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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

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08/10/2012 - Placa na AMAN


A Placa na AMAN (aniversário de morte de Che Guevara)

A Placa na AMAN

 Na próxima segunda-feira, dia 8 de outubro* de 2012, será inaugurada, às 15:30h, nas instalações do Curso Básico da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), a deletéria** placa resultante de um “acordo de solução amistosa” entre o Exército Brasileiro e um órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Estarão presentes ao ato a Ministra da Secretária dos Direitos Humanos da Presidência da República e o Comandante do Exército.


Estará presente também o Deputado Federal Jair Bolsonaro, que se propõe a conter possíveis arroubos daquela senhora.


A “cerimônia” será aberta ao público em geral, sendo então razoável supor-se que a Imprensa se fará presente. A própria Ministra encarregar-se-á disso, não obstante o fato de terem acontecido eleições na véspera. Da escolha da data, chama a atenção o fato de o dia seguinte – 9 de outubro - ser a passagem de quando se deu o fato gerador do “acordo”.


Posteriormente à inauguração dessa placa, ao longo da semana, serão inauguradas outras, nos diversos cursos da AMAN, em homenagem aos cadetes que faleceram em decorrência das atividades de instrução desde a inauguração da Academia. Foram ao todo 31 (trinta e um) cadetes. Fica de fora a Intendência, por não ter tido nenhum cadete falecido nessas condições. É possível também se supor que a inauguração dessas outras placas não despertará o interesse da Imprensa.

Também não acredito que os 31 cadetes tenham tido suas famílias convidadas para essas outras inaugurações que, observem, acontecerão todas a posterioriisto é, depois da inauguração da placa no Curso Básico, no melhor estilo “remendo”, depois de o estrago feito.

 Qualquer pessoa de medíocre consciência, como eu, vê isso. Por que não se inaugurarem antes as placas dos outros cursos? Seria uma tentativa, não totalmente vã, de retirar o ineditismo do fato da placa do Curso Básico. Isso até por uma questão de ordem cronológica.



Teria sido a solução possível para o caso? Concordo com os que acham que sim, mas discordo dessa sequência de eventos.

É como disse um Coronel amigo nosso na sua costumeira clareza...somos “burros”.

Jorge Alberto Forrer Garcia

Coronel Reformado

Curitiba/PR, 6 de outubro de 2012