Direto
de bordo do Felinto Perry.
Publicado por João Lara Mesquita -
À
frente até que não era tão forte quanto pensávamos. No auge da força ventou 5O,
55 nós. Nada de mais pra estas plagas. Só suficiente para adiarmos, uma vez
mais, a operação mais importante: trazer o Mar Sem Fim pra superfície.
E
daí? Resignação, ansiedade, contrariedade. Dane-se.
Esta
manhã às O7hs estávamos de pé. A primeira coisa a fazer, depois de vestir-nos,
foi abrir a porta do convés e sentir o vento.
Diminuindo,
mas ainda forte pra começarmos. Dei os parabéns a don Francisco, que hoje faz
anos, e desejei que o
presente seja o Marzão na praia no fim do dia.
Depois,
cama de novo, esperando a melhora do tempo.
Don
Francisco, que estava fora, em conversas com os mergulhadores e o Comandante,
acaba de voltar com novidades.
Vamos
almoçar às 11 horas, depois seguimos para a barcaça. E só voltamos depois de
encalhar o Mar Sem Fim.
Oba!
Hoje vai.
A
previsão sugere cerca de quatro horas para encher as boias. Tem que ser
devagar, verificando se o barco está bem aprumado, corrigindo se for preciso. É
perigoso subir torto, e emborcar outra vez quando vier à tona.
Uma
vez na superfície, será rebocado, e empurrado, por botes e pela barcaça. Quando
estiver próximo de terra, um trator dos russos, daqueles com esteira, puxa até
encalhar.
No
fim do dia, quando acabar, mando notícias.
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