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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

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12/02/2013 - Irã afirma que Israel deve ser julgado por 'crimes de guerra


Irã afirma que Israel deve ser julgado por 'crimes de guerra'

Para porta-voz iraniano, Israel é o único responsável por conflito em Gaza.
Ele negou o envolvimento de Teerã com o Hamas, como acusou Peres. Da G1 France Presse

Israel é o único responsável pelo conflito em Gaza e deveria ser julgado "por crimes de guerra", afirmou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, que negou o envolvimento de Teerã, como afirmam as autoridades israelenses.

"Não o Irã ou o Hamas que buscam o enfrentamento, a guerra ou colocar em perigo a vida da população inocente, e sim o regime sionista, que deveria ser julgado por crimes de guerra", disse Ramin Mehmanparast.
Soldado israelense retira criança de local onde houve ataque aéreo palestino nesta terça-feira (20) (Foto: AFP)Soldado israelense retira criança de local onde houve ataque aéreo palestino nesta terça-feira (20) (Foto: AFP)
O presidente israelense, Shimon Peres, acusou na segunda-feira (19) o Irã de estimular o movimento radical palestino Hamas, que controla Gaza, a continuar bombardeando Israel ao invés de buscar um cessar-fogo, além de entregar mísseis Fajr-5 lançados contra o Estado hebreu nos últimos dias.
Ao mesmo tempo, ele elogiou o presidente do Egito, Mohamed Mursi, pelo papel construtivo que desempenhou com a intensificação da crise.
"Desagradáveis são os iranianos. Eles estão tentando encorajar novamente o Hamas a continuar o tiroteio, o bombardeio, estão tentando enviar armas para eles", disse Peres em entrevista à CNN.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

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08/02/2013 - EUA justificam matar seus próprios cidadãos ligados ao terror no exterior


EUA justificam matar seus próprios cidadãos ligados ao terror no exterior 

Os Estados Unidos têm o direito de dirigir operações mortíferas no exterior contra seus cidadãos quando se tratam de líderes da rede terrorista Al-Qaeda, segundo um documento confidencial do Departamento de Estado divulgado nesta terça-feira (5) pela rede NBC.
O documento, do qual a France Presse obteve uma cópia, justifica pela primeira vez a eliminação de cidadãos americanos, em particular por ataques de drones, impugnados por tribunais e organizações de direitos humanos.
O texto sustenta que os Estados Unidos não violam a Constituição ou as leis federais ao matarem um cidadão americano quando ele representa uma ameaça iminente de ataques violentos para o país e sua captura não seja possível.
 
A União Americana de Liberdades Civis (ACLU, em inglês) e o Centro para a Defesa dos Direitos Constitucionais arremeteram contra o governo de Barack Obama, logo após a morte do imã radical Anwar Al-Aulaqi (foto), nacionalizado americano, e de outros dois compatriotas, abatidos em um ataque de um avião não tripulado no Iêmen em 2011

Fonte: G1

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

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27/09/2012 - Premiê de Israel diz que programa nuclear do Irã é ameaça ao mundo


Premiê de Israel diz que programa nuclear do Irã é ameaça ao mundo



DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira que o futuro do mundo depende do fim do programa nuclear iraniano, a fim de evitar que a República Islâmica tenha uma bomba atômica.
"Nada ameaça mais a paz mundial que um Irã com uma arma nuclear", afirmou.
Em discurso na Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Netanyahu disse que Teerã alcançou 70% do processo para produzir armamento nuclear, o que seria possível em meados de 2013.
Para que isso seja evitado, ele defende que o mundo estabeleça "uma linha vermelha clara" para que o país termine com seu programa nuclear e considera que está ficando muito tarde para parar os iranianos.
"Agora que já é tarde, a única forma pacífica de prevenir que o Irã tenha uma bomba atômica é colocando uma linha vermelha clara no programa nuclear iraniano. Os limites não levam à guerra: previnem o conflito".
O chefe de governo israelense discursou depois de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não ter mencionado um ultimato ao discurso nuclear de Teerã, o que irritou a delegação israelense.
Na terça (25), o mandatário americano advogou pela resolução do problema por via diplomática, mas disse que "o tempo não é ilimitado". "Não se enganem: um Irã com armas nucleares não é um desafio que pode ser contido".
"Isso ameaçaria a eliminação de Israel, a segurança das nações do Golfo e a estabilidade da economia global. Isso pode iniciar uma corrida às armas na região, e o fim do tratado de não proliferação nuclear. E é por isso que os EUA farão o que for preciso para evitar que o Irã obtenha uma bomba nuclear."
PALESTINOS
Além do programa nuclear, o premiê israelense acusou o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, de mentir sobre o Estado hebraico em seu discurso na Assembleia-Geral. O palestino falou ao plenário minutos antes que Netanyahu.
"Não resolveremos nosso conflito com declarações unilaterais de criação de um Estado".
Abbas defendeu a criação de um Estado palestino e acusou Israel de praticar "limpeza étnica" na ocupação dos territórios divididos entre os palestinos e israelenses na Cisjordânia.
"Trata-se de uma campanha de limpeza étnica contra o povo palestino, por meio da demolição de suas casas", disse, em referência à instalação das colônias judaicas.
Segundo Abbas, Israel continua a expandir a ocupação de Jerusalém Oriental e da Cisjordânia, "recusando-se a discutir seriamente o problema dos refugiados palestinos".

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

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26/09/2012 - Ahmadinejad diz que Israel será eliminado


Tambores de Guerra - Ahmadinejad diz que Israel será eliminado

Para o presidente do Irã, país não tem raízes no Oriente Médio

Na véspera da abertura da Assembleia Geral da ONU, que começa hoje em Nova York, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que Israel não tem raízes no Oriente Médio e será "eliminado", numa prova de que dificilmente atenderá ao pedido feito no domingo pelo secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, para não adotar uma retórica incendiária no evento. Seu discurso está programado para amanhã, coincidindo com o Yom Kippur, o dia do perdão, data mais importante do calendário judaico.

Mais uma vez, Ahmadinejad minimizou os frequentes rumores sobre um possível ataque israelense contra as instalações nucleares iranianas e negou o envio de armas à Síria:

- Nós não levamos a sério as ameaças dos sionistas - disse ele, usando o termo que normalmente emprega para designar Israel. - Temos todos os meios de defesa à disposição e estamos prontos para nos defender. Nós sequer os levamos em conta em qualquer equação envolvendo o Irã. Eles representam incômodos mínimos que aparecem apenas para serem eliminados.

Ahmadinejad também voltou a questionar a própria criação do Estado de Israel, em 1948:

- O Irã existe há milênios. Os israelenses estão ocupando esses territórios pelos últimos 60 ou 70 anos, sempre com apoio ocidental. Eles não têm raízes históricas na região.

Em reação às declarações do presidente iraniano, o governo dos Estados Unidos reafirmou seu compromisso com a segurança de Israel e classificou os comentários de Ahmadinejad como "nojentos, ofensivos e ultrajantes". Segundo a agência Fars, o Irã testou mísseis antiaéreos ontem tendo como objetivo a defesa contra ataques dos EUA.

Também ontem, Ahmadinejad participou de uma reunião de alto nível na ONU sobre o Estado de Direito, na qual avaliou que o programa nuclear iraniano não é um problema na relação com os EUA, defendeu uma saída negociada para a questão e afirmou estar "pronto para o diálogo". O embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, abandonou a sessão durante a fala de Ahmadinejad, e disse que "não há justiça" quando se abre espaço para o governante do Irã.

O discurso de Ahmadinejad na Assembleia Geral da ONU será o seu último no fórum. Já no segundo mandato, ele deixa o cargo em agosto de 2013 e não poderá se reeleger novamente. 
defesanet/militaresbrasil