trata-se de um sistema de mísseis e foguetes. O programa, batizado de Astros 2020, recebeu R$ 90 milhões neste ano, quando seu orçamento total é de R$ 1,5 bilhão.
A inclusão de pelo menos esses quatro projetos na relação do PAC implicaria desembolso, ainda neste ano, de R$ 3 bilhões para os militares. Uma segunda remessa de mais R$ 3 bilhões seria pedida em 2014, quando acaba o PAC.
Os benefícios do investimento, segundo Linhares, são imediatos para a população. Ele dá como exemplo o monitoramento de fronteiras para o combate ao tráfico de drogas. Levantamento realizado pelo Exército aponta que, se o Sisfron conseguisse reduzir o tráfico em 3,5%, o impacto que isso teria na queda de gastos com segurança e com saúde pública seria suficiente para pagar todo o sistema em dez anos. "O que o governo está gastando em ações corretivas poderia ser realocado em ações preventivas", diz o chefe da seção de relações internacionais do Exército, coronel João Paulo da Cás.
Procurado pelo Valor, o Ministério do Planejamento confirmou que recebeu o pedido do Exército e informou que, "como procedimento padrão para inclusão de projetos no programa, é necessária análise técnica e posteriormente submissão dos pleitos para apreciação do Comitê Gestor do PAC, que aprova ou não sua inserção".
Segundo o Planejamento, os blindados Guarani e o lançador de foguetes Astro 2020 já passaram a integrar a carteira do PAC. O Exército nega a informação e diz que, no ano passado, esses projetos receberam apenas uma parte de recursos destinados à linha PAC Equipamentos e que "foi um fato isolado e de oportunidade". Segundo os militares, os dois programas estão fora do PAC neste ano.
No início do ano, afirma o ministério, outros projetos do setor de defesa passaram fazer parte do PAC, como a compra de caminhões (Aeronáutica, Marinha e Exército) e viaturas (Marinha e Exército) e o projeto KC-X de jatos cargueiros, para modernização do controle do espaço aéreo.
O Planejamento chama a atenção para a linha de montagem e produção de 48 helicópteros de porte médio das Forças Armadas, a realização de cem experimentos em reator nuclear compacto, a construção de estaleiro e de manutenção de base naval, além da construção de um complexo radiológico, submarinos convencionais e de propulsão nuclear.
FONTE: VIA: DEFESANET

quarta-feira, 26 de junho de 2013

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26/06/2013 - STM condena irmãos por estelionato previdenciário, após morte da mãe que era pensionista do Exército

STM condena irmãos por estelionato previdenciário

Brasília, 25 de junho de 2013 – O Superior Tribunal Militar (STM) decidiu manter a condenação de dois irmãos a dois anos de reclusão pelo crime de estelionato. Eles receberam por mais três anos a pensão da mãe falecida, uma ex-pensionista do Exército. Um outro irmão, também condenado em primeira instância por co-autoria, foi absolvido pela Corte.
STM condena irmãos por estelionato previdenciário
O Ministério Público Militar denunciou o trio de irmãos pelo crime previsto no artigo 251 do Código Penal Militar (estelionato). Depois do falecimento da mãe, ocorrido em junho de 2005, eles não comunicaram o óbito ao setor de inativos do Exército, na cidade do Rio de Janeiro. Por três anos e cinco meses, os depósitos feitos pela União na conta da pensionista eram sacados regularmente por um dos irmãos e transferidos para a conta-poupança da irmã. Eles só vieram a comunicar o falecimento depois da suspensão do pagamento feito pelo Exército. Os prejuízos aos cofres públicos chegaram a mais de R$ 90 mil.
A denúncia do Ministério Público informa que o casal de irmãos chegou a mandar uma carta ao Exército, um ano após o falecimento, pedindo uma visita do órgão ao leito da mãe, supostamente internada no Hospital Universitário do Rio de Janeiro.
No julgamento de primeira instância, na 4ª Auditoria da Justiça Militar no Rio de Janeiro, os três irmãos foram condenados a dois anos de reclusão. Os juízes, no entanto, beneficiaram os réus com o  "sursis" – suspensão condicional da pena -  pelo prazo de dois anos, o direito de apelar em liberdade e o regime prisional inicialmente aberto.
Os advogados dos irmãos recorreram ao STM. A defesa do segundo acusado sustentou na apelação que o réu  transferiu todo os valores depositados para a conta de sua irmã, por acreditar que os recursos da mãe pertenciam aos filhos. A defesa do terceiro acusado argumentou que as provas dos autos não eram suficientes para condenar o réu, pois a acusação tinha se baseado unicamente em um indício, que era a existência de uma conta conjunta entre os irmãos. Já os advogados da filha da pensionista argumentaram, no recurso, que os documentos provam que ela não tinha ingerência nas transações bancárias.
Ao analisar a apelação, o ministro Lúcio Mário de Barros Góes negou provimento a dois dos acusados. Ao rebater a defesa do segundo acusado, ele disse que o crime de estelionato se consuma quando a vantagem ilícita é conseguida para si ou para outra pessoa. E o fato do réu ter transferido o dinheiro para a conta de  sua irmã não serve para isentá-lo da prática do crime. “Foi o próprio réu quem fez a comunicação do óbito ao Exército, mas depois de transcorridos três anos do falecimento. E até  dezembro de 2005, ele foi o único a movimentar a conta corrente”, afirmou o magistrado.
O ministro também não acatou o apelo defensivo da filha da pensionista. Ele afirmou que a ré claramente sacou os pagamentos irregulares e, juntamente com o irmão, confessou a prática do delito. No entanto, resolveu absolver o terceiro acusado. O relator aceitou aos argumentos da defesa  de que a conta conjunta que o terceiro acusado mantinha com seu irmão foi aberta em 1991, quatorze anos antes do falecimento. E que a quebra do sigilo bancário comprovou que ele não tinha acesso aos cartões e senhas e que nunca tinha movimentado a conta bancária. Em seu voto, o ministro resolveu manter a condenação da filha da pensionista e de um dos irmãos e absolver ao terceiro, por falta de provas.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

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13/06/2013 - Exército mobilizará 3,7 mil militares para a abertura da Copa das Confederações


Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Exército apresentou hoje (13) as tropas que atuarão em Brasília durante a Copa das Confederações. Serão 3,7 mil militares, que contarão com apoio aéreo, esquadrões de cavalaria, cães adestrados e 522 viaturas de vários tipos – blindadas, antiaéreas e de defesa química, biológica, radiológica e nuclear, entre outros.
O efetivo fará parte do eixo de defesa, coordenado, em Brasília, pelo Exército. Também participam do trabalho a Polícia Militar do Distrito Federal, o Departamento de Trânsito (Detran), o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
“Para nós é uma excelente oportunidade de treinamento. Não só do próprio Exército, mas da chamada interoperabilidade, que é aprender a trabalhar com os outros, a Marinha, a Aeronáutica e com as agências civis, que é característica de todo evento moderno”, disse o comandante militar do Planalto, general Gerson Menandro.
O comandante destacou ainda a experiência das tropas envolvidas e garantiu que o efetivo estará pronto para entrar em ação se necessário. “São tropas experimentadas, que já atuaram na Rio+20 [Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável], na ocupação do Morro do Alemão e Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, além dos nove anos de trabalho no Haiti.”
O Exército coordenará os trabalhos das tropas no Centro de Operações, que conta com 72 câmeras fixas. O monitoramento também será feito por meio de câmeras instaladas em helicópteros, que auxiliam o trabalho de 65 pessoas das Forças Armadas e de diversos órgãos, como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Gabinete de Segurança Institucional Presidência da República (GSI).
“O Centro de Operações é o grande cérebro de onde emanam todas as ordens para esse pessoal. O Exército tem o controle total, o monitoramento de tudo que acontece. A partir do centro, é tomada a decisão e a tropa é acionada”, explicou Menandro.
Uma instalação similar, porém menor, funcionará de maneira móvel, podendo se deslocar pela cidade. Nesse centro de comando sobre rodas, o Exército contará com sistema de rastreamento, manterá contato com unidades localizadas nas demais sedes do torneio e terá contato constante com atiradores de elite, via áudio e vídeo. Em uma tela, é possível ver para onde o atirador está mirando, por exemplo. O trabalho intensivo do Exército em Brasília irá domingo (16), mas pode ser prorrogado caso seja necessário.
Veja aqui a galeria de fotos.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

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12/06/2013 - Militares pedem socorro em Brasília

Manifestantes exigiram pagamento da reposição salarial de 28,86%

FONTE: O DIA
Rio - Depois de esgotar as tentativas de diálogo com o governo federal, manifestantes ligados a entidades representativas dos militares se reuniram ontem, em Brasília, no Dia da Batalha do Riachuelo, para reivindicar a reposição salarial de 28,86% que se arrasta desde 1993. Além de exigir melhores soldos, criticaram o que intitulam de esforço para o sucateamento das Forças no Brasil.

As reivindicações salariais ganham força na base da carreira. Cabos, soldados, sargentos e capitães, segundo as entidades, recebem soldos incompatíveis com a função, o que gera desconforto dentro das corporações. “Os salários são horríveis. Por isso, muitos passam dificuldades e abandonam a carreira”, alerta Genivaldo da Silva, presidente da Associação dos Militares da Ativa, da Reserva e Pensionistas.

Outro assunto de destaque foi a Comissão da Verdade que, segundo Marcelo Machado, presidente da Associação Nacional dos Militares do Brasil (ANMB), é uma discussão unilateral. “O governo usa a Comissão da Verdade para desmoralizar as Forças Armadas. Não somos contra a apuração dos fatos, mas queremos, por exemplo, que seja mostrada a realidade da esquerda armada na época da ditadura”, explica.

5 MINUTOS COM IVONE LUZARDO, presidente da UNEMFA
Presidente da União Nacional das Esposas de Militares das Forças Armadas (Unemfa), Ivone Luzardo vive de perto as dificuldades enfrentadas pelas Forças Armadas no Brasil, em especial, a luta pela reposição das perdas salariais. Ontem, em Brasília, participou com outros militantes da manifestação que exige, do governo federal, a recuperação dos soldos.

1. Por que o aumento de 30% não é suficiente?
— Isso não foi um aumento. Foi a tentativa fracassada do governo de repôr a inflação, mas sem sucesso. Em 2015, quando as tropas receberem a última parcela do reajuste, as perdas do poder de compra dos soldos dos nossos maridos chegarão a 135%.

2. Qual é a real situação dos praças nas corporações?
— Muitos enfrentam dificuldades financeiras devido aos baixos vencimentos e se atolam em dívidas e empréstimos, devido à facilidade do consignado. A maioria, pais de família, não enxerga futuro dentro das Forças Armadas.

3. Como está a situação dentro dos quartéis?
— O clima é tenso pela falta de incentivo financeiro. Além disso, o anúncio do corte para a Defesa gera insegurança. A reclamação fica por conta dos aparelhos e equipamentos obsoletos que colocam a vida de muitos militares em risco. No fim de maio, por exemplo, a turbina de um avião, com cem homens que estão em missão no Haiti, explodiu e poderia ter causado uma grande tragédia.

Militaresbrasil:  de acordo com a fonte, "ANMB Já estamos com reunião agendada para o dia 18.06.2013 com o Ministério da Defesa para tratar de assunto de interesse da tropa."

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12/06/2013 - SOLDADO DO EXÉRCITO É ABSOLVIDO PELO CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA

Brasília, 11/06/2013 – Após atuação da Defensoria Pública da União no Distrito Federal, o soldado do Exército Brasileiro S.P.C., denunciado pelo Ministério Público Militar pela morte de seu colega R.G.D.M.S., foi absolvido.
O assistido estava na sala de reforço do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília (BPEB) com outros soldados e, durante conversa com um deles sobre o manuseio da arma usada em serviço, S.P.C., ao tentar entender o funcionamento, disparou acidentalmente no rosto do soldado que estava sentado ao seu lado, ocasionando o falecimento do colega. Após ser denunciado pelo Ministério Público Militar, o assistido procurou a assistência jurídica da DPU.
Os defensores públicos federais responsáveis pela defesa do assistido, Lúcio Ferreira Guedes e Michelle Leite de Souza Santos, alegaram que a perda acidental de um amigo já seria algo muito grave e que o ocorrido trata-se de um acidente. Diante disso, o Conselho Permanente de Justiça para o Exército entendeu que o assistido já teria sido penalizado pela morte do amigo e decidiu aplicar ao caso o instituto do perdão judicial.
Segundo a defensora pública federal Michelle Leite, que atuou no caso, "a decisão do Conselho Permanente de Justiça representa grande avanço na seara penal militar, cuja legislação não prevê o instituto do perdão judicial para o delito de homicídio culposo. No caso concreto, o órgão julgador, por questão de política criminal, entendeu ser desnecessária de aplicação de uma sanção penal a quem, tragicamente, acabou   por causar o óbito de um amigo e terá de conviver com esse infortúnio durante toda a vida.”, disse.
Perdão Judicial
Trata-se de uma decisão em que o juiz deixa de aplicar a pena em razão de circunstâncias excepcionais previstas em lei, mesmo reconhecendo a coexistência dos elementos objetivos e subjetivos que constituem o delito.

terça-feira, 11 de junho de 2013

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11/06/2013 - Caminhoneta à serviço do Exército Brasileiro fica parcialmente destruída após colisão no Vale do Piancó


Caminhoneta à serviço do Exército Brasileiro fica parcialmente destruída após colisão no Vale do Piancó
Duas caminhonetes, uma a serviço do Exercito Brasileiro e a outra pertencente a um particular, colidiram na região periférica da cidade de Conceição, na manhã desta segunda-feira (10).

De acordo com as informações, a Amarok conduzida pelo Soldado Ribeiro, lotado no 15º Batalhão de Infantaria Motorizado Exercito Brasileiro em João Pessoa, bateu na traseira da D20 conduzida pelo popular Dedé das Parabólicas e ficou parcialmente destruída. Já com a D20, por ser mais resistente, nada aconteceu. 

O Soldado rondava pela cidade, deflagrando a operação pipa, que é responsável por abastecer parte das cisternas espalhadas por várias comunidades rurais do município.

Um Agente de Transito foi chamado até o local para proceder as medidas cabíveis quanto ao acidente. Por sorte ninguém saiu ferido.

O fato chamou a atenção de inúmeros curiosos que passavam pelo local no momento em que ocorreu a colisão.  

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11/06/2013 - Comissão convocará general que comandou DOI-Codi quando Rubens Paiva sumiu


Grupo fluminense quer ouvir o ex-chefe da repressão. Coordenadora de colegiado na Câmara cobra a demissão de diretor da Abin, filho do militar



Publicação: 11/06/2013 06:05 Atualização: 11/06/2013 08:05
Ato de posse da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, em maio passado: grupo quer esclarecer o desaparecimento do ex-deputado federal Rubens Paiva, na década de 1970

A Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro vai convocar, ainda este mês, o general da reserva José Antônio Nogueira Belham para depor. A informação foi confirmada, na tarde de ontem, pelo presidente do colegiado, Wadih Damous. Belham, que pode se recusar a comparecer, comandou o DOI-Codi do Rio na época em que o ex-deputado federal Rubens Paiva foi assassinado, em 1971, depois de ter sido preso e levado para o departamento. O corpo nunca apareceu. Documentos em poder da Comissão Nacional da Verdade atestam que o militar da reserva recebeu dois cadernos de anotação que pertenciam a Paiva.

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Correio revelou, na edição de domingo, que ogeneral da reserva é pai do atual número 2 da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Ronaldo Martins Belham, que tem acesso privilegiado a informações sobre o período militar brasileiro. Paulo Vannuchi, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos no governo Lula, eleito recentemente membro da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), defendeu que a questão precisa ser analisada com extrema cautela. “O importante é a luz que a imprensa jogou nesse caso. O debate gerado após a divulgação do fato é bastante relevante. Eu concordo com a preocupação das entidades”, afirmou.

Vannuchi fez questão de salientar que os filhos não podem ser responsabilizados pelos atos dos pais. “Precisamos também deixar claro que o fato de ser filho de um agente da repressão não o torna um torturador. A cobrança precisa ser feita com muita cautela. Há uma suspeição presumida”, afirmou.

No entanto, a coordenadora da Comissão da Memória, Verdade e Justiça da Câmara, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), classificou de “inadmissível” e “incompreensível” a permanência de Ronaldo Martins Belham em uma posição de destaque na Abin. “Pela natureza do cargo que ocupa, não consigo compreender como ele pode exercer essa função, mesmo que não tenha nenhuma relação com os atos cometidos. Não se trata disso. A pessoa precisa ser isenta. É inaceitável e inadmissível, pelo caráter do órgão que ele representa. O simbolismo disso é muito forte”, avaliou. A parlamentar justificou a posição alegando que, mesmo que os documentos da época tenham sido encaminhados ao Arquivo Nacional pela Abin, várias informações ainda não foram descobertas.

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“Eu, no lugar dele, me sentiria desautorizada. Existe muita verdade a ser revelada ainda. Há muitas fontes que não chegaram nem ao conhecimento da Abin. Que liberdade esse homem tem se ele receber, pelo cargo que ocupa, informações que ajudem a compreender o caso Rubens Paiva? Ele terá autonomia para avaliar os dados? Não pode. Temos que ser intransigentes em relação a isso”, afirmou Erundina.

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou que há uma “perseguição” de militares no Brasil por parte da esquerda petista. “É uma perseguição canalha. Vocês deveriam ir atrás das informações sobre o grupo terrorista que a presidente Dilma Rousseff integrava. Esse grupo matou, roubou e sequestrou. Isso é crime. O problema é que o cara leva um cascudo e dizem que é tortura”, alegou.

Belham: chefe do DOI-Codi na época do desaparecimento de Rubens Paiva (Exército/Divulgação)
Belham: chefe do DOI-Codi na época do desaparecimento de Rubens Paiva
Afastamento
No domingo, por meio de nota, Wadih Damous, que além da Comissão Estadual da Verdade do Rio preside a Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também havia pedido o afastamento do diretor adjunto da Abin. Ontem, ele ratificou a posição. “O general da reserva vai ser convocado, sim, porque ele chefiou o DOI-Codi aqui no Rio de Janeiro. Estamos preparando os depoimentos para este mês e o início de julho. Eu defendo que não podemos estigmatizar o filho dele, mas é evidente que existe uma suspeição nesse caso. Existe, no mínimo, uma inconveniência”, ressaltou.

Correio tentou falar com o general da reserva Belham, mas uma mulher que atendeu o telefone dele disse que o militar está viajando. O filho, Ronaldo Belham, também foi procurado por meio da assessoria da Abin, mas não atendeu a reportagem.