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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

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18/01/2013 - Alemanha interveio no conflito no Mali


Alemanha interveio no conflito no Mali


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AFP

Da Alemanha para o Mali voaram na noite de quinta-feira dois aviões de transporte militar Transal que foram enviados para lá para transportar tropas da CEDEAO no âmbito do apoio à operação militar contra militantes islamistas

O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo representante oficial daBundeswehr para a Força Aérea, o coronel Holger Neumann.
Na missão estão participando 12 soldados da Bundeswehr – membros da tripulação dos aviões. Cada máquina é capaz de transportar cerca de 90 soldados de uma só vez.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

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16/01/2013 - A guerra-relâmpago no Mali


 A guerra-relâmpago no Mali


Nikita Sorokin

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EPA

vozdarussia - 


A situação no Mali continua a desenvolver-se impetuosamente. Aviões franceses Mirage e Rafale bombardeiam posições e a retaguarda de islamitas radicais, colunas de veículos blindados franceses entram na capital do país Bamako, enquanto os rebeldes tuaregues manifestam seu apoio às autoridades do Mali.

Os analistas, porém, estão longe do otimismo: o país tem todas as hipóteses de se transformar em um “Afeganistão africano”, envolvendo países vizinhos no caos sangrento.
A decisão dos tuaregues locais do Movimento Nacional de Libertação de l'Azawad de passarem para o lado das autoridades malianas é uma das últimas informações vindas do campo de ações militares. Esta é sem dúvida uma notícia positiva que, no entanto, torna mais confusas as perspetivas de desenvolvimento da situação. Declarando-se dispostos a combater contra islamitas em conjunto com contingente de paz oeste-africano e militares franceses, os tuaregues, após a suposta vitória, não querem ver forças governamentais ou de coligação no norte do Mali, que consideram seu território.
Entretanto, durante a semana em curso, um contingente de paz da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) será deslocado para o Mali. Conforme a última declaração do presidente da Quinta República, François Hollande, o corpo expedicionário francês, que conta hoje com 750 soldados e oficiais, será reforçado em breve.
Somos testemunhas da última fase de internacionalização do conflito maliano, constata Laurie-Anne Teri Benoni, perita do Departamento de Operações de Paz da Universidade de Montreal do Canadá, que disse em entrevista à Voz da Rússia:
“Este jogo tem muitos participantes. Para garantir o êxito da operação, é necessário coordenar claramente as ações entre os jogadores. É necessário fazer, para entender os nossos objetivos e convencer-nos de que cada participante empreende esforços nesse sentido. Quando a operação começou, a principal pergunta de analistas e observadores dizia respeito aos objetivos – quais são os objetivos da operação e até onde eles se estendem?“.
Contudo, mesmo com o início da intervenção militar, o decorrer e os resultados do conflito continuam a ser imprevisíveis, ressalta Mehari Maru, dirigente do Programa para a Prevenção de Conflitos do Instituto de Problemas de Segurança da União Africana, em entrevista à Voz da Rússia:
“Esta crise não pode ser resolvida só através da intervenção militar, como considera a França, porque ela inclui em si muitos problemas. Envolve não apenas o terrorismo, mas também um movimento nacionalista, cujos líderes pretendem a autonomia e uma gestão melhor do país. Insistem também na liberdade religiosa. Portanto, o movimento rebelde é composto por diferentes aspetos e a situação geral exige uma solução integrada. Que poderão fazer os franceses? Eles chegaram, mas diferentes agrupamentos, que por enquanto “estão adormecidos” nesta etapa, podem vencer novamente no pano de fundo de exigências nacionalistas e regionais”.
Os tuaregues pretendem autonomia, os islamitas do agrupamento Ansar Al Din ligados à Al-Qaeda e os salafitas jihadistas aspiram ao estabelecimento de um califado no Mali. O heterogéneo establishmentem Bamako lamenta a perda do status quo. A confrontação dentro de um conglomerado tão variado de diferentes grupos políticos, étnicos e religiosos faz lembrar a situação no Afeganistão. Tal como naquele país, islamitas ideologicamente formados atuam organizadamente e é pouco provável que eles se rendam facilmente a franceses e a seus aliados locais da CEDEAO. Na opinião de analistas, pode acontecer o contrário – a intervenção é capaz de “despertar” os islamitas em países vizinhos, tanto mais que as fronteiras entre eles não são protegidas, tendo exclusivamente um sentido convencional, geográfico. Em resultado, a guerra-relâmpago de militares franceses e oeste-africanos, bem-sucedida por enquanto, pode transformar-se numa guerra de cem anos num território bastante vasto.
Contudo, também há quem seja de opinião de que os últimos acontecimentos no norte e no oeste de África e as revoluções árabes são um processo natural, um imperativo dos tempos. Como disse Veniamin Popov, antigo embaixador da URSS e da Rússia em Trípoli após a guerra na Líbia, assistimos a um “deslocamento tetônico” iniciado nesta parte do mundo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

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14/01/2013 -Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir crise no Mali


Conselho de Segurança da ONU se reúne para discutir crise no Mali

Caças franceses sobrevoam norte do Mali.
Caças franceses sobrevoam norte do Mali.
REUTERS/ECPAD/Adj. Nicolas Richard/Handout

RFI
A pedido da França, o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne hoje para discutir o conflito no Mali. Hoje ainda, o presidente François Hollande reúne no Palácio do Eliseu um novo Conselho de Defesa para discutir a sequência da operação militar para liberar o norte do país da ameaça dos radicais islâmicos.

A reunião do Conselho de Segurança da ONU tem o objetivo de informar os países-membros sobre o andamento da operação militar no Mali e o desdobramento da missão. Até o momento, a França enviou 550 soldados ao Mali, mas centenas de soldados do Níger, Burkina Faso, Senegal, Benin e do Togo são esperados na capital malinesa Bamako, sob comando da Nigéria. Outras forças ocidentais apoiam a França. A partir de hoje, o Reino Unido envia dois cargueiros C17 capazes de transportar até 77 toneladas de equipamentos militares. Os Estados Unidos dão apoio logístico com aviões de reabastecimento e informações de inteligência.
 Ontem, pela primeira vez, o exército francês bombardeou posições em terra dos rebeldes islâmicos no norte do país. Até agora, porém, nenhum balanço oficial foi divulgado sobre o número de vítimas dos bombardeios franceses.
Segundo autoridades locais e moradores, pelo menos 60 combatentes islâmicos foram mortos nos ataques das cidades de Gao e Kidal. “A França está em guerra contra terrorismo onde quer que ele esteja e em guerra para preservar sua segurança e a do Mali, um país amigo”, disse o ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian.
No quarto dia de operação militar francesa no Mali, quatro aviões de caça Rafale bombardeiam posições rebeldes em Gao, Toumbuctu e na fronteira do Mali com a Mauritânia, localidades da imensa área desértica do norte do país que haviam caído há nove meses sob controle de jihadistas. Apontados como narcotraficantes ligados à Al Qaeda, eles defendem a aplicação de punições corporais da xariá, a lei islâmica.
Segundo relato de testemunhas, os moradores do norte do Mali recebem aliviados a intervenção da França pelo clima de terror que os extremistas tinham imposto a essas populações.

Ameaça

Depois dos ataques do exército francês, os jihadistas sediados no norte do Mali ameaçaram hoje retaliar e atingir "o coração da França”. Em uma declaração por telefone à agência AFP, Abou Dardar, um dos responsáveis do Mujao (Movimento pela Unidade e pela Jihad do Oeste da África), “a França atacou o Islã. Nós, em nome de Alá, vamos atacar o coração da França”. Segundo Darbar, esses ataques podem atingir os interesses franceses em qualquer lugar do mundo. “Em Bamako [capital do Mali], na África, na Europa”, declarou.
O ministro do Interior da França, Manuel Valls, anunciou que a França intensificou o alerta de segurança “Vigipirate”, que já está em nível vermelho desde 2005, um patamar inferior ao alerta máximo. Com a medida, o patrulhamento nos edifícios públicos, nos transportes e nos aeroportos será reforçado. De acordo com o ministro, ameaças de grupos jihadistas no norte da África já vêm sido divulgadas há vários meses, mas Valls defende a onfensiva do exército francês. “Não é cedendo aos terroristas que diminuiremos a ameaça”. 

domingo, 13 de janeiro de 2013

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13/01/2013 - Milhares de curdos protestam em Paris após assassinato de 3 militantes do PKK


Milhares de curdos protestam em Paris após assassinato de 3 militantes do PKK

Milhares de curdos desfilaram em Paris, neste sábado 12/01/2013, para homenagear as três ativistas assassinadas na última quinta-feira.
Milhares de curdos desfilaram em Paris, neste sábado 12/01/2013, para homenagear as três ativistas assassinadas na última quinta-feira.
Reuters

RFI
Cerca de 15 mil curdos, vindos de toda a Europa, desfilaram neste sábado em Paris para protestar contra o assassinato das três militantes ligadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). A manifestação aconteceu dois dias após as três mulheres curdas terem sido executadas a tiros na capital francesa.

Os manifestantes curdos vieram da Suíça, Bélgica, Holanda, Grã-Bretanha, mas principalmente da Alemanha. Emocionados e carregando milhares de bandeiras do PKK e de seu líder Abdullah Ocalan, preso na Turquia, eles homenagearam nas ruas de Paris "as mártires da revolução". As ativistas Sakine Cansiz, Fidan Dogan e Leyla Soylemes, foram assassinadas com vários tiros na última quinta-feira, em um centro de informação do Curdistão da capital francesa. Elas eram ligadas ao PKK.
No início da manifestação, uma organizadora condenou "esse crime contra o povo curdo e contra a paz". Ela pediu a prisão dos responsáveis pelos assassinatos, a suspensão do acordo de cooperação policial franco-turco e a retirada do PKK da lista de organizações terroristas.
Os organizadores do protesto ressaltam que os assassinatos podem prejudicar as negociações em curso com o governo turco para encontrar uma solução para a questão curda e suspeitam a Turquia de estar por trás das execuções. Eles dizem que a França poderá ser considerada cúmplice se não elucidar o crime.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, também pediu neste sábado que a França descubra o mais rápido possível os autores dos assassinatos, mas não deixou de dizer que as vítimas eram ligadas a uma organização terrorista.
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13/01/2013 - Segurança antiterrorismo aumenta na França após intervenção militar no Mali


Segurança antiterrorismo aumenta na França após intervenção militar no Mali

François Hollande anuncia o engajamento da França contra extremistas no Mali.
François Hollande anuncia o engajamento da França contra extremistas no Mali.
REUTERS/Philippe Wojazer

RFI - O governo francês ordenou um aumento da segurança, incluindo medidas antiterrorismo, após a intervenção militar contra radicais islâmicos no Mali e Somália. Especialistas acreditam que seguidores da rede Al-Qaeda podem cometer atos de vingança na França ou contra interesses franceses na África ou no mundo. O plano Vigipirata, em alerta vermelho desde 2005, foi reforçado.

O presidente francês, François Hollande, anunciou neste sábado o reforço das medidas de proteção do chamado plano Vigipirate. “A França precisa tomar todas as precauções necessárias” diante de ameaças terroristas, incluindo “a vigilância de prédios públicos e do sistema de transportes”, acrescentou. Em seguida, o primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, anunciou que o Vigipirate foi reforçado imediatamente para os transportes públicos, concentrações de pessoas e prédios que acolhem o público.
Para o especialista Domique Thomas, da Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais, em Paris, “há motivos de preocupação em relação aos reféns franceses na região africana do Sahel, que podem ser os primeiros a pagar o preço da intervenção de militares franceses".
O sistema Vigipirate é representado por cinco cores: branco, amarelo, laranja, vermelho e escarlate. O esquema está em nível vermelho desde os atentados em Londres, em 2005. Essa cor prevê controles aleatórios nos acessos a trens, patrulhas nos trens de grande velocidade, restrição ou interdição de grandes partes do espaço aéreo e a estocagem de água potável.
Neste sábado, e pelo segundo dia consecutivo, as forças francesas fizeram ataques aéreos contra rebeldes islâmicos no país. A França também enviou tropas para proteger a capital Bamako.