Agentes da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) do Ministério da Justiça impediram na madrugada desta quinta (7) a fuga de três presos da cadeia de Blumenau, no Vale do Itajaí.
Os detentos de Blumenau usaram uma corda "Teresa" para tentar pular os muros, mas foram impedidos. Dois se entregaram quando descobertos, e o terceiro foi encontrado dentro de uma oficina do presídio. Não houve feridos.
Depois do incidente a Secom (Secretaria de Comunicação do Governo) anunciou que a Secretaria de Segurança está preparando a transferência de uma nova leva de presos das cadeias catarinenses para fora do Estado.
Segundo o diretor, Cláudio Thomas, o setor de inteligência ainda está estudando quem e quantos serão os transferidos, mas dá o movimento como necessário.
Até a Páscoa
A FNSP está reforçando a polícia de Santa Catarina na luta contra a facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense) desde 15 de fevereiro. Deve ficar no Estado até a Páscoa, segundo o diretor do Deap (Departamento de Administração Prisional) Leandro Lima.
Em 16 de fevereiro último, a FNSP efetuou a transferência de 40 presos do PGC para cadeias federais fora do Estado, cortando a comunicação dos líderes com os comparsas nas ruas.
Segundo o Deap houve uma reacomodação, e novos líderes criminosos surgiram para ocupar as vagas dos transferidos, o que força a segunda leva de transferências - o PGC tem cerca de 2.000 membros nos 41 presídios do Estado.
Segundo dados da Polícia Militar, até a transferência ocorreram 101 dos ataques. Depois dela e até esta quinta (7), apenas 13. A Central de Inteligência da PM credita a redução da violência ao conjunto de três medidas.
A primeira é a transferência pela FNSP, depois a prisão pelas polícias Civil e Militar de quase 200 pessoas em conexão com os ataques e, por fim, a Operação Divisas da PRF (Polícia Rodoviária Federal), com 17 bloqueios nas rodovias do Estado.
Novas contas
Desde 18 de fevereiro a PM mudou o jeito de contabilizar os atentados do PGC - rebaixando para a categoria de atos de vandalismo incidentes que antes atribuía à facção criminosa.
Um dos critérios da PM para botar na conta do PGC era que o ataque fosse ao sistema de transporte coletivo ou instalações policiais. O vandalismo ataca mais carros abandonados.
O objetivo da PM em diminuir as notificações de crimes apenas àqueles identificados como sendo do PGC é para "impedir que se passe à população uma falsa sensação de insegurança", conforme a tenente-coronel Claudete Lehmkuhl, do Centro de Comunicação Social da PM.
A Secom tem uma contagem própria, menor do que aquela divulgada pela PM, com base em dados da Dini (Diretoria de Informação e Inteligência), da Polícia Civil. Nas contas da Dini seriam apenas 86 atentados, em 34 municípios. A PM mantém seus números de 114 por 37.
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