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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

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19/01/2015 - Novos Comandantes, sem culpas do passado.

Novos comandantes militares são a primeira geração a chegar ao poder sem nenhum vínculo com golpe de 1964, mas relutam em admitir erros que não lhes pertencem.


Ao centro, o general Villas Bôas, novo comandante do Exército. Foto: EB
Eduardo Dias da Costa Villas Bôas e Nivaldo Luiz Rossato tinham 13 anos quando ocorreu o golpe militar de 1964. Eduardo Bacellar Leal Ferreira tinha 12. Os três assumiram neste mês os cargos de novos comandantes das Forças Armadas, a primeira geração que nem sequer estava na fileiras militares quando houve o movimento que derrubou o presidente constitucional brasileiro João Goulart. É a coroação de 30 anos da passagem negociada e sem traumas do poder militar para o civil.
Os novos comandantes assumiram as vagas ocupadas desde 2007 pelo general Enzo Peri (Exército); pelo almirante Júlio Moura Neto (Marinha); e pelo brigadeiro Juniti Saito (Aeronáutica). Ficaram sete anos à frente das tropas e todos já estavam integrados às suas forças quando houve o golpe.
Novo comandante do Exército, o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, 63 anos, é paulista, foi comandante militar na Amazônia,  chefe do Comando de Operações Terrestres, coordenando todas as operações militares em território nacional e adido militar adjunto na China.
Novo comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, 63 anos,  é gaúcho tem mais de 3,5 mil horas de voo e ingressou na Força Aérea em março de 1969. Na Força Aérea Brasileira, chefiou a Direção de Organização e o Comando-Geral de Operações Aéreas, além do Departamento de Ensino da Aeronáutica.
Novo comandante da Marinha, o almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, 62 anos, é carioca e liderava a Escola Superior de Guerra (ESG). Entrou na Marinha em 1971, pela Escola Naval, e exerceu, ao longo dos últimos 43 anos, cargos como o de chefe do Estado-Maior da Esquadra, comandante do 7º Distrito Naval e diretor de Portos e Costas.
A data de entrada nas Forças Armadas pode ser sinal de renovação? Deveria ser, mas nada é tão simples.
Em 2013, o general Villas Bôas proferiu conferência em São Paulo. Quando terminou sua exposição, houve abertura de perguntas para a plateia. Foi quando surgiu a questão: “O que o Exército faria se houvesse ameaça de perpetuação no poder de partido político?”
"Acho que a missão histórica da geração de nossos pais foi a de preservar a democracia no país. O Exército não se arrepende do que fez, mas de certa forma ainda paga pelo que fez.  Hoje o Brasil é um país com instituições estruturadas, naquela época não havia instituições, então hoje já temos um sistema de pesos e contrapesos em nosso país… As coisas naturalmente vão se equilibrando. Eu acho que é um erro a gente querer tutelar a sociedade”.
A resposta do general Villas Bôas merece várias restrições.  Primeiro, pelo que fez, o Exército não pagou nada. Nem em responsabilidade legal nem em renovação do ideário. A falta de coragem de assumir que golpear a  normalidade democrática foi um erro, independentemente dos motivos, é uma outra restrição. Reconhecer que é um erro tutelar a sociedade é pouco, porque não é este o papel constitucional das Forças Armadas.
Internamente, o golpe de 64 é visto como patrimônio por muitos militares. Muitos dos oficiais militares atingiram suas patentes durante o período do regime militar (1964-1985). Existem dezenas de exemplos de filhos de oficiais que participaram do golpe e hoje estão em postos de comando.  Incompreensível é a atual geração militar se manter apegada aos erros cometidos pelas gerações que lhe antecederam. Tudo isso dificulta a renovação e o compromisso irrestrito com a democracia.
Mas, lentamente, as Forças Armadas estão mudando. A coronel médica Carla Lyrio Martins assumiu na semana passada como a primeira mulher a comandar uma organização militar da Força Aérea Brasileira. A médica carioca Dalva Maria Mendes foi promovida em 2012 a contra-almirante, o terceiro maior posto da Marinha (depois de almirante de esquadra e vice-almirante) e que só havia sido ocupado por homens. Em 2011, pela primeira vez desde 1905, quando a Escola de Comando e Estado-Maior foi criada, mulheres se formaram no curso, que é pré-requisito para a promoção a general. As majores Carla Maria Clausi, Regina Lúcia Barroso Rangel e Regina Lúcia Moura Schendel ainda terão que trabalhar de cerca de dez anos para concorrer ao generalato.
Quem sabe caberá a essas mulheres oxigenarem às Forças Armadas, fazendo que se identifiquem com as aspirações dos brasileiros que lhes pagam o soldo.
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

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08/01/2015 - Saiba mais sobre a carreira dos novos comandantes das Forças Armadas

 FONTE:  DEFESA
Brasília, 8/01/2015 – A última quarta-feira (7) foi de intensa movimentação no Palácio do Planalto para a definição dos novos comandantes das Forças Armadas. A presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Defesa, Jaques Wagner, se reuniram ao longo do dia com os atuais dirigentes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, do Exército, general Enzo Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, para escolher os futuros responsáveis pelas políticas públicas e diretrizes administrativas e operacionais da área militar do país - veja arte abaixo:


Pouco após as 20h, a Presidência da República divulgou nota oficial com os nomes dos novos dirigentes das Forças Armadas: o almirante-de-esquadra Eduardo Barcellar Leal Ferreira será o comandante da Marinha do Brasil; o general-de-exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas comandará o Exército Brasileiro; e a Força Aérea Brasileira está sob a direção do tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato.
As datas das transmissões de cargo dos novos comandantes das Forças Armadas ainda será definida.
Almirante Leal Ferreira

Foto: Felipe Barra
Almirante Leal Ferreira
Almirante Leal Ferreira
O almirante-de-esquadra Eduardo Barcellar Leal Ferreira nasceu em 2 de junho de 1952 no Rio de Janeiro. É filho do também almirante-de-esquadra Luiz Leal Ferreira – já falecido. O novo comandante da Força Naval ingressou na carreira militar em 1971. Foi declarado guarda-marinha pela Escola Naval em 1974. Especialista em eletrônica, Leal Ferreira acumulou funções diretivas e condecorações em seus mais de 40 anos de carreira. Permanceu embarcado por 16 anos, acumulando 1,3 mil dias no mar. Chegou ao generalato em março de 2004 e alcançou o posto de quatro estrelas – almirante-de-esquadra - em março de 2013.
Antes de chegar ao posto mais alto da Marinha, Leal Ferreira estava no comando da Escola Superior de Guerra – instituição acadêmica vinculada ao Ministério da Defesa. Foi também comandante-em chefe da Esquadra, diretor de Portos e Costas e Comandante do 7º Distrito Naval – com sede em Brasília. 

 General Villas Bôas


Foto: Felipe Barra
General Villas Bôas
General Villas Bôas
Nascido de 07 de novembro de 1951 em Cruz Alta, região central do Rio Grande do Sul, Eduardo Dias Costa Villas Bôas é filho do militar Antônio Villas Bôas. Ingressou no Exército em 1967 na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em Campinas (SP). Atleta de natação e polo aquático, Villas Bôas foi declarado aspirante-a-oficial pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em 1973. Infante, Villas Bôas tem larga experiência em funções de comando e também de assessoria. Notabilizou-se por sua atuação na região amazônica, onde comandou o 1º Batalhão de Infantaria de Selva, em Manaus, chefiou o Estado-Maior Conjunto do Comando Militar da Amazônia (CMA), órgão do qual se tornou comandante posteriormente.
Villas Bôas foi promovido a general-de-exército em julho de 2011. Em 2014, assumiu a chefia do Comando de Operações Terrestres (Coter) do Exército, sendo um dos responsáveis pelo planejamento de segurança e defesa para a Copa do Mundo Fifa 2014.
Brigadeiro Rossato

Foto: Tereza Sobreira
Brigadeiro Nivaldo Rossato
Brigadeiro Nivaldo Rossato
Nivaldo Luiz Rossato nasceu em 26 de agosto de 1951 na cidade de São Gabriel, sudoeste do Rio Grande do Sul. Ingressou na Força Aérea Brasileira (FAB) em 1969. Foi declarado aspirante-a-oficial pela Academia da Força Aérea (AFA) em dezembro de 1975. Chegou ao generalato em julho de 2003, ascendendo à tenente-brigadeiro do ar em 31 de março de 2011. Líder de Grupo de Aviação de Caça, Rossato acumula mais de 3,5 mil horas de voo. Além disso, possui cursos nas áreas de piloto de caça, líder de esquadrilha, líder de esquadrão, piloto operacional de transporte de tropa e inspetor de aviação civil.
Ao longo da carreira, ocupou mais de 20 funções de comando, assessoramento e instrução na FAB. Antes de ser designado dirigente maior da Força Aérea, Rossato ocupava o cargo de chefe do Estado-Maior da Aeronáutica.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

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07/01/2015 - Forças Armadas: novos comandantes devem ser escolhidos hoje.

O ministro Jaques Wagner deve reunir-se nesta quarta-feira (7) com Dilma Rousseff para definir os nomes dos novos comandantes das Forças Armadas.

A presidente encerrou ontem seu período de descanso na Base de Aratu (BA) e retornou a Brasília no final da tarde.

Com informações de Diário do Poder e Leonel Rocha (Época), via:  montedo