A ocupação da reserva indígena Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista, pelos xavantes que vivem na região só deve ser iniciada em fevereiro. Para o coordenador regional do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Gilberto Vieira, os cerca de mil índios se dividirão em aldeias menores ao longo dos 165 mil hectares do território.
As estruturas deixadas para trás pelos invasores devem permanecer abandonadas. Segundo Vieira, nenhuma liderança Xavante demonstrou interesse em ocupar propriedades ou prédios construídos pelos produtores rurais que ocupavam a região.
Ele explica que as aldeias são construídas em círculos e que ocupar imóveis já prontos poderia descaracterizar costumes da etnia. Além disso, a aldeia onde o grupo vive atualmente já possui escolas e outras estruturas de uso comunitário.
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