O material estava escondido em uma sacola plástica.
Segundo o Exército, os explosivos poderiam destruir 50 metros de área.
Do G1 RO
Explosivos apreendidos estavam em sacola plástica, no forro de uma residência (Foto: Sandra Belli/G1)
A Polícia Militar de Vilhena (RO) apreendeu três explosivos de demolição em gel e cinco pavios de detonação em uma residência no Bairro 5º BEC, na tarde de quarta-feira (6). O material estava escondido em uma sacola plástica, no teto da casa, e foi encontrado pelo atual morador, Jonathan Viriato Dantes Ferreira, que reside no local com a esposa e seis netos, há três meses. Segundo o Exército Brasileiro, se acionados, os explosivos poderiam destruir, pelo menos, 50 metros de área.
Ao G1, a salgadeira Ramiscley Gomes Lopes contou que o casal imaginava que na sacola continham ferramentas deixadas pelo antigo morador. Sempre que ia se deitar o casal observava a sacola, que fica em um pedaço de madeira no teto, até que a salgadeira pediu ao marido para retirá-la do local.
Meu marido subiu na escada, jogou a sacola lá de cima no chão. Imagine o risco que corremos com aquilo”
Ramiscley Gomes Lopes, salgadeira
Durante a limpeza realizada na residência na quarta-feira, o casal abriu a sacola e encontrou os explosivos. “Meu marido subiu na escada, jogou a sacola lá de cima no chão. Imagine o risco que corremos com aquilo”, afirma Ramiscley.
A polícia foi acionada e após análise foi constatado que não havia necessidade de detonar os explosivos. De acordo com Favorino de Lima Ribas, capitão do Exército Brasileiro, o agravante foi a maneira como o material estava armazenado. Os explosivos de detonação em gel são usados em pedreiras e em contato com os pavios e o calor poderiam causar uma explosão que destruiria, pelo menos, 50 metros de área.
“A espoleta [pavio] é altamente fonte de calor. A dinamite por si só não causaria danos, mas próxima ao pavio, a materiais de zinco, que é fonte de calor, a destruição seria certa”, afirma Ribas.
Ramiscley vende salgados e a produção é feita na residência do casal. Próximo à sacola plástica fica um forno industrial, que funciona diariamente. “Vejo isso como um livramento, porque comigo e meu esposo moram seis netinhos”.
O material apreendido faz parte de um inquérito e as investigações ainda não apontam quem seria o dono dos explosivos. O antigo morador e o proprietário da residência devem ser identificados e ouvidos pelo delegado responsável pelo caso, Núbio de Oliveira.
Após a conclusão do inquérito, os explosivos deverão ser encaminhados ao Exército Brasileiro, onde serão detonados, segundo Ribas.
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