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sexta-feira, 28 de junho de 2013

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28/06/2013 - Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiro

Conheça o projeto brasileiro que vem chamando a atenção do mundo todo. Avião promete ser melhor, maior e mais barato que as outras aeronaves do tipo.

Por Lucas Karasinski em 27 de Junho de 2013 FONTE: TECMUNDO
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroNovo avião cargueiro militar de médio porte da Embraer (Fonte da imagem: Reprodução/Força Aérea Brasileira)
A Embraer é uma das maiores fabricantes de aeronaves do planeta – e pretende aumentar ainda mais a sua participação de mercado. A companhia brasileira quer se consolidar também em outro nicho, expandindo os seus horizontes para atender uma demanda nova para a companhia: os aviões cargueiros militares.
A empresa trabalha desde 2007 no projeto do Embraer KC-390, considerado por muitos analistas de dentro e fora da companhia como um dos seus mais ousados empreendimentos. Com ele, a Embraer promete desenvolver uma alternativa mais moderna, rápida, versátil e barata do que todas as outras opções disponíveis no mercado.
Conheça um pouco da aeronave brasileira que promete atender não só as demandas do exército brasileiro, como também as necessidades de mais de 70 países diferentes nos próximos 15 anos.

Um senhor avião

O Embraer KC-390 já conta com seis anos de estudo. Como se trata de algo novo para a Embraer, todo o projeto vem sendo desenvolvido com muita cautela. Mas, além de cuidado, a companhia promete capricho, oferecendo uma aeronave diferente do que há disponível no mercado.
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroMedidas externas da aeronave (Fonte da imagem: Reprodução/Força Aérea Brasileira)
Segundo o site da Embraer, o KC-390 “estabelece um novo padrão para aeronaves de transporte militar médias”. Com essa ideia de revolucionar o mercado, a empresa trouxe, por exemplo, um novo “recorte” para a aeronave, algo que permite o transporte de cargas maiores e um melhor aproveitamento de espaço.
O Tenente-Brigadeiro do Ar, Aprígio Eduardo de Moura Azevedo, chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, explica por que tal projeto tem o apoio das forças armadas do Brasil. Segundo ele, o Embraer KC-3 representa um verdadeiro “salto de qualidade no tempo, trazendo uma nova capacidade de carga e transporte, algo que assegura à Força Aérea Brasileira uma ampla capacidade de cobrir os 22 milhões de quilômetros quadrados que compõem o Brasil”.

Superando o vovô dos ares

Atualmente, o mercado de cargueiros militares médios é dominado pelo C-130 Hercules, fabricado pela norte-americana Lockheed Martin. Considerado um dos maiores sucessos da indústria aeroespacial de todos os tempos, esse avião representa 49% da frota total de aviões do tipo em todo o planeta.
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroC-130 Hercules (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
Essa máquina, projetada na década de 1950, tem o recorde de ser a aeronave militar com o maior ciclo de produção da história, sendo que já existem mais de 40 versões do aparelho disponíveis – todas voando em mais de 90 países diferentes.
No Brasil, por exemplo, 23 C-130 Hercules são utilizados no transporte de frotas, veículos e cargas em geral. É ele quem deve lugar aos novos Embraer KC-390. Mesmo contando com versões adaptadas e bem mais modernas, o fato é que o modelo está superado.
Segundo o site Sistemas de Armas, por exemplo, o C-130 pode levar somente 70% dos itens que fazem parte de uma listagem de cargas da OTAN – um grande ponto negativo para um cargueiro militar. Além disso, o custo de voo dessas aeronaves, aliado ao fato de que a sua vida útil é relativamente curta, só serve para deixar a sua fabricante contente.

Engenharia moderna

Para desenvolver o KC-390, a Embraer conta com o auxílio de diversos órgãos e empresas diferentes. O estudo aerodinâmico do avião, por exemplo, vem sendo feito em túneis de vento especiais e que ficam na Holanda.
O avião traz características próprias muito interessantes, a começar pelo seu desenho, bem diferente dos Hercules. O corpo da aeronave também se mostra um pouco maior do que o do seu principal concorrente. As medidas principais do Embraer KC-390 são:
  • Comprimento: 33,50 metros;
  • Altura: 11,35 metros;
  • Envergadura (largura, contando as asas): 33,95 metros.
O avião é dotado de um sistema de autoproteção completo e é totalmente compatível com equipamentos de visão noturna, algo fundamental em diversas missões. Para garantir a segurança de voo, a máquina traz o chamado HUD duplo, capaz de fornecer informações no campo de visão dos dois pilotos durante toda a missão.
Além disso, ele trabalha com um sistema de comandos elétricos de voo (o chamado “Fly by Wire”) que foi personalizado pela própria Embraer para ser empregado no KC-390. Trocando em miúdos, trata-se de um sistema que substitui todos os cabos de aço que controlam o avião desde a cabine de comando por fios que trabalham com impulsos elétricos.
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroModelo em três dimensões (Fonte da imagem: Divulgação/Embraer)
Essa tecnologia é bem mais leve, pois tira toneladas de aço dos aviões, e também é muito mais segura. Isso porque, além de responder o movimento feito pelo comandante com o manche do avião, ela também lança mão de cálculos de computadores – normalmente há mais de uma máquina fazendo essas contas.
Assim, se três PCs puderem fazer esses cálculos, por exemplo, os resultados são automaticamente comparados, tudo com o máximo de exatidão possível. Isso garante muito mais segurança durante o voo, inclusive mantendo a aeronave mais estável e respeitando sempre a velocidade de vento e o ângulo de manobras suportado pela estrutura do avião.

Voltado às missões

Outros sistemas especiais do KC-390 mostram toda a tecnologia por trás do seu desenvolvimento. Por tratar-se de um avião militar, ele conta com recursos defensivos, como o DIRCM. Trata-se de um laser baseado em fibra óptica que é capaz de gerar um feixe de luz, evitando que mísseis guiados por meio de infravermelho atinjam a aeronave, mantendo-os a quilômetros de distância.
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroVisão da sua estrutura interna (Fonte da imagem: Reprodução/Força Aérea Brasileira)
Já o Sistema de Autoproteção (SPS) faz uma espécie de reconhecimento no entorno da aeronave, permitindo a identificação de ambientes hostis. Enquanto isso, o CARP ajuda os pilotos na hora de encontrar o ponto exato para o lançamento de cargas.
Quando à velocidade, o KC-390 também promete atropelar os seus concorrentes. O avião é um bimotor turbofan e, segundo a Embraer, ele deve entregar mais rapidez na hora de realizar as suas missões, contando com uma velocidade máxima de cruzeiro de 465 nós (860 quilômetros por hora). Vale lembrar que o Hercules (novamente ele), por exemplo, atinge somente 593 km/h.

O que ele pode levar?

E o que o KC-390 pode levar? Como se trata de um avião de transporte tanto de tropas, como também de cargas, esse fator é um dos mais importantes para o avião. E, nesse sentido, a Embraer também promete bastante versatilidade. Isso já é demonstrado no seu nome, afinal de contas, o “K” representa reabastecimento, enquanto “C”, cargas.
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroPode trabalhar como avião de reabastecimento (Fonte da imagem: Divulgação/Força Aérea Brasileira)
O espaço para carregamentos em geral é grande: são 18,45 metros de comprimento (contando a rampa), com áreas que trazem alturas de 2,94 metros e 3,20 metros. Se a rampa de descarga não for contada, o espaço (comprimento) diminui para 12,70 metros.
Ali podem ser transportados 80 soldados ou 64 paraquedistas. Caso o avião seja utilizado em missões médicas, 74 macas e dois atendentes cabem no espaço, inclusive contabilizando-se, também, um armário para equipamentos médicos e três cilindros de oxigênio.
Se cargas “normais” forem ser transportadas, sete pallets podem ser introduzidos no KC-390. Blindados como o Patria AMV 8x8 ou LAV-25 poderão ser transportados inteiros, sem nenhuma alteração. Com isso, eles são desembarcados prontos para o combate. Se for o caso, três veículos utilitários cabem no compartimento de carga.
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroPode levar tropas (Fonte da imagem: Reprodução/Força Aérea Brasileira)
Várias outras configurações podem ser utilizadas no Embraer KC-390, como utilizá-lo no combate a incêndios florestais, por exemplo. Como dito acima, ele também trabalha como avião de reabastecimento, podendo rapidamente ser reconfigurado para tal modelo. Além disso, caso seja necessário, ele também pode ser reabastecido no ar.

Encara qualquer parada

Além de ser versátil na hora de levar tropas e cargas, um avião militar também precisa enfrentar ambientes mais inóspitos. Isso tem que ser considerado não só durante o voo, mas também na hora de o avião pousar e decolar.
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroKC-390 será capaz de enfrentar diversos percalços (Fonte da imagem: Divulgação/Força Aérea Brasileira)
Assim, o Embraer KC-390 é preparado para conseguir “operar” em pistas bastante rústicas, vamos dizer assim, trabalhando em terrenos acidentados e não pavimentados, como em um aeroporto improvisado na Amazônia ou até mesmo no gelo da Antártida. Ou seja, ele pode perfeitamente operar em “zonas de conflito”, seja evacuando feridos ou desembarcando tropas e veículos.
Para se locomover, a aeronave consegue enfrentar pistas com buracos de até 40 centímetros. O comprimento mínimo da pista de decolagem varia de acordo com as necessidades: 1.100 metros para missões táticas, 1.300 metros para atividades “normais” e 1.630 metros para o transporte logístico.

Trabalho colaborativo

Apesar de tratar-se de um projeto brasileiro e totalmente elaborado pela Embraer, o KC-390 contará com a colaboração de empresas de diversos países diferentes. Equipamentos como turbinas e radares, que ainda não contam com produção nacional, por exemplo, serão desenvolvidos em outros lugares.
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroProjeto de linha de montagem do avião (Fonte da imagem: Reprodução/Força Aérea Brasileira)
No Brasil, toda a blindagem da aeronave, além de armários, equipamentos de apoio em solo e até mesmo as cozinhas de bordo, será produzida por empresas nacionais. Além disso, toda a tecnologia envolvida no avião, bem como as suas linhas de produção, será criada no Brasil.

Em busca de mercado

A Empresa Brasileira de Aeronáutica, muito mais conhecida por Embraer, é uma das maiores companhias brasileiras, principalmente quando se fala em exportação. A empresa, focada na produção de jatos civis, produz aeronaves para o mundo todo, posicionando-se entre as três maiores fabricantes do planeta.
Contudo, como dissemos logo acima, a companhia sempre tratou muito mais das demandas civis do que da produção de aviões militares. No Brasil, grande parte das aeronaves utilizadas pelo exército é importada de outros fabricantes.
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroVoando com estilo (Fonte da imagem: Reprodução/Força Aérea Brasileira)
A Embraer constrói alguns caças, além de aviões de transporte pequenos e outros de reconhecimento.  A boa notícia é que essa “lacuna” promete estar com os dias contados, pelo menos no que diz respeito aos aviões cargueiros.

Preço competitivo

A ideia da Embraer é trazer um preço de venda competitivo e que bata de frente com o C-130 Hercules –, mas com um custo operacional bem mais eficiente. As previsões da companhia citam que os voos da aeronave custarão aproximadamente US$ 7,5 dólares por milha rodada, enquanto os aviões em operação atualmente custam, em média, 13 dólares por milha.
Assim, toda a tecnologia investida no desenvolvimento, aliada a um custo de operação baixo e o preço de venda competitivo, faz com que o mercado potencial do avião seja imenso – principalmente em países da América Latina. Ásia, África e Europa.
Embraer KC-390: o futuro do transporte aéreo militar brasileiroVisão da cabine (Fonte da imagem: Reprodução/Força Aérea Brasileira)
A Embraer calcula que haja um mercado potencial de mais de 700 aviões desse porte – e muitas unidades do KC-390 podem ser vendidas para 80 países diferentes nos próximos 25 anos. Isso representa vendas no valor de 50 bilhões de dólares.

Quando será lançado?

Como o projeto já vem sendo desenvolvido há alguns anos, o seu lançamento está cada vez mais próximo. O primeiro protótipo do avião deve realizar o seu voo de testes inaugural no segundo semestre de 2014. Se tudo der certo, em 2016, os primeiros Embraer KC-390 deverão entrar oficialmente em operação.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

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21/01/2013 - Finanças da Embraer preocupam cadeia produtiva

Finanças da Embraer preocupam cadeia produtiva
A carteira de pedidos é a pior desde 2005. Foi o segundo ano seguido com total de entregas semelhante a 2008, auge da crise nos EUA, e que gerou demissões.

Bons Tempos - Frederico Curado e David Siegel, na solenidade de entrega do 1º ERJ135 e 
também o primeiro da Continental Express. Julho de 1999. O que aconteceu ? Foto DefesaNet
Matéria Publicada no DCI de 16 Janeiro 2013

Nota DefesaNet
O jornalista Júlio Ottoboni foi o primeiro a noticiar a demissão de 4.300 funcionários da EMBRAER. Negada pela empresa e posteriormente confirmada pelos fatos, o que lhe valeu uma ferrenha perseguição pela empresa de São José.
Nesta nota, do dia 16JAN13, lança alerta para a possível repetição do fato em 2013.
O editor

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

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08/10/2012 - EMBRAER - Com tecnologia de ponta, é o orgulho da indústria brasileira


EMBRAER - Com tecnologia de ponta, é o orgulho da indústria brasileira 

Análise feita pela publicação alemã Deutsche Welle, um raro elogio dos alemães a empresas de outro país

Jan D. Walter

A recente abertura de duas fábricas da Embraer na cidade de Évora, no sul de Portugal, deverá resultar na criação de 600 empregos diretos e 1.200 indiretos. O investimento total da empresa brasileira é de 177 milhões de euros.

Com as novas fábricas, Évora deverá se tornar uma referência internacional em tecnologia aeronáutica de ponta, avalia o jornalista especializado Jens Flottau. Ele lembra que a Embraer é uma referência mundial no setor. O novo modelo militar KC-390 deverá ser, ao menos em parte, construído nas novas instalações em Évora.

Origens

A Empresa Brasileira de Aeronáutica foi fundada por decreto em 1969, com o objetivo de implementar a produção em série de aviões no Brasil, um sonho do governo brasileiro desde a década de 40.

Os benefícios seriam a criação de um setor industrial de alta tecnologia e a possibilidade de conectar as distantes regiões do país sem a necessidade de apelar para fornecedores estrangeiros.

Em 1972, os primeiros aviões turbo-hélice para 12 passageiros do modelo Bandeirante começaram a sair da linha de montagem. O Bandeirante teve largo uso militar e civil desde o início e passou a ser exportado a partir de 1977.

Privatização e crescimento

Nos anos 80, as aeronaves regionais, como o modelo Brasília, passaram a ganharam importância. No final dos anos 80 e início dos 90, a empresa estatal passou por enormes dificuldades financeiras e quase fechou. Acabou sendo privatizada em dezembro de 1994.

Naquela época já estava em desenvolvimento o ERJ 145, que fez seu voo inaugural seis meses mais tarde. "Esse foi o primeiro grande passo para que a Embraer viesse a ser a empresa que é hoje", afirma Flottau. "Naquele tempo não havia concorrência para o mercado de aeronaves desse porte."

Dependendo da distribuição dos assentos, o ERJ 145 pode acomodar até 50 passageiros e é utilizado em rotas regionais. "Um grande salto foi dado em 1999, com a construção dos e-jets", diz Flottau. Essas aeronaves podem transportar de 70 a 120 passageiros em distâncias de até 2.400 km.

O especialista em aviação Cord Schellenberg acompanha a evolução da Embraer com grande interesse. "Quem sabe um dia a Embraer poderá quebrar o duopólio da Airbus e Boeing", opina. A Boeing anunciou uma parceria com os brasileiros em abril passado.

 Melhor que a concorrência

A única concorrentre direta da Embraer é a canadense Bombardier, que compete em dois segmentos com a empresa brasileira: aeronaves comerciais regionais, onde a empresa brasileira está na dianteira, e executivas, onde os norte-americanos estão em vantagem.

Entretanto, Flottau diz que "os aviões da Embraer são simplesmente melhores: eles oferecem mais espaço, são mais econômicos e o E-195 é a primeira aeronave de seu porte com a qual é possível fazer pousos íngremes, no meio de uma cidade, como no caso do aeroporto London City".

O chefe de gerenciamento de frota da Lufthansa, Nico Buchholz, afirma que os modelos da Embraer utilizados pela empresa aérea alemã, o E-190 e o E-195, se destacam principalmente em eficiência econômica e ambiental. "Os clientes elogiam sobretudo o conforto", completa. A Lufthansa utiliza 38 aeronaves da Embraer. Até o fim de 2013 serão mais seis.

Símbolo da indústria brasileira

A construtora de aviões é um dos orgulhos da indústria brasileira. "A Embraer mostrou ao mundo que o Brasil tem condições de produzir tecnologia de ponta", afirma Oliver Döhne, representante para o país da agência de comércio exterior German Trade and Invest. "Também por isso a empresa costuma ganhar apoio estatal do BNDES."

Döhne ressalta que a opção pelo setor aeroviário não é puro acaso. "A aviação brasileira tem uma tradição centenária, iniciada com o pioneirismo de Alberto Santos-Dumont." Além disso, os custos de produção tem aumentado no Brasil nos últimos anos. "Diante desse cenário, é uma atitude inteligente investir em alta tecnologia, porque nesses mercados não é assim tão fácil de entrar. Na Europa, essa é uma prática usual há décadas."

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

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27/09/2012 - Embraer Defesa e Segurança seleciona Aerotron e LH Colus como fornecedoras do programa KC-390


Embraer Defesa e Segurança seleciona Aerotron e LH Colus como fornecedoras do programa KC-390


A Embraer Defesa e Segurança selecionou duas empresas brasileiras para participar do programa do jato de transporte militar KC-390. A Aerotron, sediada em Itajubá (MG), fornecerá proteção balística e a LH Colus, de São José dos Campos (SP), ficará responsável pelos assentos de tropas e pelas macas. 

“Estamos muito satisfeitos de poder anunciar mais duas empresas brasileiras como fornecedoras do programa KC-390”, disse Eduardo Bonini Santos Pinto, Vice-Presidente de Operações & COO, Embraer Defesa e Segurança. “Ambas apresentaram excelentes soluções e estamos certos de que entregarão produtos de alta qualidade e tecnologia avançada”.

“A Aerotron se sente orgulhosa em participar do programa KC-390 e também pela confiança depositada pela Força Aérea Brasileira e pela Embraer”, disse Carlos O. Camara Reis, Diretor Geral da Aerotron, que desenvolverá toda a proteção balística da aeronave seguindo os requisitos da Embraer, cujos primeiros componentes para os protótipos serão entregues já em 2013. “Estamos felizes em contribuir para que o KC-390 seja mais um sucesso comercial”.


A LH Colus desenvolverá e entregará o primeiro conjunto de assentos e macas para as campanhas de ensaios em voo do KC-390 que estão programadas para começar em 2014. Segundo Luiz Henrique Colus, Diretor-presidente da LH Colus, “nossa equipe está muito orgulhosa por participar do KC-390, desenvolvendo os assentos de tropas e macas. É uma prova de que podemos fazer no Brasil itens que atendem aos restritivos requisitos da FAB quanto à segurança e ao conforto dos tripulantes”.

O KC-390 é o maior avião já construído pela indústria aeronáutica brasileira e estabelecerá um novo padrão para aeronaves de transporte militar de médio porte em termos de desempenho, capacidade de carga e custos de operação, além de contar com avançados sistemas de missão e de voo.  
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

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14/09/2012 - Embraer Defesa e Segurança fornecerá suporte logístico para aeronaves da Força Aérea Brasileira


Embraer Defesa e Segurança fornecerá suporte logístico para aeronaves da Força Aérea Brasileira


A Embraer Defesa e Segurança e a Força Aérea Brasileira (FAB) assinaram um contrato para fornecimento de suporte logístico e serviços para a frota de 24 aeronaves da família ERJ-145 (ERJ-145, ERJ-135, Legacy 600, RS e AEW&C) operada pela FAB. Denominado ESSG (Embraer Solução de Suporte para Governo), o programa inclui suporte de material, gestão de reparos, controle técnico de manutenção, suporte de engenharia e apoio técnico em campo, além de serviços de manutenção programada e não-programada. O valor do contrato pode chegar a US$ 130 milhões, sendo US$ 98 milhões firmes, relativos ao apoio logístico rotineiro, e US$ 32 milhões opcionais, referentes a serviços adicionais.

O Programa ESSG é uma solução integrada que aumenta a disponibilidade e a prontidão da frota para realização de missões, com preço fixo e requisitos de desempenho definidos, eliminando riscos para o cliente. Por meio de uma gestão centralizada, permite o planejamento de longo prazo, integração da rede global de parceiros e fornecedores, e clara definição de prazos para a entrega de peças. O resultado esperado é uma significativa redução dos custos operacionais e de suporte da FAB.

“Atender à FAB com um novo modelo de serviços que lhe permitirá cumprir suas missões com excelência nos dá imensa satisfação”, disse Eduardo Bonini Santos Pinto, Vice-Presidente de Operações e COO - Embraer Defesa e Segurança. “Estamos convencidos de que o Programa ESSG contribuirá para uma gestão eficiente e econômica da sua frota”.

“Este contrato representa uma grande conquista para o desenvolvimento da indústria de defesa nacional, uma vez que é de notório conhecimento a excelência na qualidade dos serviços prestados pela Embraer”, disse o Major-Brigadeiro Paulo João Cury, Diretor da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico da FAB. “O Programa ESSG contribui para que a Força Aérea cumpra seus objetivos institucionais, incluindo a defesa do território nacional, com grande desempenho e alta disponibilidade”.  
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