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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

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15/01/2013 - Explosões atingem universidade de Aleppo e matam mais de 80 sírios


Explosões atingem universidade de Aleppo e matam mais de 80 sírios

Imagem mostra destruição provocada por bombas contra a universidade de Aleppo, nesta terça-feira.
Imagem mostra destruição provocada por bombas contra a universidade de Aleppo, nesta terça-feira.
REUTERS/Sana

RFI - 
Mais de 80 pessoas morreram e outras 160 ficaram feridas em uma dupla explosão na Universidade de Aleppo, nesta terça-feira. A maioria das vítimas era de estudantes e muitos prestavam exames trimestrais. O atentado ainda não foi reivindicado. Rebeldes e forças oficiais se acusam mutuamente.

Foi um dos ataques mais sangrentos desde o início dos conflitos no país, há 22 meses, marcados pela repressão violenta dos movimentos populares que contestam o regime de Bachar Al-Assad. As autoridades sírias informaram a morte de pelo menos 82 “mártires” e mais de 160 feridos, números confirmados por um médico do hospital universitário de Aleppo.
Segundo militantes contrários ao regime, o ataque foi provocado por uma blitz aérea das forças oficiais. Já uma fonte militar síria afirma que as bombas foram resultado de dois mísseis lançados pelos rebeldes, que erraram de alvo e caíram sobre o campus. A agência oficial Sana fala de “dois foguetes lançados pelos terroristas” contra a universidade, situada a oeste de Aleppo, segunda maior cidade da Síria, dividida entre áreas rebeldes e bairros em mãos do exército.
Os rebeldes e a oposição pedem a saída de Assad a fim de iniciar uma transição política, mas o atual presidente não parece disposto a deixar o poder e pode até mesmo tentar um novo mandato nas eleições de 2014, com o apoio de um exército fiel.
Segundo a ONU, mais de 60 mil pessoas já morreram desde o início dos conflitos na Síria.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

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14/012013 - Síria usa bombas de fragmentação, denuncia ONG


Síria usa bombas de fragmentação, denuncia ONG

Bombardeio aéreo sobre mesquita na região de Damasco, 10 de janeiro de 2013
Bombardeio aéreo sobre mesquita na região de Damasco, 10 de janeiro de 2013
REUTERS/Kenan Al-Derani/Shaam News Network/Handout

RFI
A Organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch denunciou hoje que o regime sírio tem usado bombas de fragmentação também nas operações terrestres contra seus opositores. O uso desse tipo de arma é condenado pela comunidade internacional.

A Human Rights Watch faz a denúncia baseada em testemunhos de moradores e também de imagens de vídeo divulgadas pelos militantes e fotos de um fotógrafo independente. As cenas mostram que o exército usa bombas de fragmentação em operações terrestres desde o início de dezembro. A ONG já havia informado que as forças aéreas recorriam a este tipo de armas.
Segundo a organização, o exército dispõe de uma BM 21 que permite lançar até 40 foguetes quase simultaneamente de um alcance de até 40 quilômetros. De fabricação soviética, esse lançador múltiplo é conhecido pela falta de precisão, o que agrava os danos em áreas residenciais.
Segundo o diretor do departamento de armas da Human Rights Watch, a Síria usa bombas de fragmentação apesar da condenação internacional. A Síria não ratificou a convenção sobre armas de fragmentação que proíbe a produção, a estocagem, a transferência e o uso desse tipo de armamento.
Novas vítimas
Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, nesta segunda-feira de manhã 8 crianças e 5 mulheres morreram em bombardeios em Mouadamiyat al-Cham, região ao sudoeste da capital Damasco. A ONG, que faz suas estimativas basedas em relatos de militantes e de médicos, calcula que mais de 3.500 crianças morreream ao longo dos 22 meses de conflito entre rebeles e o regime de Bashar al-Assad.
No domingo, 147 pessoas morreram, sendo 58 apenas nos arredores de Damasco.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

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11/01/2013 - Síria à beira de uma guerra religiosa


Síria à beira de uma guerra religiosa



síria
EPA

A Síria se tornou num dos países mais perigosos para os cristãos, informa a organização cristã internacional humanitária Open Doors (Portas Abertas) no seu relatório anual.

O estudo indica que os cristãos sírios são vítimas de violência e muitos de seus locais sagrados foram destruídos.
No seu relatório tradicional, a organização humanitária publicou a lista de países onde os cristãos são mais perseguidos. No último ano, a Síria subiu do 36º para o 11º lugar. Os ativistas reuniram dados sobre muitos cristãos da Síria que foram sequestrados, submetidos a violência física ou mortos nas zonas controladas pelos islamitas da oposição. Também foram perpetrados atos de profanação de locais sagrados cristãos. Muitos templos foram danificados ou destruídos, relatam os ativistas.
O relatório é importante para a compreensão pela comunidade internacional da verdadeira situação na Síria. Isso foi referido à Voz da Rússia pelo perito do Instituto de Estudos Orientais da Academia das Ciências Russa Boris Dolgov. Ele se encontrou pessoalmente na Síria com representantes das comunidades cristãs, nomeadamente com a madre Agnès-Mariam de la Croix do mosteiro católico de Saint-Jacques de l'Intercis.
“Tivemos conversas com ela. Ela apresentou fatos de mosteiros cristãos serem alvejados pelos militantes, de assassinatos e raptos de sacerdotes, de expulsões de cristãos de zonas ocupadas pela guerrilha, nomeadamente de Homs. Nós vimos fotografias desses crimes cometidos pelos grupos mais radicais da guerrilha, representantes de organizações islamitas radicais, incluindo membros da organização Al-Qaeda.”
Se os muçulmanos fanáticos chegarem ao poder, eles poderão começar a se vingar nos cristãos pelo seu pacifismo. Isso é referido no relatório da organização Open Doors. Se os acontecimentos tomarem esse rumo, isso poderá provocar ou o isolamento dos cristãos, ou o seu êxodo massivo, consideram os ativistas. Dolgov também concorda com essa análise:
“Isso seria uma tragédia para a Síria e para todo o Oriente Médio, se imaginarmos que o poder na Síria seja tomado pela oposição radical, pelos islamitas. É completamente evidente que irá haver um massacre, tando dos cristãos, como dos alauitas e de todas as minorias étnicas. Incluindo os curdos, que neste momento ou apoiam o regime de Bashar Al-Assad, ou mantêm a neutralidade. Por isso, esta declaração da organização cristã vem muito a tempo e a propósito.”
A Igreja Ortodoxa Russa também expressou recentemente as suas sérias preocupações com a situação dos cristãos na Síria. O Patriarca de Moscou e toda a Rússia, Kirill declarou que uma das razões para o conflito na Síria é a divisão entre as diferentes camadas da população pelo princípio étnico e religioso. Ele anunciou que a Igreja Ortodoxa Russa iria participar no envio de ajuda humanitária aos cristãos da Síria vítimas do conflito e que perderam as suas habitações.   vozdarussia

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

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10/01/2013 - A partir de 12 de janeiro, os Patriot poderão abater mísseis sírios


 A partir de 12 de janeiro, os Patriot poderão abater mísseis sírios


patriot, síria, otan
EPA

A instalação de duas baterias de mísseis antiaéreos estadunidenses Patriot, no Sul da Turquia, com o fim de resistir aos eventuais bombardeamentos missilísticos sírios, poderá ser concluída já no próximo sábado, 12 de janeiro.

Desde então, as baterias poderão ser utilizadas em combates, informaram militares estadunidenses.
Segundo uma decisão da OTAN, nas proximidades da cidade turca de Gaziantep, a 120 km de Alepo síria, serão instaladas 6 baterias de mísseis Patriot trazidas dos EUA, Alemanha e Holanda.
Todo o sistema estará pronto para combates no início de fevereiro. vozdarussia

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

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03/01/2013 - ONU diz que pelo menos 60 mil pessoas morreram durante conflito na Síria


ONU diz que pelo menos 60 mil pessoas morreram durante conflito na Síria

Genebra, 2 jan (EFE).- Pelo menos 60 mil pessoas perderam a vida durante o conflito na Síria, que começou em março de 2011, informou a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fazendo referência aos números registrados até novembro de 2012.
O estudo realizado pela ONU adverte que se trata de uma estimativa baixa do número real de vítimas, porque muitos dos mortos não foram contabilizados por nenhuma das sete fontes - incluindo o governo - a partir das quais foi elaborada a apuração.
Imagem de arquivo de uma rua de Damasco cenário de um ataque rebelde, segundo a agência oficial síria Sana. EFE/Arquivo
De acordo com os dados recolhidos, o número de vítimas do conflito era de 59.648 de março de 2011 a 30 de novembro de 2012.
A maioria das mortes foram registradas em Homs (12.560), arredores de Damasco (10.862), Idlib (7.686), Aleppo (6.188), Daraa (6.034) e Hama (5.080).
O estudo confirma o aumento do número de mortos conforme o conflito se estende: de mil por mês registrados no verão do hemisfério norte de 2011 aos mais de 5 mil um ano depois.
"Não existe nenhuma justificativa para estes crimes. A menos que haja uma rápida solução ao conflito, temo que milhares de pessoas morrerão e sofrerão com terríveis ferimentos por causa da obstinação daqueles que acham que se pode conseguir algo com mais banho de sangue, mais tortura e mais destruição absurda", lamentou Pillay.
A lista foi elaborada a partir da recopilação preliminar que dizia que os mortos chegavam a 147.349.
Os especialistas em análise de dados foram eliminando nomes duplicadores ao identificar o nome, sobrenome, dia e local da morte das pessoas mencionadas na lista, um processo que levou a cifrar o número de vítimas totais causadas pelo conflito em 59.648 de março de 2011 a novembro de 2012.
Pillay alertou que, "apesar desta ser a lista mais detalhada realizada até o momento, não é de nenhuma forma uma lista definitiva".
"Não fomos capazes de verificar todas as circunstâncias de cada morte, especialmente porque não foi permitida nossa entra no país desde que o conflito começou em março de 2011. Uma vez que retorne a paz, deveremos investigar cada uma dessas mortes e julgar os responsáveis por esses crimes para que assumam suas responsabilidades", acrescentou.
A alta comissária lembrou que o elevado número de vítimas se deve a um conflito que começou "porque o governo usou a força de forma desproporcional para reprimir protestos de civis desarmados que inicialmente eram legítimos e pacíficos".
"A incapacidade da comunidade internacional e em particular do Conselho de Segurança para parar este massacre é uma vergonha para todos", sentenciou.
A alta comissária solicitou que comecem os preparativos para quando o conflito acabe, a fim de evitar que se produzam represálias, vinganças e discriminações, como, em sua opinião, ocorreu em lugares como o Afeganistão, Iraque e República Democrática do Congo. EFE
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03/01/2013 - ONU: guerra civil síria já matou 60 mil em 22 meses

ONU: guerra civil síria já matou 60 mil em 22 meses

Comissária de Direitos Humanos culpa Assad, oposição e Conselho de Segurança por banho de sangue


GENEBRA e DAMASCO As já altas estimativas de 45 mil mortes desde o início do conflito na Síria foram derrubadas ontem pela alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay. Após cruzar dados de sete fontes distintas durante cinco meses numa "análise exaustiva", um novo relatório coloca em pelo menos 60 mil o número de vítimas da guerra civil somente entre março de 2011 e novembro de 2012. E os responsáveis por essas milhares de mortes são tanto agentes do governo como membros da oposição armada.
Os números foram revelados horas depois da explosão de um posto de gasolina, alvejado por um míssil das forças do governo, em Damasco - episódio que matou ao menos 30 pessoas e deixou várias feridas, segundo ativistas.
Esse novo estudo foi compilado pela empresa independente Benetech e levou em consideração 147.349 denúncias. Se no verão de 2011 (no Hemisfério Norte), havia na Síria uma média de mil mortes ao mês, esse número saltou para cinco mil em julho de 2012. A região mais mortífera foi a província de Homs, com 12.560 mortes, além dos vilarejos no entorno da capital, onde foram contabilizadas 10.862 mortes. Já a província de Idlib aparece em terceiro lugar, com 7.686 - seguida por Aleppo, Deraa e Hama.
Segundo a comissária, o estudo não permite determinar o número de civis e militares mortos no conflito - mas indica que 76% são homens. Ela alertou, mais uma vez, para o caráter cada vez mais sectário da batalha e ressaltou que os opositores também vêm cometendo violações.
- O número de vítimas é muito maior do que esperávamos, o que é realmente chocante - pontuou ela.

contagem feita "por BAIXO"

Os pesquisadores cruzaram denúncias de grupos opositores e defensores de direitos humanos para remover nomes duplicados e dar credibilidade às denúncias completas, com nome e sobrenome das vítimas, além da data e local das mortes. Após esse processo, chegou-se, então, à cifra de 59.648 mortes. Entre as fontes de informação, estão os grupos opositores Centro de Documentação das Violações; Rede Síria para os Direitos Humanos; o site Shuhada e o Observatório Sírio de Direitos Humanos, baseado em Londres.
Há, ainda, mortes desconhecidas de qualquer uma das sete entidades consultadas. Ou seja, o número total de vítimas da guerra civil deve ser maior.
"As estatísticas apresentadas neste relatório devem ser consideradas margens mínimas", adverte o texto final, intitulado Análise Preliminar Estatística da Documentação das Mortes na Síria.
Navi reforçou a constatação:
- Dado o fato de que não houve avanços no conflito, podemos supor que mais de 60 mil pessoas foram mortas até o início de 2013. Sem uma resolução rápida para o conflito, temo que milhares mais venham a morrer ou sofrer ferimentos como resultado daqueles que abrigam a crença obstinada de que algo pode ser atingido através de mais banho de sangue, mais tortura e mais destruição gratuita.

110 vítimas no 1º dia do ano

De acordo com ativistas radicados na Síria, o primeiro dia do ano teve pelo menos 110 mortos, entre pesados bombardeios na capital. Forças do regime usaram canhões para bombardear o vilarejo de Mleiha, ao Leste de Damasco. Testemunhas contam que a região, basicamente residencial, estava, até então, tranquila. Mas, a vila abriga uma base da defesa aérea de Assad.
- Até o ataque, Mleiha estava calma. Estamos sem combustível há quatro dias, e o povo da cidade e do interior correu para o posto de gasolina quando um carregamento do Estado chegou - contou um ativista identificado como Abu Fouad.
Entre os relatos de violência cada vez maiores na Síria, revelou-se ontem que o jornalista americano James Foley, de 39 anos, está desaparecido há seis semanas no país. Autônomo, ele teria sido sequestrado por homens armados não identificados na província de Idlib. Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade.