terça-feira, 15 de janeiro de 2013

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15/01/2013 - França vai triplicar número de tropas no Mali


França vai triplicar número de tropas no Mali

Organização para a Cooperação Islâmica apelou a um cessar-fogo

Por: tvi24    Mali












A França tenciona triplicar o número de tropas no Mali, apontando para uma força de 2.500 soldados, anunciou o Ministério da Defesa francês, enquanto a Organização para a Cooperação Islâmica apelou a um cessar-fogo, resume a Agência Lusa.

O anúncio de Paris indica que o Governo de François Hollande está disposto a 
assumir um papel maior - e durante mais tempo - na campanha contra os grupos 
islamitas que querem tomar conta da sua antiga colónia africana.

O Presidente francês afirmou esta terça-feira que atualmente estão 750 soldados
 franceses no Mali, mas admitiu que o destacamento irá aumentar. Fonte próxima 
do ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, precisou que o número de militares irá
 aumentar progressivamente até atingir os 2500.

Este aumento contradiz declarações de vários ministros franceses que apontavam 
para um envolvimento limitado de forças terrestres francesas restrito à proteção 
da capital do Mali, Bamako.

A Organização para a Cooperação Islâmica (OIC), a que o Mali pertence, apelou 
esta terça-feira a um cessar-fogo, considerando que a ofensiva francesa é
 «prematura» e que se deve regressar às negociações conduzidas pelo Burkina Faso.

O chefe da OIC, Ekmeleddin Ihsanoglu, manifestou «grande preocupação com a 
escalada militar» e apelou à «máxima contenção» por parte de todas as fações.

Segundo o diário «Le Monde», a França também planeia colocar um contingente
 significativo em Mopti, no centro do Mali, para poder efetuar operações no norte
 do país.

Até agora, o executivo francês tem declarado que as operações militares 
desencadeadas no dia 10 visam impedir a investida dos islamitas para sul, 
cabendo ao exército do Mali reconquistar o norte do país com a ajuda de 
tropas de outras nações africanas.

Vários analistas consideraram que esta expetativa é otimista, notando a 
capacidade limitada do exército do Mali e a inexperiência das forças dos 
países da África ocidental no confronto com guerrilheiros habituados a 
combater num terreno desértico e difícil.

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