31 de ago de 2013

31/08/2013 - Exército Brasileiro presente em Santa Inês


Por ser cidade polo, carros do exército
 são visto frequentemente pelas ruas de Santa Inês
O Exército Brasileiro está realizando operações que visam prestar apoio logístico, de inteligência e de comunicações ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA), nas ações de repressão a crimes ambientais e na redução do desmatamento ilegal abrangendo diversos municípios do Maranhão.
Por ser cidade polo, carros do exército são visto frequentemente pelas ruas de Santa Inês. De acordo com o comandante dos militares, que não têm autorização de dar entrevista, explicou que o município é o de maior porte, por isso é utilizado para realizar serviços burocráticos. O grupo já participou de uma mega operação em junho deste ano no município de Zé Doca e região onde foi apreendida grande quantidade de madeira ilegal.  Esta semana, o grupo está realizando a operação no município de Santa Luzia.
O alvo de investigação principal são os madeireiros que atuam na atividade ilegal, além da situação de escravidão em que são colocados os trabalhadores.
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam o desmatamento de 71,28% da floresta original no Maranhão, percentual equivalente a 105.195 quilômetros quadrados. Do restante das terras, correspondentes a 42.390 quilômetros quadrados, 52% dessas reservas naturais estão destinadas aos índios que, por lei, têm a posse integral do espaço.
Ainda segundo o Inpe, 13% das áreas indígenas do Estado foram retiradas por ação do homem. O município de Amarante do Maranhão, a 679km de São Luís, é um dos que se destacam negativamente nos índices de desmatamento do Estado.
O Ministério Público Estadual (MPE), um dos responsáveis pela investigação sobre o desmatamento ilegal no Maranhão, informou que, além de Amarante do Maranhão, os municípios de Centro do Guilherme, Itinga do Maranhão, Grajaú, Barra do Corda, Jenipapo dos Vieiras, Buriticupu, Arame, Bom Jesus das Selvas, Centro Novo do Maranhão, Zé Doca e Santa Inês apresentam altos índices de devastação das reservas naturais.

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