POR CHRISTINA NASCIMENTO
A investigação revelou que não foram encontradas drogas ou armas com Abraão, e que o tiro que o matou foi disparado de um fuzil 7.62 mm. “Eles (militares) fizeram uma avaliação equivocada. Mas quando você tem uma arma na mão isso pode se transformar numa tragédia, como aconteceu”, disse Aguiar.
Na época, a família afirmou que, no momento do disparo, Abraão teria acabado de jogar futebol. O jovem, que era órfão, não tinha passagem pela polícia. Já os militares alegaram que o rapaz estava com dois homens suspeitos, que teriam fugido da abordagem e feito disparos na direção deles.
“Não resta dúvida de que as Forças Armadas prestaram relevante serviço ao Rio, participando do processo de pacificação das comunidades tomadas pelo tráfico e pela violência. No entanto, fatos como este, em que um adolescente foi morto com um tiro de fuzil nas costas, precisam ser submetidos ao poder Judiciário, a fim de que seus executores sejam devidamente responsabilizados”, afirmou o procurador.
fonte: O Dia/ via montedo
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