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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

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06/02/2015 - Ciência Sem Fronteiras abre inscrições para doutorado e pós-doutorado na Suécia

Fonte: Agência Força Aérea

Bolsas de estudo são fruto de parceria do Brasil com a empresa Saab para o desenvolvimento e produção de 36 aviões de caça
O Programa Ciência sem Front  eiras está com inscrições abertas para seleção de 15 bolsas de estudo, sendo 10 na modalidade pós-doutorado e cinco para doutorado sanduíche (quando o estudante pode fazer uma parte do curso em outro país ou em outra universidade) na Suécia. As áreas de interesse são materiais e manufatura, eletrônica, tecnologia da informação e comunicação e sistemas de engenharia mecânica, todas voltadas à aeronáutica.

Os interessados devem ac
essar a página do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até o dia 15 de maio. Também é possível se registrar na plataforma colaborativa do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) para interagir com grupos de pesquisa acadêmicas na Suécia e pesquisadores da Saab.

Gripen NG

As bolsas são provenientes de um acordo firmado entre o CNPq, CISB e a Saab, empresa de tecnologia para os segmentos de defesa e segurança, focada em Inovação, com sede na Suécia. A empresa ampliou sua colaboração tecnológica com o Brasil ao firmar contrato para o desenvolvimento e produção de 36 aviões de caça Gripen NG e sistemas e equipamentos relacionados.

O objetivo da parceria acadêmica é atrair pesquisadores brasileiros para desenvolver seus projetos de pesquisa nas universidades suecas renomadas e nos Centros de Pesquisa e Desenvolvimento da Saab. O foco é aumentar a rede colaborativa de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de tecnologia entre os dois países.

Já foram lançadas três chamadas anteriores e cerca de 30 pesquisadores de instituições públicas e privadas das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil puderam desenvolver seus projetos em universidades de excelência, como Chalmers University of Technology, University College of Skövde, Royal Institute of Techonology (KTH), Swedish Institute of Computer Science (SICS) e Linköping University.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

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05/11/2014 - Na Suécia, dois militares brasileiros testam caças

Marta Sfredo

Um dos passos para adoção do caça Gripen NG, que será construído em parceria pela sueca Saab e a indústria brasileira para uso da Força Aérea, foi dado nesta semana, com a chegada a uma base aérea sueca de dois pilotos brasileiros. 
Os capitães Gustavo de Oliveira Pascatto, de São Bernardo do Campo (SC), e Ramon Lincoln Santos Fórneas, de Ipatinga (MG), ambos de 32 anos, chegaram na segunda-feira à unidade localizada em Satenas, cidade a duas horas de Gotemburgo, segunda maior cidade da Suécia. No local, especializado em treinamento de pilotos, eles terão o primeiro contato com o tipo de aeronave que resultará da compra de 36 caças pelo governo brasileiro, embora ainda seja uma versão anterior.
— Nossa expectativa é irradiar conhecimento para todas as unidades — afirmou Fórneas, muito formal, diante de um grupo de jornalistas brasileiros que fazia fotos e perguntas em alta velocidade.
Ainda não existe um acordo formal entre as forças aéreas brasileira e sueca sobre a continuidade do treinamento. Conforme o comandante da base sueca, Michael Cherinet, a preparação será feita com base em um acerto temporário, que deve evoluir entre os dois comandos nacionais antes de prosseguir. Além dos brasileiros que chegaram agora, treinam no local pilotos checos, húngaros e tailandeses.
A África do Sul, que também comprou aviões da Saab, organiza o treinamento diretamente com a companhia privada, já que os contratos não passaram pela força aérea sueca.
Os capitães relataram que foram comunicados da escolha em setembro passado, depois de um acompanhamento da avaliação de desempenho habitual da FAB. O processo havia começado em dezembro de 2013, conforme os dois aviadores. Ambos devem permanecer na Suécia por ao menos seis meses, até 22 de abril de 2015.
Até a semana passada, Pascatto atuava no 1º Grupo de Defesa Aérea de Anápolis (GO), e Fórneas, no primeiro grupo de aviação de caça do Rio de Janeiro. Eles têm experiência em pilotar aviões de quarta geração, os F-5 modernizados usados pela FAB.
Além dos testes habituais, médicos e psicológicos, a que eram submetidos em suas próprias unidades, os dois capitães brasileiros só receberam pedidos para fazer eletrocardiograma de esforço e ergometria de esteira. Os exames são necessários para pilotar o caça, no qual enfrentarão a chamada carga G — ausência de gravidade. E uma das primeiras atividades na base sueca foi exatamente simular esse efeito em um equipamento chamado "centrífuga".
Logo depois da apresentação dos dois pilotos, um Gripen C, modelo atualmente usado pela força aérea sueca — fez um voo de demonstração, quebrando a barreira do som na unidade localizada às margens do maior lago da Suécia, Vänern.
Força aérea sueca tem controle de qualidade da iniciativa privada
A organização da força aérea sueca é bastante diferente da brasileira. Há 20 anos, um acidente exatamente com um Gripen, em Estocolmo — não houve mortos, porque o piloto ejetou o assento e a aeronave caiu em local deserto — quase provocou o controle civil sobre a aviação militar. Para manter o controle, a força aérea adotou os princípios de controle de qualidade desenvolvidos na iniciativa privada.
Uma das principais diferenças é a forma de administrar o equipamento: as diferentes bases no país não têm exclusividade sobre as aeronaves. Os caças são movimentados entre um local e outro conforme necessidades e disponibilidades comuns.
O contrato entre a Saab e a FAB foi assinado no dia 24 de outubro, a sexta-feira anterior ao segundo turno da eleição presidencial, e anunciado na segunda-feira dia 27. Por conta disso — e de um adicional de quase US$ 1 bilhão no contrato total de US$ 5,4 bilhões — houve muita especulação sobre a escolha da data. Executivos da Saab asseguram que a assinatura do contrato sempre foi considerada, por ambas as partes, como uma decorrência natural da escolha da companhia privada sueca, em dezembro de 2003.
A jornalista viajou a convite da Saab.

FONTE:  FAB

terça-feira, 9 de outubro de 2012

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09/10/2012 - Boeing e Saab reagem a novo radar da Dassault


Boeing e Saab reagem a novo radar da Dassault


A confirmação, feita nesta sexta-feira pelo grupo francês Dassault, da incorporação dos avançados radares RBE2 AESA à proposta de fornecimento de 36 novos jatos de uso múltiplo Rafale para a Força Aérea Brasileira (FAB) causou reações entre os finalistas na escolha - a americana Boeing, com o F-18 Super Hornet, e a sueca Saab, com o Gripen NG.
O négocio, de US$ 6 bilhões, é uma ação inicial. O programa é de longo prazo, e contempla contratos futuros envolvendo cerca de 120 aeronaves, com produção local a partir de um determinado ponto do processo.
A seleção tem um codinome, é a F-X2, e acumula 17 anos de atraso por causa de seguidos cancelamentos, reinícios e adiamentos. Nesta sexta-feira, no Rio, o ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que a presidente Dilma Rousseff mantém a disposição de tomar a decisão até o fim do ano. No dia 31 de dezembro expira o prazo de congelamento das ofertas das corporações finalistas. A manutenção dos termos das ofertas foi feita a pedido do governo.
A Boeing e a Saab destacaram nesta sexta-feira que as suas negociações incluem os radares da classe AESA desde o inicio da F-X2. De acordo com o diretor sueco Bengt Janer, "os nossos estudos já estão em um patamar elevado: trabalhamos com a Selex Galileo, no Brasil, nesse viés do programa".
Janer disse que "não há qualquer risco da tecnologoa do equipamento não ser transferida integralmente para a indústria local: 100% do conhecimento desse radar é de domínio da Suécia".
Donna Hrinak, presidente da Boeing do Brasil e ex-embaixadora dos EUA em Brasília, considera a aquisição dos caças "um negócio entre os Estados brasileiro e americano, executado entre os governos".
Essa condição, destaca, "implica um apoio total, já revelado, do governo dos Estados Unidos à venda e à transferência de tecnologias - incluindo as do radar AESA, aprovada antecipadamente pelo Congresso, pelo Departamento de Estado e diretamente pelo presidente Barack Obama". Segundo Donna, "não há necessidade de qualquer aprovação adicional".
Em nota, a empresa informou que "tem a reputação inigualável de cumprir suas promessas, fornecendo transferência de tecnologia por meio de participações industriais em 40 países, avaliadas em mais de US$ 42 bilhões".
Na França, a agência de armamento, a DGA, anunciou a entrega dos primeiros Rafale - rebatizados Rafale C137 - dotados dos radares RBE2 AESA, da Thales, e integrados nas fábricas de Merignac, da Dassault.
Segundo a DGA, o dispositivo soma grande melhora operacional. É compatível com a nova geração de mísseis, como o Meteor, com alcance além do horizonte e a raio de ação de 110 km. Em operação, teria demonstrado redução de custos e da exigência de ciclo curtos de manutenção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. DEFESANET