sexta-feira, 15 de março de 2013

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15/03/2013 - Novo presidente do STM, ministro Cerqueira fala sobre importância histórica do Tribunal

STM - Brasília, 15 de março de 2013 – Na tarde desta sexta-feira, tomou posse como presidente do Superior Tribunal Militar (STM) o ministro Raymundo Nonato de Cerqueira Filho. A nova vice-presidente é a ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha. Com a eleição, ela se torna a primeira mulher a compor a Presidência do STM, nos 204 anos de existência da Justiça Militar da União.
Novo presidente do STM, ministro Cerqueira fala sobre importância histórica do Tribunal
Entre os presentes na cerimônia, destacaram-se: o ex-presidente do STF, ministro Ayres Britto; o ministro do STJ Castro Meira; a ministra do TST Maria de Assis Calsing; o procurador-geral de Justiça Militar, Marcelo Weitzel; o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General-de-Exército José Elito Carvalho Siqueira; o Comandante da Marinha, Julio Soares de Moura Neto; o ministro do TCU Valmir Campelo.
O primeiro discurso foi proferido pelo presidente do STM no biênio 2011-2013, ministro Alvaro Luiz Pinto. Segundo ele, foi um período marcado por “muitas lutas, porém gratificante e repleto de satisfação”.  Como exemplo das conquistas que contribuíram para a modernização da Justiça Militar, o ministro citou a implantação de projetos como o Planejamento Estratégico da Justiça Militar da União, o Escritório de Projetos, a Gestão Eletrônica de Documentos e a ratificação da cessão do terreno onde será construída a nova sede do Tribunal. Falou também do empenho e dedicação de todos os integrantes da instituição, que demonstraram o desejo de “influenciar e dar um novo rumo a esta Justiça”.

Em seguida, o ministro Fernando Sérgio Galvão fez uma saudação à nova Presidência em nome da Corte. Citou as qualidades do homenageado como liderança, profissionalismo e entusiasmo no cumprimento da missão confiada. “Solidário e humano, valorizou os subordinados, acreditando sempre nos seus sonhos”, afirmou.
Lembrou também a atuação do General na Brigada de Infantaria Paraquedista e sua experiência em saltos, no Brasil, Argentina e Estados Unidos, onde alcançou o primeiro lugar entre todos os oficiais estrangeiros. “Sonhava com voos mais altos. Talvez porque ali se sentisse mais perto do Criador.”
Importância histórica da Justiça Militar – O recém-empossado presidente discorreu sobre a importância da Justiça Militar na história da humanidade. No Brasil, ele destacou a participação ativa do STM em toda a vida política nacional, principalmente nos períodos do Império e da República.
“Mesmo nos momentos mais críticos de nossa história, especialmente no Estado Novo e nos Governos Militares, a nossa Justiça Militar atuou sempre de forma independente e equânime, julgando de acordo com as leis vigentes, conforme atestaram juristas de renome”, afirmou ministro Cerqueira. Citou como exemplo a concessão inédita de “alguns institutos jurídicos inovadores, como a concessão de liminar em habeas corpus, medida altamente liberal para o momento político que o nosso País atravessava”.
O novo presidente também respondeu às criticas daqueles que questionam a importância da Justiça Militar e lembrou que a sua missão foi consagrada pela Constituição de 1988. “Prevaleceu o bom senso e assim entenderam os legisladores que a Justiça Militar decorre da própria existência das Forças Armadas, que são Instituições Nacionais Permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, conforme o previsto em seu artigo 142.”
O ministro lembrou que a nova Constituição também ampliou o rol de atuação das Forças Armadas, desde ações de assistência emergenciais até missões internacionais, como no caso do Haiti. “Enquanto houver uma Justiça Militar atuante neste País, teremos a certeza de contar com Forças Armadas fortes, disciplinadas e capazes de garantir, não só a nossa soberania, mas, principalmente, as estruturas democráticas vigentes”, concluiu o presidente.
Primeira mulher na Vice-Presidência – Ao final do discurso, ministro Cerqueira parabenizou a vice-presidente, ministra Maria Elizabeth Rocha, por ser a primeira mulher a exercer o cargo na Corte. “Destacada figura no meio jurídico, pela sua reconhecida competência, dedicação, capacidade de trabalho e que muito nos tem ensinado o lado humano dos julgamentos. Por certo, ao lado de tão ilustre profissional, estarei seguro para conduzir os destinos desta tradicional justiça especializada.”

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